Brasil 3 x 2 China em dez tópicos



Os 33 pontos de Ting Zhu não foram suficientes para a campeã olímpica China, em casa, vencer o Brasil, na abertura da quarta etapa da Liga das Nações.

Em um jogo repleto de alternâncias, a Seleção bateu as donas da casa com parciais de 19-25, 25-23, 27-25, 10-25 e 16-14.

Uma vitória com alguns significados para o Brasil neste momento da temporada e vários personagens importantes. Então decidi separar o acontecido em dez tópicos:

1) Manter o embalo na Liga das Nações. Agora são nove triunfos seguidos do Brasil após a estreia abaixo da média diante da Alemanha, em Barueri, deixando a classificação para a fase final cada vez mais perto.

2) Encerrar uma sequência de resultados ruins contra as chinesas (já eram quatro derrotas seguidas, incluindo a fatídica nas quartas de final da Rio-2016). Por mais que publicamente atletas e comissão técnica minimizem, digam que isso não é levado em conta, que é uma mera estatística, lá no psicológico fica sempre um fantasminha.

Ting Zhu encara o bloqueio brasileiro (FIVB Divulgação)

3) Esse mesmo lado psicológico foi testado após a derrota brasileira por 25-10 (!?!) no quarto set. Um verdadeiro passeio chinês. No tie-break, o Brasil conseguiu apertar control+alt+delete para resetar o sistema.

4) Para ter ideia do que representa a pontuação de Ting Zhu no jogo, some os números de Tandara (18) e Amanda (13) e ainda assim não chegue aos pontos da melhor jogadora do planeta.

5) Lang Ping teve à disposição oito campeãs olímpicas. Ou seja: a China, mesmo já classificada para as finais, colocou em quadra quase todo o seu potencial. A jovem canhota Li, que entrou durante o jogo, é um diamante bruto. Vai estar logo logo em uma prateleira das mais altas entre as protagonistas do vôlei mundial.

6) Individualmente destaco Adenízia. Ela foi o dínamo brasileiro nos bons e maus momentos, bem ao seu conhecido estilo de jogo. A central marcou ainda dois pontos decisivos no bloqueio no quinto set, terminando o clássico com sete no fundamento. No total, foram 14 pontos no jogo.

7) Os dois pontos somados após o triunfo deixam o Brasil ainda na briga pela liderança contra os Estados Unidos, exatamente o adversário da próxima madrugada. Um confronto direto pelo primeiro lugar para dar um charme extra para o clássico. As americanas, com as mesmas nove vitórias e uma derrota, possuem dois pontos a mais do que as brasileiras na classificação geral.

8) Um aspecto me preocupou em parte do jogo: a falta de precisão de Roberta. A capitã da Seleção precisa distribuir bolas mais redondas para permitir que as atacantes brasileiras, que não são as mais altas e fortes do planeta, possam ter mais chances de vencer os bloqueios adversários.

9) Gabi jogou o primeiro set, seguindo o planejamento físico da comissão técnica. E foi bem mal, principalmente no passe.

10) Para finalizar, o desafio eletrônico. É preciso registrar o acontecido no fim do terceiro set. A China chegou a comemorar a vitória por 25 a 23, mas o Brasil pediu challenge. Vi e revi o replay e não vi toque no bloqueio chinês, como aparentemente pediu Zé Roberto. A transmissão do SporTV chegou a citar toque na rede, mas também não vi nada. O ponto foi dado para a Seleção, que na sequência virou e fechou a parcial. Já no match point do tie-break, o mesmo challenge, mostrou um toque no dedinho mindinho de Gong após ataque de Drussyla. A tecnologia chegou para ficar. Mas ainda não é 100% confiável.

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