As mudanças na Liga Mundial e no Grand Prix



Ainda falta a confirmação da Federação Internacional, mas modificações drásticas nas duas principais competições anuais de seleções estão a caminho.

A partir de 2018, a Liga Mundial e o Grand Prix ganhariam mais participantes: 16. Destes, 12 serão permanentes pelos próximos sete anos. Entre os homens, Brasil, Estados Unidos, Argentina, Itália, Polônia, Sérvia, França, Alemanha, Rússia, Irã, China e Japão. Outras quatro seleções têm participação garantida apenas para 2018: Canadá, Bulgária, Austrália e Coreia. Entre as mulheres, os participantes fixos serão: Brasil, Estados Unidos, Itália, Sérvia, Rússia, Holanda, Alemanha, Turquia, China, Coreia, Tailândia e Japão. Os outros quatro para a edição de 2018 são: Argentina, República Tcheca, Bélgica e Polônia.

Ary durante o Congresso em Buenos Aires (Divulgação)

Ary Graça durante o Congresso da FIVB no ano passado, em Buenos Aires (Divulgação)

Com tal decisão, fica a pergunta sobre as divisões de acesso criadas recentemente. Hoje eles funcionam para que o último colocado seja rebaixado e o primeiro da divisão de acesso suba. Na edição de 2017 da Liga Mundial, por exemplo, a tradicional Itália, com apenas duas vitórias em nove partidas, seria rebaixada.

A definição dos participantes fixos precisa ser explicada. Ela não foi tomada exclusivamente pelo ranking da FIVB. No masculino, por exemplo, o Egito é o 12º colocado e está fora. O Japão é 14º e a China apenas o 20º, mas ambos estão na “elite”. Já a Coreia, apenas a 22ª colocada, teria vaga, enquanto Cuba (13º) e Bélgica (18º) estão fora do grupo de quatro participantes garantidos apenas por uma edição. Neste caso parece ficar claro que existe um limite de participantes com continente. Mas me parece exagerado o número de asiáticos, considerando apenas o quesito técnico.

No feminino, situação semelhante. A República Dominicana, nona colocada, não aparece entre as 16 seleções com vaga no GP de 2018. Mas Tailândia (14ª), Polônia (22ª) e República Tcheca (25ª) estão.

Segundo publicações europeias, o calendário das duas competições será mais longo, passando de três etapas classificatórias para cinco, com cada participantes enfrentando pelo menos uma vez cada rival.

É esperar agora as confirmações e explicações da FIVB.

 



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