As finais da Superliga sem transmissão da Globo



O título deste post poderia ter uma interrogação após o nome da Globo. E qual o motivo para ela não ter sido colocada?

Os clubes foram alertados pela CBV nas reuniões desta semana para definição da Superliga 2018/2019: as finais não estão incluídas na grade de transmissão da emissora, a detentora dos direitos de TV da competição.

Ao menos neste momento.

A entidade máxima do vôlei nacional deixou no ar a possibilidade de uma mudança, lá em abril de 2019. “Talvez se a série final estiver empatada, com equilíbrio, grandes jogos, a Globo possa encaixar uma partida na grade”.

Desta forma, as transmissões da reta final da próxima Superliga serão feitas exclusivamente pelo SporTV, canal fechado da Globo, e parceiro de longa data do vôlei brasileiro.

O cenário acima ajuda a explicar a mudança no regulamento das finais. O feminino já definiu playoff em melhor de três jogos e o masculino deve confirmar em breve série em até cinco partidas para definição do campeão.

Tais decisões foram facilitadas pela “ausência” da Globo. Desde sempre, a emissora preferia sair da reunião com o dia exato das finais. Por isso, durante anos, ao jogo único prevaleceu. Era praticamente uma condição para a emissora transmitir, em um domingo de manhã sem Fórmula 1 ou outro evento esportivo, no meio do Esporte Espetacular, um jogo de vôlei entre clubes.

Mudança nas transmissões de jogos pelas TV´s (Divulgação)

Tentar achar um dia e horário disponíveis na grade de transmissão da maior emissora do país, quase na véspera de um evento acontecer, é dificílimo. Sem contar o planejamento comercial, algo normalmente fechado em outubro, novembro, para contemplar todo o próximo ano.  Por tudo isso também, o título deste post está sem interrogação.

Na temporada passada, o feminino testou o golden set no segundo jogo das finais. A possibilidade de transmitir seis sets, em um esporte sem um limite de tempo para o jogo acabar, é o pavor de qualquer diretor de TV. Chance imensa de desarrumar toda a grade daquele dia.

A preocupação com o tempo de jogo é antiga no vôlei e modelos estão em discussão na Federação Internacional. Mas é assunto para outro momento.

As cartas estão na mesa para a próxima Superliga. É esperar as oficializações e ver como os patrocinadores reagirão.

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