Bicampeãs olímpicas expõem insatisfação em viagem da Seleção



As jogadoras da Seleção Brasileira feminina expuseram, na manhã deste domingo, sem meias palavras, a insatisfação com a CBV antes da viagem para o Peru, onde disputarão o Sul-Americano, a partir de quarta-feira.

Fabiana e Sheilla

A revolta partiu de Fabiana, Sheilla e Thaisa, líderes do time. Elas postaram fotos nas redes sociais com reclamações por terem viajado na classe econômica, durante 5h30, “apertadas como uma lata de sardinha”. Segundo as atletas, existia um acordo com a CBV de as campeãs olímpicas viajarem sempre na classe executiva, local com mais espaço e conforto. Realmente já ouvi tal história e ela me parece completamente verídica.

“Ficamos sabendo quinta-feira que iríamos viajar na classe econômica, mesmo reivindicando com a CBV nada foi feito. Absurdo! Olha a condição que estamos viajando, mais de 5h30 de viagem! A CBV ignorou nossos argumentos… Absurdo, porque foi um direito conquistado após o primeiro ouro olímpico”, escreveram.

Capitã do time, Fabiana tratou o assunto como uma “vergonha”.

– Nós resolvemos falar, pois se não eles vão achar que está tudo muito bom e tudo muito lindo. Só que não é bem assim, é uma vergonha nos tratarem desta forma depois de tudo que fazemos com a camisa do Brasil. Eles tem que rever alguns conceitos.

Rapidamente, milhares de seguidores das jogadoras nas redes sociais passaram a comentar o assunto, quase sempre atacando a CBV.

thaisa

Minha opinião é curta e grossa: o combinado não sai caro. Se o acordo foi realmente desrespeitado, sem uma explicação plausível, a entidade pisou feio na bola com as jogadoras. Há, pelas palavras delas, uma nítida quebra de confiança. E isso é perigoso, não apenas na Seleção, mas em qualquer situação da vida cotidiana. E mais: querendo ou não, uma saia-justa como essa acaba arranhando a imagem da CBV, uma das poucas entidades esportivas do país com muito mais acertos do que erros nas últimas década. No fim das contas, ninguém ganha, isso é fato.  Ainda espero ter uma posição oficial da entidade sobre o acontecido para tirar as conclusões finais.

Por fim, mais uma constatação. Estou no LANCE! desde 1999 e admito que poucas vezes vi atletas tornarem públicas as reclamações contra a entidade.

PS – Na íntegra, a resposta da CBV às atletas:

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) esclarece que o acordo que concede às atletas campeãs olímpicas e mundiais o direito de viajarem em classe executiva se aplica somente a voos intercontinentais. Em outras ocasiões, este benefício foi oferecido em deslocamentos da seleção brasileira dentro da América do Sul, mas em caráter excepcional.

 



  • Gente o cara não é projetista, o avião é projetado pra pesssoas de estatura mediana ( altua média ) ,atletas são geralmente mais altas, dai o problema , agora querer criticar a cbv é foda nemcuto estes caras mais as minas sãop gigantes para os padroes brasileiros , imagine se fossem ateltas do sumo iam reclamar que estava aperatado.. do mesmo jeito .. cara… médicos dão mais em troca ao pais que jogador de futebol ,que jogador de basquete e muito menos que jogador de futebol . e ganham muito menso que qualquer um deles .. vai tomar no ku scheila…… paga 500 pra empregada domestica que trabalha na tua casa ai reclama de tudo … vai se fdeor prroa.

    • Oscar

      artur, assim mesmo, minúsculo. Bem se vê que você é daqueles que vão assistir ao filme do Tarzan para torcer pelo jacaré.
      Se o avião é projetado para pessoas medianas, façam com que as pessoas de maior estatura viagem em classe executiva, onde os espaços são maiores.
      Elas tem todo o direito de reclamar, pois são as únicas que ainda horam a camisa que vestam.
      Se a viagem fosse de uma delegação de dirigentes da CBV, garanto que iriam todos na classe executiva. Afinal eles são os executivos da CBV.

    • Afonso RJ

      A qualidade do português já diz tudo…

      • Marcelo

        Bem… deve ser estrangeiro… pois não sabe escrever em português. Porisso tanta besteira. É desnecessário dizer que atletas, que tem o corpo como ferramenta de trabalho, deveriam ter um tratamento melhor. Inclusive porque essas meninas são bicampeãs olímpicas… de resto, os comentários e o “palavreado” desse cara… deve ser americano ou russo.

    • Pedro

      Depois desse português não dá nem pra começar a argumentar contigo maluco.

    • LLeobh#

      Concordo Arthur jogadoras mascaradas, principalmente essa Sheila e Fabiana que cuspiram no prato do gigante Minas Tênis Clube.

  • R.TIGRE

    Impressionante o descaso da CBV com o voleibol nacional… Corrupção impera.
    Enquanto isso desrespeito TOTAL aos atletas!
    Humanamente impossível atletas de mais 1,80m viajarem tanto nessas condições!!!
    O grande problema não é somente o desconforto postural, dores musculares e na coluna, mas principalmente o risco da famigerada EMBOLIA PULMONAR!!!
    Em viagens desse tipo não é raro ver jogadores que ficam com as pernas e os pés inchados depois de passar horas sentados durante um vôo. Alguns não conseguem sequer calçar os sapatos ao fim da jornada. Esse inchaço, conhecido tecnicamente como edema, pode evoluir para um quadro mais sério de trombose e até levar à morte.
    Recentemente, notícias sobre uma jovem de 28 anos que morreu durante uma longa viagem de avião deram mais visibilidade ao problema. A causa da morte foi uma embolia pulmonar, provocada por um coágulo que se soltou da trombose que havia atingido sua batata da perna.
    A falta de espaço entre as poltronas dos aviões é o principal responsável pela trombose venosa durante os vôos. É justamente por isso que esse tipo de problema ganhou o apelido de “Síndrome da Classe Econômica”.
    Normalmente, o coração contrai-se e impulsiona o sangue, que através das artérias vai se distribuir por todo o corpo. Chegando aos pequenos vasos capilares arteriais, há uma troca de líquidos, que passam para os tecidos e depois são reabsorvidos no capilar venoso. Depois disso, o sangue começa sua viagem de retorno ao coração, com pressão muito baixa, velocidade lenta e lutando contra a ação da gravidade.
    Nas pessoas sentadas, veias importantes nesse escoamento ficam espremidas atrás dos joelhos e na virilha, dificultando o retorno do sangue venoso. Dessa forma, o sangue vai ficando represado nas veias, e isso se reflete em um aumento da pressão no território capilar. Em vez de haver reabsorção de líquidos para o capilar venoso, ocorre o inverso: maior extravasamento de líquidos para os tecidos e aparecimento de edema.
    A diminuição da velocidade do sangue dentro das veias também cria condições para a estagnação e coagulação do sangue dentro de pequenos vasos da panturrilha (batata da perna), que pode estender-se para veias maiores, agravando o processo de trombose. Se um fragmento desse trombo se solta na corrente sanguínea, ele pode se alojar no pulmão, provocando uma complicação, às vezes fatal, que é a embolia pulmonar.
    O que se pode fazer para prevenir o aparecimento dessas complicações? Antes de mais nada, não se deve permanecer muito tempo na mesma posição. Na frente de sua própria poltrona, deve se levantar algumas vezes e movimentar os membros inferiores, ora pisando com um, ora com outro pé.
    Deve andar um pouco. Ir ao banheiro, por exemplo. Sentado, deve mudar a posição do encosto da poltrona a fim de diminuir a compressão da veia na virilha e estender as pernas para baixo da poltrona da frente, reduzindo a compressão das veias nos joelhos. Também deve dobrar e esticar os joelhos. Mais importante ainda é a movimentação dos pés, de duas maneiras:
    1. Apoiar a parte anterior dos pés e levantar os calcanhares;
    2. Apoiar os calcanhares e levantar e abaixar a parte da frente dos pés.
    Com esses exercícios, apertamos a esponja de sangue da planta dos pés e contraímos a musculatura da barriga da perna, ajudando o sangue a voltar para o coração.

    Agora como atletas do porte das jogadoras de vôlei vão conseguir lidar com isso. Mulheres com estatura muito acima da média andando pra lá e pra cá no avião?
    E o descanso?
    E o conforto?
    Deprimente CBV!!!

    • emanuella

      nossa, obrigada por essas informações. eu tenho o costume de ficar sentada todas as horas de um voo, seja 2 horas ou 12 horas. raramente me levando da cadeira num voo.

  • Mister Vôlei

    Como assim arranha a imagem da CBV? Essa imagem já está mais do que riscada, como se não bastasse a regra dos 21 pontos por set que deixou os jogos super chatos e sem graça agora vem isso. No Brasil é incrível como as coisas acontecem: se alguém não nos derruba nós mesmo fazemos isso.

  • Caco

    Parabéns atletas pela iniciativa! Se vocês que são bicampeãs olímpicas não falarem nada, quem é que vai ter moral pra falar?
    A verdade é que o descaso pelos atletas no Brasil é imenso. Os dirigentes cuidam do deles e depois nós vemos os resultados nas Olimpíadas: poucas medalhas como sempre.
    Dá até vergonha de comparar a estrutura esportiva do Brasil com a dos EUA. Lá eles têm estrutura até pra estrangeiros treinarem. Aqui, medalhistas olímpicos ficam por vezes meses sem ter onde treinar.

  • ARI

    RIDÍCULO A RECLAMAÇÃO DESSAS MULHERES, PODERIAM PAGAR DO SEUS BOLSOS ENTÃO!

    • Afonso RJ

      Faz um tempo, e eu voltando do Chile na classe econômica de um A-320 da Lan quase não aguentei. Chegou uma hora que tive de abrir a mesinha e apoiar a cabeça que nem aluno dormindo na carteira, tamanho era o desconforto. A poltrona tinha um calombo à guisa de encosto para a cabeça que parecia ter sido projetada por um Torquemada. Cheguei em casa com tamanha dor no pescoço, que levei dias para melhorar. E olha que do Chile até aqui são pouco mais de 4 hs, e eu tenho 176cm.

    • Afonso RJ

      Ridículo é você. Nem vale à pena argumentar, pois certamente estaria além da compreensão de dois neurônios…

    • Ridiculo porque??? oras… o combinado não é caro; e mais são campeãs olimpicas tem direito ao previlegio e mais como são atletas de um esporte que exige uma estatura avantajada na classe econimica viajam como sardinha na lata.

      Oras elas tem meu respeito…. e devem sim viajar na executiva, deveriam mesmo era viajar de vôo fretado, melhor investir nas jogadoras campeãs do robarem todo o dinheiro assim como fazem descaradamente.

    • Júnior – RS

      Como assim? Elas além do mais buscam o q é de direito…elas conquistaram esse direito depois do ouro de Pequim…já q com a SM era assim, pelo ouro em Atenas…
      Vc fala como se ninguém pudesse reclamar de nada e estivesse td bem, no Brasil é assim mesmo, corrupção, roubalheira e tá td bem…se o cara reclama , aí o cara é ridículo, falastrão…se n faz nada e se submete a td, é um idiota, atleta sem amor a camisa, despreocupado com o seu país…essas atletas antes de td e de qq outro esporte no país, honram a camisa e lutam pelo seu país, diferente de outros mascarados, q ganham milhões, vão para a europa e chega na copa ajeitam a meia em uma cobrança de falta…

  • Bernardo

    E a CBV cada vez mais se aproxima da CBF para ver quem é pior. Depois dos clubes serem prejudicados e não terem respeito agora a pouca vergonha chegou tb na seleção, aonde está o dinheiro que dizem que é para a seleção, este mesmo dinheiro que era para ser passado para os clubes?

  • edimar

    correta a reclamacao
    ja tive a opotunidade de viajar com a selecao masculina,de paris para o rio e fiquei muito triste em ver ,como nossos atletas sofrem , com o descaso, parabens meninas .,a medalha e do brasil
    vcs tem que ter conforto pra jogar bem e ganhar.
    e bonito gritar brasil campeao todo mundo gosta
    temos que apoiar sim
    desculpa por vcs.

  • R.TIGRE

    Imagina então se as GIRAFAS russas andassem nesse avião. A federação russa de vôlei, ao contrário da CBV, não comete esse desrespeito com as atletas gigantes da Rússia.

    Estou “PASMO”, realmente impressionado com o que vi pela BandSports nesse Campeonato Europeu, a evolução da seleção russa é surpreendente, realmente de meter medo.
    Não tem pra CHINA, EUA, ITÁLIA, ALEMANHA, SÉRVIA etc… O maior rival do Brasil para o Mundial 2014 será mesmo essa incrível seleção russa.
    A Rússia foi o time que mais evoluiu do Grand Prix para o Campeonato Europeu, impressionante o salto de qualidade que elas deram fazendo um campeonato impecável, principalmente na semifinal contra a Sérvia e na final contra a Alemanha, as russas beiraram a perfeição.
    As alemãs, empurradas pela torcida em Berlim, lutaram heroicamente até quando puderam, mas não resistiram à grande pressão russa.
    A grande característica russa continua sendo o bloqueio pesadíssimo e sufocante que vai minando a força dos adversários, conjugado a um saque potente e fulminante. Todas as russas desse time são excelentes bloqueadoras,está no DNA delas,não tem pra onde correr, com exceção da líbero, claro.
    Porém, os contra-ataques não são mais aquelas bolas empinadas lá no teto para as ponteiras, ganharam muita inteligência e qualidade com a nova levantadora.
    Esse novo time russo é o melhor de todos os tempos, é o melhor time russo que eu já vi desde que comecei acompanhar voleibol.
    Sequer deu pra sentir falta de Sokolova e Gamova, as novatas superaram as expectativas.
    O grande diferencial desse time russo é que agora elas contam também com uma excelente levantadora,Ekaterina Pankova,e uma formidável líbero Svetlana Kryuchkova.
    A Rússia sempre foi carente na posição de levantadora, mas essa garota Pankova veio para fazer diferença nessa posição.
    Ekaterina Pankova teve uma ascensão meteórica em 2013, após uma atuação impecável na Universíade, jogando em casa na cidade de Kazan/Rússia, na qual foi a capitã do time que derrotou as brasileiras na final em 15 de JULHO de 2013, foi convocada pelo técnico Yury Marichev para disputar o Grand Prix em Agosto. Durante o Grand Prix tomou a vaga de titular de Anna Matienko. Veio com moral para o Campeonato Europeu e, por incrível que pareça, com apenas 23 anos já foi escolhida como a capitã do time russo adulto. Em seu primeiro Campeonato Europeu como titular e capitã da Rússia, conseguiu a façanha de quebrar um longo jejum de 12 anos sem título e foi eleita a melhor levantadora do torneio.
    O último Europeu conquistado pela Rússia havia sido em 2001, nesse campeonato, a levantadora era Tatyana Gracheva, época de Elena Godina e Elizaveta Tichtchenko, quando Nikolay Karpol ainda era o técnico.
    Durante esse longo jejum, a Rússia teve que amargar ver as Polonesas(2003 e 2005) e Italianas(2007 e 2009) ganharem 2 vezes cada, e as Sérvias(2011) uma vez, o Campeonato Europeu.
    Tudo que as excelentes atacantes russas precisavam para ser um super-time era uma levantadora do mesmo nível delas, e essa garota agora apareceu para o mundo em 2013, é de dar arrepios? Sim…
    Ainda mais porque esse novo time russo não tem como característica a frieza. É um time russo com sangue latino, elas provocam, afrontam, comemoram cada ponto, encaram as adversárias, intimidam, metem medo.
    Principalmente essa Nataliya Obmochaeva.
    Obmochaeva é uma versão muito melhorada da Gamova: mil vezes mais bonita, mais eficiente, mais provocante, mais barraqueira, mais intimidadora. Obmochaeva é o cão-chupando-manga, joga pilhada a partida inteira, provoca, afronta, põe muita pressão sobre as adversárias, tem o espírito provocativo de uma Regla Torres nos seus melhores tempos.
    Tatiana Kosheleva ganhou o prêmio de MVP Europeia, fez um excelente campeonato, porém esse prêmio cairia muito bem também se fosse dado para a levantadora Pankova, para a oposta Obmochaeva, para a líbero Kryuchkova ou para a central Anastasia Shlyakhovaya, que também fizeram um ótimo campeonato. Enfim foi difícil escolher a MVP nesse time russo.

    • Leo

      É notório que você se empolgou mto com o título russo, mas tbm não é pra tanto. A melhor seleção russa de todos os tempos? Só pq ganhou um europeu? Calma aí, a recepção delas ainda é tenebrosa… Tbm gosto mto do estilo de Goncharova, mas ela ainda não supera Gamova! Vamos aguardar os próximos capítulos! 😀

    • Meu caro Tigre, provavelmente vc não viu a Rússia de Vassiliveskaya, Titchenko, Artamonova, Sokolova e Godina jogando todas juntas como titulares e a Gamova, novinha, no banco. Esse sim, era um timaço. O mais interessante desse time russo é que finalmente, achou ATACANTES de meio, pois as anteriores só sabiam bloquear, no ataque só davam petelecos. E honestamente, mesmo evoluindo, se não achar uma ponteira passadora decente que segure a onda no passe para que as centrais possam jogar, ao enfrentar uma seleção com um sistema defensivo mais completo como Brasil ou EUA, não ganham. Um grande abraço.

      • Guilherme

        Respeito sua posição, porém discordo de você. Exemplo: a melhor seleção que o Brasil já teve, em 2008, que ganhou as Olimpíadas perdendo somente um set, na final. As ponteiras eram Mari e Paula Pequeno. Sabemos que não são boas passadoras, mas estavam voando. E com uma Fofão genial, não dava pra ninguém. Portanto, no meu entendimento,receber bem não ganha jogo. Tem que botar bola no chão. E isso as russas estão mostrando que fazem. O tempo dirá, evidentemente, apesar de que se assim não fosse, o Japão, que recebe e defende como ninguém, teria muitos títulos. E mais: são jogadoras novas e não eternas promessas como Natália, por exemplo, que vai chegar aos 30 na Seleção sendo tratada como uma pedra bruta a ser lapidada. Ah> mais uma coisa: o Brasil, que só tem a Gabi de novidade, tem a obrigação de vencer não só a Russia, mas todas as seleções que enfrentar. Afinal, não mudou nada. Tem que aproveitar pra ganhar, porque em 2016 terá um plantel média com mais de 30 anos, que vai ter que rebolar muito pra não passar carão frente a outras seleções, como, sem dúvida, as russas.

    • Aline

      Yuri Marichev chegou, chegando.
      Esse excelente técnico veio para revolucionar o vôlei russo.
      Assumiu a seleção feminina agora em 2013 e já conseguiu quebrar um tabu de 12 anos sem títulos no Campeonato Europeu.
      Para isso, Marichev mudou o estilo russo, ele não quer mais a Rússia jogando lento, lançou a jovem levantadora Ekaterina Pankova como Capitã do time para fazer a Rússia jogar com mais velocidade.
      Além da seleção feminina ele também é técnico da equipe masculina do Dínamo Krasnodar, na qual o levantador Marlon Yared, Campeão Mundial de 2010, é o capitão.
      Sobre o Capitão Marlon, o treinador Marichev é só elogios: “Marlon é o melhor levantador com quem já trabalhei. Comunicação de inteligência, visão, atitude dentro da equipe no jogo, uma percepção adequada de meus comentários ou recomendações,tudo no mais alto nível. Eu posso dizer que todo treinador sonha com esse tipo de jogador. E agora meu sonho se tornou realidade. Estou muito feliz com a administração na questão da contratação. Marlon realmente vale o investimento.”
      Marichev foi nomeado técnico da seleção feminina por um influente conselho formado pelos principais treinadores do país, recebeu oito dos nove votos no conselho. O cargo estava vago há vários meses, desde o suicídio de Sergei Ovchinnikov.
      Marichev não descartou as voltas de Gamova e Sokolova, embora Gamova já tenha declarado que não pretende mais defender o país. “As portas não estão fechadas para ninguém. Se a Gamova quiser voltar, não vamos recusar a ajuda dela”, disse o treinador ao Sport Express.
      Marichev admite, no entanto, que pretende renovar o grupo neste novo ciclo. E as mudanças vão além das atletas em quadra. A meta do comandante do Krasnodar é fazer o elenco russo jogar com mais velocidade e evoluir no sistema defensivo. “Não podemos jogar só com bolas altas”, defendeu ele. Por isso aposta na evolução do time com sua capitã Ekaterina Pankova ditando um ritmo mais acelerado às jogadas.
      Esta é a primeira vez que Marichev lidera uma seleção adulta. Em 2005, o técnico comandou a seleção juvenil na conquista do ouro no Campeonato Mundial da categoria, composta na época por Volkov e Grankin. Na temporada 2009/10, Marichev trabalhou com as mulheres do Krasnodar, que terminaram com a medalha de bronze no Campeonato Russo.
      Já deu pra sentir nesse Europeu uma evolução enorme no time russo, dá pra ver que Marichev é um treinador diferenciado e seu trabalho está surtindo muito efeito.
      Em poucos meses à frente da seleção feminina, Marichev conseguiu promover mudanças no antigo estilo voleibol russo.

  • Eu só queria saber até onde vai essa falta de respeito da cbv com o vôlei e os atletas! A cbv é uma vergonha,além de estar acabando com com o vôlei com essas novas regras idiotas,como sets até 21 pontos e set golden agora isso,dos atletas viajar na classe econômica,é muita palhaçada!

  • Pedro

    agora q é ridículo isso é. Se falassem q estão falidos tudo bem, mas ninguem acredita né. Eu de 1,82 viajo empacotado, imagina uma pessoa de 2 metros, quero nem pensar.

  • tuliobr

    Minha visão sobre o caso é a de que a CBV perdeu o respeito de suas atletas, pois de outra forma esta, que pode ser vista como uma questão administrativa menor, deveria ter sido facilmente resolvida com uma conversa, que é o quê acontece quando há confiança mútua. Entretanto também acho que a querida Sheilla se precipita e, a troco de pouco, provoca um constrangimento desnecessário não só para a CBV: afinal, a seleção tem um supervisor, a delegação tem um chefe, o time tem uma capitã e ainda existe o JRG que, para todos os efeitos, tem responsabilidade não só pela condução da equipe na quadra, mas também por todas as condições que afetem o desempenho, inclusive as logísticas. Tratar do assunto por redes sociais desprestigia toda essa gente que, por óbvio, mereceria consideração, se não por uma questão de cortesia, ao menos por estarem todos no mesmo barco, e é tão absurdo quanto seria se algum dirigente da CBV cornetasse o time pelo Twitter depois, por exemplo, da desastrosa derrota para a Coréia do Sul nas Olimpíadas de Londres. Torço para que todos se entendam sem a necessidade de lavar roupa suja na praça.

  • Bom o que tem que ser levado em consideração é:O QUE AFINAL FOI COMBINADO??.Porque se foi combinado isso que a CBV disse então não há do que reclamar.Se não então estão cobertas de razão.O que achei estranho mesmo foi a Sheilla reclamar,pq ela sempre foi tão omissa em eralção a tantas coisas..bom que sabe agora já aos 3o ja tenha maturidade de uma líder..vamos ver…Já fabizona…é uma atleta apagada pra ser a capitã de uma seleção,é sem carisma ,sem sal e mediana como jogadora.Deveriam reclamar da regra dos 21 pontos e da imposição da globo,já que não o fizeram então quem pode dar bola a uma reclamação vindo de duas figuras assim?Ninguém e será isto mesmo que irá acontecer,entrará por uma ouvido e sairá por outro.

  • Tereza

    Que explicação chinfrim é essa da CBV kkkk melhor terem ficados calados, então as meninas são obrigadas á passarem 5 horas espremidas porque a viagem não é para outro continente? a vão se catar dirigentes da CBV a prioridade de vocês deveria ser sempre o bem estar das jogadoras e jogadores de vôlei.

  • Logan

    As atletas reclamam com razão, a CBV dá desculpas esfarrapadas. É um jogo de cabo de guerra que só dá vantagens à CBV porque atleta do vôlei é visto como burro de carga. Mas vocês se esquecem também que a voz forte que deveria defender as atletas ficou calada. Muda. Falo do senhor José Roberto Guimarães, o técnico. Ele deveria ser o primeiro a levantar a voz para defender as comandadas. Cadê ele?

    O senhor José Roberto Guimarães suga essas atletas na seleção, quebra elas, coloca GP par ser disputado no ginásio do clube dele. Usa o poder de influência para ter vantagens para ele. Critica ranqueamento porque não beneficiou o time dele, mas não abre a boca para falar das novas regras. Omisso e começo a questionar a honestidade desse cidadão.

  • R.TIGRE

    Realmente não dá para entender…
    Mais de 5h de viagem até o Peru e esse Sul-americano só vale uma vaga para o Mundial 2014?
    O Peru enfrenta Venezuela, Chile, Colômbia, Argentina e Brasil. Apenas o campeão continental garante vaga no Mundial da Itália-2014. As demais equipes disputam a outra vaga nas Eliminatórias Sul-americanas, entre 18 e 20 do próximo mês, na Argentina.
    Cara se tem um SUL-AMERICANO agora, pra que uma eliminatória sul-americana mês que vem?
    Não é à toa que as jogadoras ficam apertadas no avião, se contundem a toda hora, com esse excesso de eliminatórias ridículas.
    Se são 2 vagas para a América do Sul, porque não aproveitam esse Campeonato Sul-americano para classificar 2 seleções?
    Porque que tem que classificar uma agora no Peru e outra mês que vem na Argentina?
    Isso é ridículo!
    As jogadoras já ficam tempo demais longe dos clubes e das famílias para ficar servindo a seleção, viajando pra tudo qto é lado que nem sardinha em lata…
    E ainda ficam inventado eliminatórias e mais eliminatórias sem sentido!

  • edu

    Até entendo as reivindicações das atletas, mas a arrogância de tipos como Sheila e Taísa me faz pensar que a forma com que puseram o tema foi errada. Postar fotos em redes sociais não ajuda em nada. Elas deveriam reclamar lá na CBV e procurar os meios apropriados para isso. Não me comovo nem um pouco com Sheila e Taísa, arrogantes e atletas que mais fazem o jogo da CBV, mídia e interesses mercadológicos. Sheila deixou de ser uma atleta faz bastante tempo e está mais para show-woman…
    Quero ver se alguma dessas atletas tem capacidade de deixar de competir como forma de protesto. Não irão de classe executiva, então não vão jogar, mas é muito mais fácil postar fotos nas redes sociais para tentar comover o grande público.
    Nem parece que possuem maturidade. Cresçam jogadoras. Isso tudo me pareceu mais revolta de atletas mimadas.
    Estão insatisfeitas? Marquem reunião com os responsáveis e juntas encarem de forma correta o problema.

  • antonio carlos soares

    isto e uma sacanagem com estas meninas, quando começar a perde tudo ai eles vem com cara
    de pau falar que fazem de tudo para os atletas sentirem tranquilidade para jogar.

    viajar para o Peru nao e internacional, Peru e Brasil !!!!

  • Jojota

    Acho que é válida a reclamação mas não acho correto o tom. Tratar isso como absurdo, vergonha já é demais.

  • Affonso

    Uma pergunta: A Seleção Masculina viaja na mesma condição da feminina? Eu creio que não. Conhecendo o treinador Bernardinho acho que ele não concordaria.

  • Aline

    Excesso de viagens e torneios e o tempo à disposição da seleção não incomodam só as brasileiras, as russas também se estressam com todos esses deslocamentos. Tanto que nem dão importância ao Grand Prix.
    Em entrevista a jornal russo “R-Sport”, a Capitã da equipe russa, Ekaterina Pankova, deixou bem claro que a Rússia usou o Grand Prix somente como um laboratório para testes, um preparatório para o objetivo principal que era o Campeonato Europeu.
    Não interessava às russas se classificar para a fase final e ter que se deslocar para o outro lado do mundo em Sapporo/Japão para logo na semana seguinte estarem em Dresden/Alemanha estreando no Campeonato Europeu.
    Desde que Marichev assumiu a seleção em 2013, o objetivo principal nesse primeiro ano era a quebra desse tabu de longos 12 anos sem conquistar o título Europeu, o Grand Prix nunca foi prioridade das russas.
    Segundo a Capitã Pankova, a queda na etapa classificatória do GP foi fundamental para o sucesso das russas no torneio continental, vencido no Sábado(14/9)contra as Alemãs, em Berlim. Até porque as mais novas campeãs europeias tiveram tempo para descansar.
    “A Sérvia estava cansada, desgastada, ficou em terceiro no Grand Prix. Nosso objetivo no Grand Prix era olhar mais o nosso próprio jogo. Isso nos beneficiou no Europeu”, comentou a camisa 10 ao R-Sport.

  • Mkl Juliano

    Absurdo! É mais do que vergonhosa essa atitude irracional da CBV! Tratar bicampeãs como seres ‘normais’ capazes de fazer viagens em assentos apertados. Joelhos e pernas são IMPORTANTÍSSIMOS no vôlei! Ñ se joga apenas com os braços. Então, conforto e cuidado com os membros inferiores são fundamentais. Vergonha CBV! Ñ precisa dessa polêmica. Será que Gamova viaja de executivo? Sabemos que viagens assim podem causar problemas, vide Vissotto, na ultima liga, que viajou de bus apertado, ocasionando inchaço no joelho, e atrapalhando sua performance por um tempo, na fase final, mais importante do campeonato. Coisas assim, deviam ser lição e ñ voltar a acontecer, pois podem interferir nos resultados dentro da quadra. Acorda CBV, esta administração ñ pode ameaçar tirar o vôlei brasileiro do topo, por tentar economizar em míseros poucos reais. Afinal, estamos falando de três jogadoras que são titulares em qualquer clube, em qualquer seleção do mundo! Fora que são amadas por nós. Administração idiota! Elas devem ser tratadas como RAINHASSSSSS

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