Ary Graça até 2024 na FIVB



Ary Graça vai comandar a Federação Internacional de Vôlei por mais oito anos.

A confirmação aconteceu na noite desta quarta-feira, durante o Congresso da FIVB, em Buenos Aires (ARG).

O brasileiro não tinha concorrentes e foi aclamado por decisão unânime, com apoio de todas as confederações continentais. Bem diferente da última eleição, em 2012, quando ele travou uma disputa apertadíssima com o americano Doug Beal (relembre aqui: http://blogs.lance.com.br/volei/coluna-de-domingo-bastidores-da-apertada-eleicao-de-ary/).

– Não há limites para a evolução do vôlei, para o sucesso do esporte e para o número de pessoas mundo afora que podemos inspirar. Agradeço à família do vôlei por acreditar na minha visão. Juntos nós podemos fazer do vôlei esporte o número 1 da família – disse ele.

Ary durante o Congresso em Buenos Aires (Divulgação)

Ary, entre o ex-presidente Wei e Cristobal Marte, durante o Congresso em Buenos Aires (Divulgação)

Nos últimos anos, Ary buscou apoio dos “rivais” para garantir um segundo mandato. Além disso, em 2014, uma mudança no estatuto da FIVB aumentou de quatro para oito anos a duração de um novo mandato. E o brasileiro agora é o primeiro a se beneficiar da regra.

Escrevi sobre isso dois anos atrás no blog e o post gerou certa polêmica. Repito meus pontos de vista, ainda válidos atualmente:

  • Acho justo um dirigente ou um político ter a possibilidade de se reeleger. Caso tenha feito uma boa gestão, esteja apresentando resultados, etc. Mas somente UMA vez. Isso evitar a perpetuação, vide Nuzman no COB, Coaracy na CBDA…
  • A discussão do tamanho do mandato também é válida. Quatro anos é pouco para alguém implementar seu projeto em um país, uma confederação, uma federação? Oito anos é realmente um exagero, já que permite com reeleição a manutenção no cargo por 16 anos? Para mim quatro anos é o limite para um mandato. Mas já ouvi de gestores do esporte a visão de que cinco é o mais justo. Respeito. Vejam a opinião de Marcus Vinícius Freire, ex-diretor de esportes do COB, Ele via, quando escrevi o post em 2014, como ideal o modelo adotado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI): permanência de, no máximo, 12 anos, ou seja, período de três ciclos olímpicos, com a possibilidade de duas reeleições.  Aí eu já acho muito.
  • Por fim, não acho saudável um dirigente, exercendo o cargo, se beneficiar de aumento no tamanho do mandato na eleição seguinte, mesmo tendo de vencer outra eleição.

Na ocasião, a assessoria da FIVB mandou para mim a seguinte resposta: “O presidente da FIVB, Ary Graça Filho, esclarece que não procede a informação de que irá se beneficiar com a mudança no estatuto da entidade aprovada em seu congresso anual. Seu mandato vai até 2016, quando ocorrerá eleição para escolha do novo presidente – da qual Ary Graça poderá ou não participar -, que poderá ser disputada por outros candidatos de acordo com as regras da Federação”.

Esgotado o assunto “tamanho do mandato e reeleição”, vejo alguns pontos positivos na atual gestão de Ary na FIVB. O esporte (praia e quadra) finalmente entendeu que precisa da tecnologia como aliado; demorou mas saiu o conselho de atletas, algo muito saudável desde que não seja apenas figurativo; o projeto “9 Goals” é um plano estratégico interessante para a confederação e as federações locais.

 



  • Billy

    Se ele foi reeleito é porque está agradando.Sorte para ele e para o mundo do vôlei em geral…

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