A aposentadoria do russo Tetyukhin



Aos 42 anos, o ponta Sergey Tetyukhin anunciou o fim da carreira.

O ex-capitão da seleção russa confirmou o adeus em entrevista à agência RIA Novosti.

Para quem acompanhou a Seleção Brasileira masculina durante a era Bernardinho é fácil lembrar-se do carequinha Tetyukhin em diversas passagens (boas e ruins).

Tetyukhin disputou seis edições de Jogos Olímpicos, tendo conquistado quatro medalhas: ouro em Londres-2012 naquela virada histórica em cima do Brasil, prata em Sydney-2000 e bronze em Atenas-2004 e Pequim-2008. Ele igualou o recorde de participações da compatriota Artamonova, tendo a primeira aparição em Atlanta (EUA), no distante ano de 1996.

Os serviços prestados ao país fizeram com que ele fosse o escolhido como porta-bandeira na Cerimônia de Abertura na Rio-2016.

No Campeonato Mundial, ele esteve do outro lado da quadra em uma data histórica, em 2002, na Argentina, onde a Seleção Brasileira conquistou o primeiro de três títulos consecutivos na competição.

Tetyukhin

A lenda russa Tetyukhin (Divulgação)

Na Liga Mundial, venceu uma edição, também em cima do Brasil, em 2002, em Belo Horizonte. Foi a última competição antes do Mundial citado no parágrafo acima. As três pratas e os seis bronzes de Tetyukhin, invariavelmente, tiveram influência do time de Giba, Nalbert, Serginho Escadinha, Ricardinho, entre outros.

Como não poderia deixar de ser, o russo disse que o aspecto físico foi decisivo para a tomada de decisão.

– É hora de parar e dar espaço para os mais jovens – comentou.

Por clubes, o ponta ganhou todos os títulos possíveis na Rússia, além de quatro edições da Liga dos Campeões da Europa.

O DNA Tetyukhin, porém, não vai desaparecer do vôlei. Os filhos Ivan e Pavel são jogadores e atuam no Belogorie Belgorod, o último time do pai. Ivan, inclusive, chegou a jogar com Sergey Tetyukhin.

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