Brasil se despede com atuação de gala



Na melhor atuação na Copa dos Campeões, o Brasil encerrou a participação com uma incontestável vitória, nesta madrugada, sobre os Estados Unidos por 3 sets a 0, parciais de 25-20, 25-23 e 25-19.

O resultado garantiu ao time verde-amarelo o vice-campeonato, atrás da China, única invicta após se despedir com triunfo sobre o Japão por 3 a 1.

Se a última impressão é a que fica o Brasil fecha a temporada com objetivos cumpridos. Ganhou Grand Prix, Sul-Americano (e vaga no Mundial de 2018) e Torneio de Montreux, além do vice na Copa dos Campeões. Oscilou bastante em vários momentos, diga-se de passagem. Mas era algo bem esperado levando em consideração o desmonte após a Olimpíada do Rio de Janeiro.

A melhor notícia da despedida, no Japão, foi a presença em quadra da ponta Gabi. Depois de atuar pouco nos últimos dois jogos e deixar no ar a preocupação com o joelho lesionado, ela foi titular contra as americanas e teve uma atuação destacada. Foram 16 pontos, mesmo número de Tandara, com um bom aproveitamento no ataque (14 de 25), e segurança no passe.

– Estou muito feliz com nossa vitória hoje. Nós jogamos com inteligência. Quando jogamos com os Estados Unidos é sempre duro. Tivemos jogos complicados contra China e Japão e não esperávamos vencer por 3 a 0. Mas soubemos administrar muito bem a partida. Contra as americanas precisamos sempre manter um nível alto e jogar com inteligência, minimizando os erros – analisou Gabi.

E o Brasil realmente errou pouco. Foram apenas dez pontos dados de graça para a equipe de Karch Kiraly, um número baixíssimo. E elogios rasgados de Zé Roberto:

– Estou muito orgulhoso do meu time. A vitória de hoje foi muito importante para nós. Nosso adversário joga em um nível muito alto, o que torna essa vitória ainda mais importante. Quando você joga com os Estados aprende muitas coisas: a forma der atuar e nunca perder a concentração. Hoje nós nunca perdemos a concentração e funcionamos bem em todos os fundamentos.

Por falar em Gabi, quem também deixa a Copa dos Campeões em alta é a líbero com o mesmo nome. Ao começar a temporada, ela era a terceira opção, atrás de Léia e Suelen. Ponta durante toda a carreira no Vôlei Nestlé, a jogadora que defenderá o Sesc aceitou o desafio proposto por José Roberto Guimarães de atuar como líbero para ter chance na Seleção. Viu Léia pedir dispensa por problemas pessoais e foi ganhando espaço na disputa com Suelen. Entre as novatas é, ao lado de Bia, quem melhor aproveitou 2017 para se firmar na Seleção.

Pelo lado americano, Larson terminou com 12 pontos.  Mas ela sentiu falta da parceria com Kimberly Hill, com uma atuação muito fraca no ataque, e de Akinradewo, apenas um bloqueio e menos de 50% de aproveitamento no ataque.

Na classificação final, a China terminou com cinco vitórias e 14 pontos. Brasil e Estados Unidos tiveram três triunfos cada, mas o time verde-amarelo somou 11 pontos, contra sete do americano. A Rússia finalizou em quarto, com duas vitórias (sete pontos), seguida pelo Japão (duas vitórias e seis pontos) e da Coreia, com cinco derrotas e nenhum pontinho somado.

Na seleção do campeonato, duas brasileiras: a central Carol e a oposto Tandara. Completam o time ideal as chinesas Zhu (MVP) e Yuan, a americana Larson e as japonesas Inoue e Tominaga

 



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