As armas de Pedro Solberg e Evandro para a Rio-2016



Evandro vai para o saque. Salta para fazer o viagem e solta o braço. Ace. Pedro Solberg vibra, aponta para o parceiro e pede aplausos para o público, que retribui de imediato.

A cena descrita acima aconteceu algumas vezes durante a etapa de Gstaad, na Suíça, válida pelo Circuito Mundial, principalmente na semifinal contra Herrara/Gavira (ESP) e na final contra Dalhausser/Lucena (EUA). E, a grosso modo, pode resumir como a dupla Pedro Solberg/Evandro planeja, técnica e emocionalmente, repetir o resultado conquistado neste domingo nos Jogos Olímpicos.

Pedro vê o saque do parceiro como um trunfo, que pode fazer muita diferença em um cenário de equilíbrio que se espera na Rio-2016.

– Cara, o Evandro saca demais. Joguei muito tempo com o Harley, que foi considerado o melhor saque do Circuito Brasileiro por mais de dez anos. Mas o saque do Evandro é diferente, força que nunca vi igual.  Hoje em dia o que ele faz é um estrago muito grande. O saque ele é um dos pontos fortes da nossa dupla – admitiu Pedro após a conquista em Gstaad, completando sobre a evolução da dupla quando o saque do parceiro não está tão calibrado. – Nas quartas e na semi, o saque do Evandro nem entrou tanto assim. Ganhamos mais na base da consistência, do bloqueio e da virada de bola, outro ponto forte nosso.

Dupla brasileira no alto do pódio (FIVB Divulgação)

Dupla brasileira no alto do pódio (FIVB Divulgação)

Com 2,11m, Evandro conquistou na temporada passada o prêmio de melhor sacador do mundo. Neste ano, se encaminha para brigar pelo bi, título que já possui no Circuito Brasileiro.  Na final em Gstaad contra os americanos foram seis aces. Segredo?

– É fruto de grande trabalho que a comissão técnica faz comigo e a liberdade que o Pedro me dá para colocar em prática. É também um pouco da habilidade minha, aliada ao esforço do dia a dia – analisa Evandro.

Já sobre vibração Pedro não abre mão. Para ele é a única forma de fazer o próprio jogo fluir. Tanto que já sabe que “chamar a torcida” na arena de Copacabana, que terá capacidade para 12 mil pessoas, será arma poderosa na Olimpíada.

– Acredito muito neste tipo de energia. Tem gente que não. Mas faz a diferença para mim. Se eu não jogar assim faz diferença negativa. Se jogo faz a diferença a favor.



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