Biografia de Serginho Escadinha será lançada nesta quinta



Março de 2015

– Fala, Escada! Tudo bem contigo? Tem dois minutinhos para falar por telefone?
– Tudo, mano. Acabei de sair do treino. Pode falar.
– Já decidiu até quando vai jogar?
– Pergunta difícil. Acho que vou jogar mais uns anos. Tenho muita lenha pra queimar ainda.
– E pensa em eternizar a sua vida e sua carreira assim que parar de jogar?
– Você é o segundo que me fala isso durante a semana. O Marcelinho (levantador) e o Murilo (ponta) vieram com esse papo durante a viagem para nosso último jogo pelo Sesi. Ficaram me enchendo o saco.
– E alguém já está escrevendo sua biografia?
– Não.
– Vamos fazer então?
– Demorou!
– Só me avise quando tiver uma ideia mais concreta da data da sua aposentadoria. Assim posso tentar organizar toda a produção.
– Fechado. É “nóis”!

Assim começou a surgir “Degrau por degrau”, biografia de Serginho Escadinha, que será lançada nesta quinta-feira, às 19h, na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, em São Paulo. Até hoje ele não me respondeu sobre a data do encerramento da carreira. Mas o projeto deu uma guinada e tanto para que eu escrevesse esse texto na véspera de lançá-lo.

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Em abril de 2015, ele finalmente aceitou o pedido de Bernardinho e voltou para a Seleção. Estava “aposentado” da Amarelinha desde a doída derrota para a Rússia, na final da Olimpíada de Londres-2012. Foi convencido também pela pressão dos três filhos.

O Brasil precisava de um líder como Serginho. O time vinha batendo na trave em todas as grandes competições. Queria sair do quase. E Bernardinho, responsável pela primeira convocação do líbero e 2001, tinha convicção de que a presença dele faria diferença na parte técnica e também na emocional. Era uma relação de confiança entre os dois, pilares do período mais vitorioso do vôlei brasileiro.

Mas os laços entre os dois estiveram por um fio semanas antes da Rio-2016. Na véspera de fechar a lista de 12 jogadores para a Olimpíada, Bernardinho resolveu testar Tiago Brendle na final da Liga Mundial contra a Sérvia. Serginho foi pego de surpresa com a barração, no vestiário da Tauron Arena, em Cracóvia (POL). Ele e o restante do time, diga-se de passagem. Um capítulo que não estava na ideia original do livro e acabou se transformando em um dos pontos altos da obra, com os dois personagens detalhando os bastidores daquele dia. Mais um entre os diversos desentendimentos que tiveram.

A situação foi resolvida, Serginho jogou a quarta Olimpíada, conquistou o segundo ouro, foi eleito o melhor jogador da competição. Resumi em um parágrafo alguns dos capítulos mais ricos do livro. Um grand finale que qualquer autor gostaria de contar. Um grand finale que acelerou todo o processo de produção. Um grand finale que não mudaria em nada a essência do ser humano Sérgio Dutra dos Santos. Com ou sem medalhas olímpicas ele merecia ter a história eternizada.

Serviço

Degrau por degrau – a trajetória de Serginho, de Pirituba ao Olimpo

256 páginas

R$ 41,90

Lançamento em SP: 29/6, a partir das 19h, na Livraria Cultura (Avenida Paulista, 2073)

Lançamento em Curitiba: 4/7, a partir das 18h30, na Arena da Baixada, após o jogo Brasil x Canadá, pela Liga Mundial

Em breve as confirmações de Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cidades.



  • AfonsoRJ

    Avisa quando lançar aqui no Rio – se possível, Travessa Leblon ou Ipanema 🙂

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