Bicampeãs olímpicas expõem insatisfação em viagem da Seleção



As jogadoras da Seleção Brasileira feminina expuseram, na manhã deste domingo, sem meias palavras, a insatisfação com a CBV antes da viagem para o Peru, onde disputarão o Sul-Americano, a partir de quarta-feira.

Fabiana e Sheilla

A revolta partiu de Fabiana, Sheilla e Thaisa, líderes do time. Elas postaram fotos nas redes sociais com reclamações por terem viajado na classe econômica, durante 5h30, “apertadas como uma lata de sardinha”. Segundo as atletas, existia um acordo com a CBV de as campeãs olímpicas viajarem sempre na classe executiva, local com mais espaço e conforto. Realmente já ouvi tal história e ela me parece completamente verídica.

“Ficamos sabendo quinta-feira que iríamos viajar na classe econômica, mesmo reivindicando com a CBV nada foi feito. Absurdo! Olha a condição que estamos viajando, mais de 5h30 de viagem! A CBV ignorou nossos argumentos… Absurdo, porque foi um direito conquistado após o primeiro ouro olímpico”, escreveram.

Capitã do time, Fabiana tratou o assunto como uma “vergonha”.

– Nós resolvemos falar, pois se não eles vão achar que está tudo muito bom e tudo muito lindo. Só que não é bem assim, é uma vergonha nos tratarem desta forma depois de tudo que fazemos com a camisa do Brasil. Eles tem que rever alguns conceitos.

Rapidamente, milhares de seguidores das jogadoras nas redes sociais passaram a comentar o assunto, quase sempre atacando a CBV.

thaisa

Minha opinião é curta e grossa: o combinado não sai caro. Se o acordo foi realmente desrespeitado, sem uma explicação plausível, a entidade pisou feio na bola com as jogadoras. Há, pelas palavras delas, uma nítida quebra de confiança. E isso é perigoso, não apenas na Seleção, mas em qualquer situação da vida cotidiana. E mais: querendo ou não, uma saia-justa como essa acaba arranhando a imagem da CBV, uma das poucas entidades esportivas do país com muito mais acertos do que erros nas últimas década. No fim das contas, ninguém ganha, isso é fato.  Ainda espero ter uma posição oficial da entidade sobre o acontecido para tirar as conclusões finais.

Por fim, mais uma constatação. Estou no LANCE! desde 1999 e admito que poucas vezes vi atletas tornarem públicas as reclamações contra a entidade.

PS – Na íntegra, a resposta da CBV às atletas:

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) esclarece que o acordo que concede às atletas campeãs olímpicas e mundiais o direito de viajarem em classe executiva se aplica somente a voos intercontinentais. Em outras ocasiões, este benefício foi oferecido em deslocamentos da seleção brasileira dentro da América do Sul, mas em caráter excepcional.

 



MaisRecentes

Informações sobre as finais da Superliga Masculina



Continue Lendo

Vaivém: Mais dois anos, ao menos, de Vôlei Renata em Campinas



Continue Lendo

Vaivém: Camponesa/Minas confirma Bruna e Carol Gattaz



Continue Lendo