Brasil campeão do Grand Prix



Pela 12ª vez, o troféu do Grand Prix vai para as mãos do Brasil.

Neste domingo, em Nanjing, na China, vitória por 3 a 2 sobre a Itália, parciais de 26-24, 17-25, 25-22, 22-25 e 15-8.

E não dá para dizer que é apenas mais um caneco para a galeria da CBV. Na primeira grande competição feminina do ciclo olímpico Tóquio-2020, as dificuldades com a renovação (apenas duas jogadoras que participarão da Rio-2016 estiveram em quadra) foram consideráveis.

Jogadoras com bagagem na Seleção ganharam mais tempo em quadra, casos de Tandara, Adenízia, Carol. Já destaques da Superliga foram “batizadas” no nível internacional: Bia, Suelen, Roberta, Drussyla…

A instabilidade foi a tônica da campanha brasileira. Muita dificuldade para classificar para a fase final obrigando o time a vencer três jogos decisivos em Cuiabá. Depois, já na China, a eliminação esteve a um ponto de acontecer no 14 a 10 aberto pela Holanda sobre a China. Só Deus sabe como aquela virada aconteceu e a Seleção passou para a semifinal!

E assim o novo grupo de jogadores ganhou um pouco de casca, como se fala na gíria. José Roberto Guimarães foi “achando” opções, trocando peças entre as ponteiras, centrais e até líberos. E na final não foi diferente. Drussyla saiu jogando na ponta, mas Rosamaria entrou para ser decisiva no terceiro e quinto sets. Carol fez o mesmo caminho. Outra mudança importante na final foi a entrada de Gabi, ponta de origem e líbero por opção de Zé Roberto nesta temporada.

Pelo lado italiano, Egonu, 18 anos, anotou 29. Jogou muito em grande parte da decisão, mas sentiu em momentos-chave. Tem muito a crescer, mas já é uma realidade.

Tandara e Natália foram as maiores pontuadoras da Seleção, com 22 acertos cada. Resposta de jogadoras grandes, mas que vinham oscilando demais. E sendo criticadas, algumas vezes um tom acima do devido. Vão crescer após essa campanha. E Tandara falou a palavra-chave na entrevista pós-jogo:

– Atitude.

Bia, 12 pontos, cinco deles no bloqueio, merece uma menção honrosa.

Com nomes não tão novos, o Brasil deu o primeiro passo após 0 baque olímpico. E ganha moral para dar os próximos passos com mais tranquilidade e menos pressão.



  • AfonsoRJ

    E mais uma vez a Seleção Brasileira Feminina de Volei cala a boca de muita gente. Mas dessa vez não calou a minha, hehehehe…

  • Roberto Barcellos

    Parabéns ao Zé Roberto por ter coragem de renovar a seleção apesar das inúmeras críticas que vem sofrendo. Vamos ver se vai investir realmente nestas novas jogadoras ou se vai voltar com as “preferidas” para jogar o mundial e as Olimpíadas.

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