Boas histórias nos Jogos Escolares da Juventude



Recebi nos últimos dias dois releases bem interessantes do COB sobre os Jogos Escolares da Juventude.

O primeiro é sobre a Duda, uma das maiores revelações do vôlei de praia, se aventurando na quadra. O outro é sobre a Fofão vendo a sobrinha atuar.

Reproduzo ambos para vocês aqui:

DUDA

Mal conquistou o bronze na etapa de Bauru (SP) do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, ao lado de Elize Maia, no último sábado, dia 14, a sergipana Duda Lisboa desembarcou em Londrina (PR), onde participa dos Jogos Escolares da Juventude, etapa de 15 a 17 anos. Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude Nanquim 2014, a jovem de 17 anos se despede de sua última competição escolar atuando na quadra, ao lado das companheiras do Instituto Dom Fernando Gomes – IDFG – de Aracaju (SE). A talentosa jovem segue evoluindo e aos poucos vai conquistando seu espaço no vôlei de praia nacional e faz planos para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

Em sua sexta participação nos Jogos Escolares da Juventude, evento organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) desde 2005, Duda Lisboa conquistou medalhas de ouro e bronze tanto no voleibol quanto no vôlei de praia. O último título da jovem nos Jogos Escolares foi na edição de João Pessoa (PB), realizada em setembro de 2014, com a medalha de ouro na areia, junto com a parceira Ana Carolina. Pouco antes de ser campeã escolar brasileira, Duda já havia alcançado um título importantíssimo: o ouro no vôlei de praia dos Jogos Olímpicos da Juventude 2014, disputados em Nanquim, na China, ao lado da mineira Ana Patrícia Ramos.

– Conquistar a medalha olímpica foi o auge da minha carreira nas categorias de base, mas eu também queria ter o título escolar para o meu colégio, para o meu estado – lembra.

Duda em ação na Olimpíada da Juventude (Divulgação)

Duda em ação na Olimpíada da Juventude (Divulgação)

Atrás apenas da dupla olímpica Larissa e Talita na corrida pelo título do Circuito Brasileiro Vôlei de Praia, Duda avalia positivamente os resultados obtidos com Elize Maia em 2015. Entre as vitórias mais marcantes do ano, está a conquista da etapa de Goiânia (GO) do Circuito, em outubro, justamente sobre uma das parcerias que representarão o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
– Vencer Larissa e Talita foi importante, num jogo muito difícil, em que a gente não podia dar mole, não podia fazer besteira. A gente jogou com tranquilidade, fazendo o básico, com compromisso no saque, jogando a pressão para o outro lado. A união da dupla foi o principal. A gente brilhou em quadra, fazendo o nosso, sem pressão – explica Duda. A última etapa do campeonato acontece de 3 a 6 de dezembro em Curitiba (PR).

Ao fim dos torneios deste ano, Duda Lisboa terá duas semanas de férias até o início da preparação para os campeonatos de 2016. Entre as competições, estão os Mundiais adulto, sub-19 e sub-21 e o Brasileiro adulto. Os treinos com bola seguem até 16 de dezembro, enquanto a musculação vai até pouco antes do Natal, no dia 22. A preparação técnica fica sob os cuidados da treinadora Cida Lisboa, mãe da atleta e grande incentivadora, no Centro de Treinamento Cida Vôlei, em São Cristóvão (SE).

– Comecei brincando com a bola de vôlei de praia, aos 5 anos, acompanhando minha mãe em competições em Maceió, João Pessoa, cidades perto de Aracaju. Aos 10 anos, comecei a treinar na Escolinha Tia Cida, de minha mãe, ficando em terceiro lugar no primeiro torneio que participei. Ela foi jogadora e é meu grande modelo – destaca.

Sobre o sonho olímpico, a atleta está tranquila e tem planos definidos para o Rio 2016 e para Tóquio 2020, quando terá 22 anos.

– Nos Jogos do Rio de Janeiro, vou torcer muito, ver pela televisão, desejando que o Brasil chegue às finais. Participar de uma edição dos Jogos é um sonho, uma meta, que fica para Tóquio 2020, eu espero – projeta Duda.

A respeito da experiência em quadra, ela garante que ficou nos Jogos Escolares.

– Eu queria representar Sergipe e minha escola, onde cresci e tive todo apoio. O vôlei de quadra é uma modalidade muito bonita. Em quadra, é você e mais cinco pessoas, além de toda equipe. Mas eu sou da praia, é a paixão que tenho, e não vou mais deixar a areia. Na verdade, nunca deixei.

FOFÃO

Embaixadora dos Jogos Escolares da Juventude Londrina 2015, etapa de 15 a 17 anos, a campeã olímpica Fofão viveu um momento especial no Centro Poliesportivo e Cultural Walter Senhorinho/Associação Banestado, nesta quarta-feira. Ela acompanhou, pela primeira vez, uma vitória da sobrinha Paulina Rogério de Souza, a Fofinha, que defende a equipe do Colégio Amorim Vila Guilherme (SP) no evento escolar promovido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Da arquibancada, a ex-levantadora da Seleção Brasileira viu o time de São Paulo vencer a Escola Tancredo Neves (RO) por 2 sets a 0 (25/5 e 25/7), em partida válida pela fase classificatória do torneio. Os Jogos Escolares seguem até este sábado, dia 21.

Fofão e a sobrinha nos Jogos Escolares (Divulgação)

Fofão e a sobrinha nos Jogos Escolares (Divulgação)

Com cinco participações em Jogos Olímpicos e três pódios conquistados – ouro em Pequim 2008 e bronze em Sydney 2000 e Atlanta 1996 –, Fofão contribuiu para a escolha da sobrinha pelas quadras de vôlei, ao lado da mãe da jovem, a ex-ponteira Silmali Rogério de Souza.

– Minha irmã, mãe dela, também jogou. Paulina foi criada nesse mundo do voleibol. Foi a única sobrinha que decidiu seguir jogando – diz Fofão.

Aos 16 anos e com 1,72m de altura, Paulina, que é chamada por alguns de “Fofinha”, começou no vôlei aos 10 anos. A jovem disputa sua terceira edição de Jogos Escolares, tendo conquistado uma medalha de bronze na etapa de 12 a 14 anos, em Natal 2013.

– Fui primeiro para a natação, mas foi só moda. Desde pequena, eu acompanho o vôlei. Crescendo dentro de quadra, deu vontade de jogar. Com o tempo, vi que era isso o que eu queria e não paro mais – afirmou a sobrinha da campeã olímpica, que atua como ponteira pela equipe do Colégio Amorim (SP) durante os Jogos Escolares, mas pretende seguir carreira na posição de líbero. – Minha mãe foi ponteira; minha tia, levantadora. Vez ou outra, eu jogo nessas posições, mas me encaixei melhor como líbero – destacou.

A ex-levantadora da Seleção Brasileira teve poucas oportunidades de ver a sobrinha jogar, devido à agenda das duas. Fora das quadras desde maio deste ano, Fofão pôde, nos Jogos Escolares, onde é Embaixadora, acompanhar um jogo da sobrinha pela terceira vez.

– Nas duas primeiras vezes que consegui assistir a uma partida dela, em outros eventos, o time perdeu. A gente ficava sem saber se eu era pé-frio, ou se era outro parente da família. Finalmente vi uma vitória e provei que não sou pé-frio – brincou Fofão.

Já Paulina diz que a presença da tia campeã olímpica na arquibancada não atrapalha em nada.

– Não me sinto pressionada. É bom ter alguém da família por perto. Quando a gente se encontra, é sempre muito legal – disse a jovem.

Em transição de carreira, Fofão revelou o desejo de trabalhar com estudantes. Ela participa, inclusive de uma iniciativa do COB, o Programa de Carreira do Atleta, que visa orientar o atleta a buscar uma melhor capacitação profissional na nova fase da carria.

– Eu sou o que sou pelo esporte. Zerei minha fase como jogadora e tenho de pensar do lado de fora. A adaptação para esta nova vida está sendo feita com calma, estou curtindo esse momento de descanso. Vou continuar como comentarista, mas também, em 2016, quero tocar um projeto social para a formação de levantadores. Não vai ser uma obrigação, será uma satisfação poder retribuir tudo o que o esporte me deu. Tenho muito interesse em trabalhar com a base, na formação. Eu curto mais esse lado de ensinar, que acho muito importante.



  • A lI

    Sou amiga da Fabíola e posso afirmar:”FABÍOLA NÃO SONHA EM DISPUTAR AS OLIMPÍADAS RIO-2016!”As prioridades da Fabíola,atualmente,são outras e não Olimpíadas ou Seleção Brasileira.O desejo da FABÍOLA era disputar as olimpíadas de LONDRES,naquele ciclo olímpico,Fabíola se DOOU AO MÁXIMO à seleção,sacrificou o convívio com marido,filha,família e amigos para se dedicar INTEGRALMENTE à SELEÇÃO e o reconhecimento que ela teve de sua grande dedicação foi um CORTE SECO num SAGUÃO DE AEROPORTO às vésperas da Olimpíada.A MELHOR LEVANTADORA DA SUPERLIGA-2012 ficou EXTREMAMENTE CHOCADA c/o corte!Escaldada pelo corte e com o sentimento de TEMPO PERDIDO ao se dedicar tanto à seleção e ser cortada de forma seca,SEM QUALQUER EXPLICAÇÃO DO MOTIVO POR PARTE DO ZÉ ROBERTO,hoje Fabíola tem outras prioridades e não se arrisca a perder mais tempo de convívio com seus familiares e amigos p/se dedicar novamente a um projeto olímpico no qual pode ser cortada novamente:”O SONHO OLÍMPICO DE FABÍOLA ACABOU NO SAGUÃO DO AEROPORTO EM 2012,NA VERDADE O QUE PARECIA SONHO SE TORNOU UM PESADELO!”.Em 2012,Fabíola foi a MELHOR LEVANTDORA e a MELHOR JOGADORA DA FINAL DA SUPERLIGA e ZÉ NUNCA EXPLICOU O CORTE!Além disso,MACRIS fez uma excelente estreia em 2015,comandando a seleção brasileira como levantadora titular no PAN de TORONTO,no qual conquistou a PRATA.MACRIS escolheu jogar em BRASÍLIA junto da MVP OLÍMPICA PAULA,a quem MACRIS admira e espera trocar experiências sobre o TORNEIO OLÍMPICO.A parceria MACRIS-PAULA deu super-certo,após 3 jogos pelo TERRACAP/BRASÍLIA,MACRIS é a melhor levantadora e PAULA a melhor atacante e maior pontuadora da Superliga!Se Paula mantiver esse ritmo frenético,não duvido de sua presença na RIO-2016…Paula estava precisando jogar com uma BOA LEVANTADORA como Macris,que saiba aproveitar seu grande talento!

  • Marcelo Leiroz

    Fofão ensinando a levantar, seria BOM demaisss…

MaisRecentes

Joelho afastará Gabi das quadras



Continue Lendo

As primeiras transmissões da Superliga na TV



Continue Lendo

Vaivém: Thaisa jogará a Superliga



Continue Lendo