Balanço da estreia brasileira em Jaraguá



Não gostei do que vi da Seleção Brasileira na abertura da Liga Mundial, em Jaraguá do Sul (SC).

E, que fique claro, minha crítica leva em consideração que o momento físico do Brasil não visa explodir agora, mas lá no segundo semestre, no Mundial da Polônia. O time estava nitidamente mais preso do que os rivais. Ainda assim, o Brasil deixou bastante a desejar na derrota por 3 a 1 para a Itália.

Vamos por partes:

– Mário Júnior teve uma atuação abaixo da média. Conseguiu errar passe de contra-ataque, de manchete, e esteve longe de passar segurança na recepção dos saques forçados dos italianos. Tanto que Bernardinho usou o novato Felipe nas duas últimas parciais. Sem Escadinha, a posição de líbero, para um time com altura menor do que os principais concorrentes, é chave. E preocupa!

– A virada de bola de Murilo e Lucarelli também deixou a desejar. O experiente ponta marcou apenas cinco pontos, quatro deles no ataque. Lucarelli fez 12, mas com apenas 35% de aproveitamento no principal fundamento que possui. Como comparação, Kovar teve 64% de acerto e marcou 20 pontos. Já Parodi, que fez 12, terminou com 45%. Como o Brasil só tinha Maurício no banco para o setor, Bernardinho acabou nem sequer mexendo em sua dupla titular.

– Como falei no post de apresentação da Liga, em ano de Campeonato Mundial, a competição anual vira um grande laboratório. Por essa lógica (e também pela atuação decisiva no terceiro set), Rapha poderia ter sido titular no quarto no lugar de Bruno. O jogador está em grande fase, vem em ritmo de jogo por ter disputado o Mundial de Clubes em BH e faz tempo que merece oportunidades na Seleção. Quem me lê aqui sabe que estou longe de ser o perseguidor número 1 de Bruninho, mas já passou da hora de Bernardinho dar espaço para outros levantadores que vivem bom momento. E não existe hora melhor de fazer testes do que agora. Pelo Twitter, o líbero Alan respondeu uma pergunta que fiz sobre o melhor e o pior do jogo. O melhor para ele foi a Itália e o pior foi Rapha ter ficado no banco. Tão claro que nem é preciso desenhar…

– Cheguei a postar no Twitter no fim do segundo set a pontuação de Lucão. Ele tinha apenas três pontos, dois deles no ataque. Por mais que tenha terminado o jogo com 12 (seis no ataque, quatro no bloqueio e dois no saque), era uma pontuação muito baixa para quem é homem de segurança de Bruninho no ataque. O Brasil não pode se dar ao luxo de não usar mais o principal central que possui.

– Vissotto foi o maior pontuador brasileiro: 16 pontos. Colocou 14 de 27 bolas no chão, ficando acima dos 50% de aproveitamento. Estatísticas bem razoáveis. Perto do restante do Brasil, números muito bons. A briga entre ele, Wallace e Theo por duas vagas promete ser boa.

– A Copa do Mundo, segundo a versão da transmissão da Globo, impediu que o jogo de hoje tivesse a utilização do replay para bolas decisivas. Segundo a emissora, o equipamento foi retido pela Receita Federal, “atolada” por diversas remessas que estão chegando para transmissão do Mundial de futebol.

– Ainda sobre a transmissão, a convidada Christine Fernandes roubou a cena, falando bem mais do que Giba e Tande, os especialistas que também estavam no estúdio da Globo.  Foi ela quem levantou a lebre sobre o equipamento, ao pedir a Luiz Carlos Júnior a exibição de um replay, por exemplo. E virou assunto dos mais comentados nas redes sociais durante a tarde.

 



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