As armas dos seis finalistas do Mundial



Após longas duas semanas de disputa, o Mundial feminino se aproxima da terceira fase, que definirá os quatro semifinalistas até sexta-feira.

O blog mergulhou nas estatísticas da competição para mostrar as armas que até agora foram decisivas para Brasil, China, República Dominicana, Itália, Rússia e Estados Unidos.

BRASIL

Brasil passeando por Verona (FIVB/Divulgação)

Brasil passeando por Verona (FIVB/Divulgação)

A Seleção Brasileira lidera o Mundial em dois fundamentos: bloqueio e defesa. E mais: além de ter a primeira colocada, coloca duas jogadoras no top 5 das duas estatísticas, reforçando ainda mais sua força para bloquear e defender.

No block, Thaisa está em primeiro lugar. Ela é a única que consegue marcar, ao menos, um ponto por set no fundamento.  Fabiana, com 0,78 ponto/por set, está em quinto lugar. Observando a fundo esta lista, percebe-se a diferença do Brasil para quase todos os rivais. Fora a China, que tem a segunda (Zhu) e a sexta (Xu), as demais tem apenas um destaque e olhe lá. As dominicanas têm Vargas em oitavo e Arias em 38º lugar; as russas possuem Kosheleva em nono e Goncharova em 14º; as italianas vão de Chirichella em 11º e Centoni em 35º; enquanto as americanas veem Harmotto em 17º e a levantadora Glass (?!?) em 28º.

Já na defesa, a liderança é de Camila Brait, única com cinco acertos em média por set. Jaqueline aparece em quarto, com 3,56. E as demais classificadas não se mostram tão eficientes assim no fundamento: a líbero americana Banwarth está em décimo; De Gennaro, representante da casa, é a 12ª; a levantadora russa Startseva aparece em 18º lugar; a melhor chinesa é Zhan Chen, em 23º. E a líbero dominicana Brenda Castillo, tão eficiente em outras competições, é apenas a 45º melhor neste ranking.

CHINA

zhu

É bom ficar de olho aberto em Zhu (FIVB/Divulgação)

Quer ter sucesso contra as chinesas? Marque bem a jovem Zhu. Ela é a quinta maior pontuadora do Mundial até aqui (155 pontos – 124 no ataque, 27 no bloqueio e quatro no saque). Seus números no block a colocam como a segunda melhor, mesmo não sendo meio de rede, diga-se de passagem. Mas não caia em tentação de esquecer as demais atacantes chinesas. Chunlei Zeng é a terceira mais eficiente no ataque, com 47,37% de aproveitamento. As duas, porém, não são especialistas no passe, algo que soa estranha na tradicional escola asiática. É por isso que para enfrentar a equipe de Lang Ping não dá para seguir uma fórmula pronta.

REPÚBLICA DOMINICANA

O brasileiro Marcos Kwiek (FIVB/Divulgação)

O brasileiro Marcos Kwiek (FIVB/Divulgação)

A equipe comandada pelo brasileiro Marcos Kwiek é a grande surpresa da competição até aqui. E deve boa parte do sucesso à experiente Betania De la Cruz. A ponta é a segunda maior anotadora do Mundial após duas fases, com 194 pontos (170 no ataque, 14 no bloqueio e dez no saque). À frente dela apenas Rahimova, do Azerbaijão, com 229. Procure nos demais fundamentos e não ache mais nenhum destaque individual. Por mais que os números costumem enganar algumas vezes (alô, eleição!), o esforçado time dominicano sofre quando o saque rival desestabiliza o passe e chega quebrado na mão da levantadora. Se acontecer isso, o bloqueio pode ficar montado pois será bola para De la Cruz.

RÚSSIA

O time russo é Gamova e mais seis, escreveríamos quase todos nós. Já foi, mas não é mais tão dependente assim. A gigante de 2,02m ainda não mostrou na Itália todas as qualidades que a transformaram na melhor do planeta anos atrás. Até agora, é coadjuvante de Kosheleva (principalmente) e Goncharova. Duas jogadoras letais no ataque, mas quase lamentáveis no passe.

A gigante Gamova (FIVB/Divulgação)

A gigante Gamova (FIVB/Divulgação)

Isso faz com que o jogo russo seja manjado (não disse fácil de ser marcado): passe quebrado, bolão de Startseva para as pontas ou para o fundo e pancada do trio anteriormente citado. Kosheleva, inclusive, é a terceira maior pontuadora do torneio, com 181 acertos (147 no ataque, 23 no bloqueio e 11 no saque). Gamova aparece apenas em 13º lugar.

Os adversários também precisam entender que sacar na líbero Kryuchkova não é uma boa. Ela é a jogadora com melhor aproveitamento de passe na competição (quase 70% de acerto). Então, é sacar em Kosheleva, a 17ª no fundamento, para ter chance de bloquear. E pode esquecer as centrais, raramente acionadas pelas levantadoras.

EUA

Um dos melhores jogadores de todos os tempos: Kiraly (FIVB/Divulgação)

Um dos melhores jogadores de todos os tempos: Kiraly (FIVB/Divulgação)

O time mais rápido do mundo. É assim que José Roberto Guimarães gosta de definir as americanas, lideradas pela levantadora Alisha Glass, a segunda melhor na competição nos números. Ela, que teve uma atuação sem brilho pelo extinto Vôlei Futuro, de Araçatuba, anos atrás, dita com maestria o ritmo do time de Karch Kiraly, usando da velocidade Murphy, Larson, Hill…

A oposto canhota Murphy, por exemplo, é a melhor atacante da competição, com 52,38% de aproveitamento.  No jogo contra o Brasil, em SP, pelo Grand Prix, Fê Garay foi a jogadora que melhor encaixou o bloqueio contra ela. Se aprendeu a lição, poderá se destacar em um provável futuro reencontro.

ITÁLIA

Ah, Itália!, diria o filósofo Fernando Vannucci. Time de Piccinini, que não precisa de apresentação. Mas que no Mundial em casa tenta reaparecer no cenário mundial, com outras velhas conhecidas do público. Nadia Centoni, por exemplo, é a maior pontuadora da Azzurra, mas apenas em 29º lugar no geral. Lo Bianco, a levantadora, é a nona melhor colocada no fundamento.

A bela Piccinini (FIVB/Divulgação)

A bela Piccinini (FIVB/Divulgação)

E esse time muito experiente tenta tirar algum coelho da cartola para, ao menos, se enfiar nas semifinais. Difícil pelo resultado sorteio, mas viável graças ao apoio do torcedor em Milão e pela experiência deste trio já citado.



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