Bastidores: estreia de uma nova seção



Remexendo em algumas caixas aqui em casa hoje, encontrei material de trabalho de algumas coberturas esportivas pelo Brasil e pelo mundo. Bloquinhos, passagens aéreas, cartões de visita, chip de celular, panfleto em vários idiomas…

Como sei que muita gente tem curiosidade sobre bastidores do vôlei, pensei em criar uma seção nova para contar algumas coisas destas viagens, de coisas que vivi, vi e agora quero relembrar. O que acham?

Para começar, aleatoriamente, escolhi falar sobre os Estados Unidos, já que está passando jogo ao vivo no SporTV contra a Polônia.

No ano passado, em Ancona, durante a segunda fase do Campeonato Mundial, fiquei hospedado no mesmo andar da delegação americana. O hotel, muito simpático, diga-se de passagem, tinha um defeito: nos elevadores cabiam, no máximo, três pessoas “normais” dentro. Se tivesse o azar de encontrar um jogador ali (a República Tcheca também estava hospedada lá), só entravam dois por vez. Os que tinham mais de 2m precisavam abaixar a cabeça para não darem com a testa na parede. Várias vezes escolhi, para subir ou descer, usar os três lances de escada. Faz bem para a saúde, né?

Numa das andanças pelos escadas, fui conversando com o Stanley, oposto dos EUA. Um cara que, além de jogar demais, é muito atencioso com a imprensa. E o primeiro comentário dele foi sobre o… elevador.

Dias depois, o reencontrei ainda em quadra após os americanos quase perderem para Camarões, num dos jogos mais legais que já vi na vida. É estranho, mas foi isso mesmo. Num duelo que pouca gente se importava no Campeonato Mundial, os campeões olímpicos em Pequim-2008 sofreram horrores para vencer. No Ginásio de Ancona, um clima diferente, com torcedores africanos dançando, cantando músicas locais, dando um show à parte. Terminada a partida, Stanley ficou em quadra mais uns 30 minutos, dando autógrafos e tirando fotos. Esperei e fui abordá-lo. Ele sorriu e me disse: “É mais fácil encarar aquele elevador”, lembrando da conversa que tivemos dias antes para resumir bem o que tinha sido o jogo contra Camarões. A entrevista podia terminar ali mesmo.



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