Uma baita vitória do Brasil sobre a França



A Seleção Brasileira masculina de vôlei obteve um importante resultado nesta quinta-feira, pela segunda rodada do Campeonato Mundial. Tanto na classificação quanto para o moral do elenco para o restante do torneio.

Em Ruse, na Bulgária, vitória por 3 sets a 1 sobre a França, parciais de 25-20, 25-20, 21-25, 23-25 e 15-12.

O time verde-amarelo voltará a jogar no sábado, às 14h30 (de Brasília), contra a Holanda, um rival vencido em três amistosos preparatórios antes da competição.

Além da liderança do Grupo B e o resultado positivo no confronto direto contra um candidato ao título, o Brasil merece aplausos pela elogiável atuação principalmente nos dois primeiros sets.

Wallace para atacar por cima do bloqueio (FIVB Divulgação)

Foi quase irretocável a performance na primeira e segunda parciais. Volume de jogo, pouquíssimos erros, nove pontos de bloqueio e um domínio absoluto. Um colírio para os olhos.

E não se esqueça que do outro lado da quadra estava Ngapeth, o melhor jogador do mundo na atualidade. Mesmo em processo de recuperação de um problema muscular no abdômen, o ponta chamou a responsabilidade no ataque, além de aparecer bem na defesa e no passe. Mas vamos falar um pouco mais sobre ele logo mais.

Menção honrosa para a volta de Lipe neste elogio da primeira metade da atuação do Brasil. A única mudança na equipe titular em comparação com a estreia contra o Egito, o ponta apareceu bem para dar segurança ao passe, além de aparecer bem no bloqueio em vários momentos.

Anotem aí: a Seleção dos primeiros sets bate de frente com qualquer dos favoritos ao título mundial.

O último ponto do segundo set merece uma citação especial por ter ajudado a mudar o panorama do clássico. Evandro bloqueou Ngapeth para fechar a parcial. E comemorou de frente para o francês, que olhou de volta nitidamente contrariado. Sem confusão, sem bate-boca, mas com a certeza de que ele procuraria “vingança”.

Na volta para o terceiro set, Ngapeth estava mesmo mordido. Inclua no pacote as corajosas mudanças feitas pelo técnico Laurent Tillie. Levantador, oposto e ponta novos, como pode se ver na imagem abaixo.

E a partida ganhou mesmo novos contornos. A França aproveitou uma instabilidade do passe brasileiro para abrir seis pontos. Aos poucos, o Brasil se adaptou à formação diferente de Tillie e foi diminuindo a desvantagem. Chegou a estar apenas dois atrás, mas não conseguiu a virada.

No quarto set, os franceses voltaram a assustar o Brasil, com o placar apontando 7 a 3. Renan Dal Zotto então trocou Douglas Souza por Lucas Lóh. E, aos poucos, viu os rivais com um número maior de erros no ataque e no saque. Sem afobação, a Seleção soube diminuir a desvantagem ponto a ponto até a virada. Mas não manteve a intensidade. O fim da parcial foi eletrizante, com mudanças de ambos os lados (boa passagem de Lyneel, a volta de Douglas Souza e a entrada de Maurício Souza na rede) e triunfo francês após erro de saque de Lipe.

No tie-break, Ngapeth e Wallace, como imaginado, monopolizaram os ataques. A França estava na frente na virada de quadra (8 a 6), após ótima passagem de Rossard pelo saque. Chegou a abrir 10 a 7, mas o Brasil fez quatro pontos seguidos,  com Douglas Souza no saque e dois de bloqueio. Mas o fundamento ainda guardou o melhor para o final. O 17º e o 18º de blocks ficaram com Lipe e Maurício Souza, parando Ngapeth quando o placar mostrava 12 a 12. Com um ace, Lucão fechou o jogo.

E, por fim, fica a dica para os próximos duelos com a França: não cutucar Ngapeth com vara curta.

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