Bastidores: Em Dubai, encontro inusitado na imigração



Agosto de 2008. Aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes. Única e última escala na viagem para cobertura da Olimpíada de Pequim, pelo LANCE!

Hora de passar pela imigração em um país com cultura muita diferente da nossa e uma língua incompreensível para quem nunca a estudou. Procedimento sempre muito rigoroso depois do fatídico 11 de setembro em Nova York.

Após alguns minutos na fila com os demais c0mpanheiros de trabalho, chega a minha vez de entregar documentos, explicar o que estou fazendo ali, avisar qual será meu destino final… Em alguns lugares do mundo este momento é sempre tenso.

O atendente, muito educado, logo puxa conversa ao saber que sou brasileiro. Gelo quebrado num calor de 40 graus à sombra. Um inglês difícil de ser compreendido, com o sotaque árabe carregadíssimo. Ao revelar que sou jornalista e que iria trabalhar na Olimpíada, ele começa a fazer ainda mais perguntas. Como já sabia que iria cobrir vôlei na China, contei ao atendente. A resposta:

– I don´t believe.

Tento descobrir o motivo daquele espanto. Pergunto se ele conhece alguns jogadores brasileiros e ele admite que sim. Fico até surpreso, pois o vôlei nos Emirados Árabes tem pouca tradição. Mas aí vem a maior surpresa daquele papo.

O atendente do aeroporto de Dubai era um dos líberos da seleção local. Trabalhava no aeroporto durante o dia e treinava três vezes por semana, à noite, com os demais companheiros, todos amadores, que têm no vôlei um “hobby” um pouco mais sério.



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