Bebeto de Freitas já dirigiu para Ayrton Senna na Itália



3 de novembro de 2015.

O dia do meu último encontro com Bebeto de Freitas. Ele foi um dos convidados especiais da CBV para o lançamento da Superliga, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. O ex-treinador estava ali para ser homenageado ao lado de Emanuel e Fofão, trio brasileiro eleito para fazer parte do Hall da Fama do vôlei mundial. Mas Bebeto ainda iria homenagear Antônio Carlos de Almeida Braga, o Braguinha, banqueiro, financiador do time da Atlântica Boavista na década de 80 e de outros tantos ícones do esporte brasileiro por várias décadas. Uma das raras aparições públicas de Braguinha, na época com 89 anos.

E Bebeto, apreciador de uma boa história, monopolizou o microfone por alguns minutos para contar um causo vivido por ele, Braguinha e Ayrton Senna, na Itália.

O então treinador do Parma foi convidado para jantar com Braguinha e Senna, em Ímola, às vésperas de um GP de Fórmula 1. Bebeto aceitou, mas já imaginou ter problemas, pois teve de pegar o carro popular da família, que costumava dar problemas mecânicos, já que o outro estava com a esposa.

Na estrada, os problemas realmente aconteceram. O farol acendia e apagava, mas Bebeto cumpriu os 120 quilômetros da viagem no horário estipulado. O passo seguinte era encontrar Braguinha e Ayrton Senna. Ele procurou o lugar mais distante possível para estacionar o carro, ao se aproximar do hotel dos pilotos na cidade.

Braguinha recebendo a homenagem de Bebeto de Freitas em 2015 (Alexandre Arruda/Divulgação)

E os piores pesadelos do treinador estavam por vir. Braguinha sugeriu que eles saíssem do hotel no carro do treinador até o restaurante. Um multimilionário e um campeão mundial de F-1, acostumados com carros caríssimos, de carona no popular de Bebeto. Sem opção, ele aceitou.

O vice-campeão olímpico e o empresário nos bancos da frente, com Senna e seu manager inglês atrás. E o carro foi piscando a luz durante todo o percurso. Senna fazia piada com Bebeto. O treinador, às gargalhadas ao relembrar a história, disse que o funcionário do restaurante precisou de um bom tempo para reconhecer que o piloto, aguardado por ele em um carrão da época, estava ali dentro em um popular com as luzes acendendo e apagando.

VEJA MAIS:

+ Valeu por tudo, Bebeto de Freitas!

+ Italianos reverenciam o campeão mundial em 98

+ A trajetória de Bebeto no esporte



MaisRecentes

Coluna: O Brasil queria receber os Pré-Olímpicos de vôlei. Mas…



Continue Lendo

Coluna: Minas e um dia histórico para o vôlei nacional



Continue Lendo

O tremendo desafio de Minas e Dentil/Praia Clube no Mundial



Continue Lendo