Brasil bate Tailândia e agora irá definir caminho nas finais



Já classificada para a fase final da Liga das Nações, a Seleção Brasileira feminina derrotou a Tailândia por 3 sets a 1, parciais de 25-16, 25-22, 18-25 e 25-13, nesta quarta-feira, em Eboli, na Itália.

O resultado esperado, aliado ao triunfo da Sérvia sobre os Estados Unidos ontem, deixa o Brasil em condições de escolher seu caminho nas finais, em Nanjing, na China.

Vamos ao cenários:

  • A equipe verde-amarela soma 12 vitórias e 34 pontos e tem o jogo com a Itália, dona da casa, para fazer nesta quinta-feira. As americanas (11 triunfos e 34 pontos) estão em situação confortável para a conquista do primeiro lugar, apesar da derrota de ontem. O time de Karch Kiraly enfrentará Coreia do Sul e Argentina, na etapa de Santa Fé (ARG), e deverá vencer sem problemas, confirmando a ponta.
  • Restará ao Brasil então a disputa do segundo lugar com a Sérvia. As europeias, embaladas pelo resultado positivo sobre as americanas, também enfrentarão coreanas e argentinas. Agora possuem dez vitórias e 31 pontos e deverão terminar com 12 e 37 pontos amanhã. Assim, uma derrota brasileira diante da Itália, por exemplo, faria o time de Zé Roberto cair para terceiro. Já qualquer vitória garantiria o segundo posto.
  • E ficar em segundo ou terceiro faz diferença? Faz. A colocação altera o grupo nas finais na China. Pelo regulamento, estarão no mesmo grupo o primeiro, o segundo e o quinto. No outro, China (sede), terceiro e quarto. É “escolher” entre ter Estados Unidos ou China como adversário no grupo de três e consequentemente só reencontrá-lo na final.
  • Escrevi sobre o tema na segunda-feira e pessoalmente não vejo vantagem entre encarar Estados Unidos ou China. Talvez a diferença seja “escolher” Holanda ou Turquia. Neste caso, eu preferiria estar na chave das turcas. Como a equipe de Giovani Guidetti deverá terminar em quinto, o meu grupo ideal para o Brasil seria o A, com os Estados Unidos. No B, China, Sérvia e Holanda. Vejo assim, na teoria, um caminho mais tranquilo até as semifinais. Daí em diante qualquer jogo deverá ser uma pedreira.

Contra a Tailândia, várias reservas ganharam chance na equipe brasileira (FIVB Divulgação)

Na vitória sobre a Tailândia, Zé Roberto colocou quase todas as jogadoras à disposição em quadra, incluindo Mara e Gabiru, pouco utilizadas até aqui na Liga das Nações. Rosamaria começou como titular no lugar de Amanda e teve uma atuação bem regular, com 18 pontos marcados e boa participação na defesa. Gabi foi titular em dois sets completos, mas com baixo aproveitamento no ataque: apenas duas bolas no chão em 11 tentativas.

E, repetindo o que aconteceu contra a Bélgica, o time voltou a pecar após abrir 2 sets a 0. Caiu a concentração, aumentou a quantidade de erros, viu o saque ser pouco eficaz e teve de jogar uma parcial a mais. Ao menos a resposta no quarto set foi imediata e sem mais sustos.

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