Após susto e obra milionária, Maracanãzinho vira “orgulho”



“Sou suspeito por ser do vôlei, mas o Maracanãzinho vai ser a arena mais bonita da Olimpíada”.

A frase é de Giovane Gávio. O bicampeão olímpico em Barcelona-92 e Atenas-2004 é gestor de vôlei da Rio-2016 e nos últimos meses passou boa parte do tempo no ginásio. Ou melhor, nas obras.

O local está fechado desde o início do ano, após um problema no teto ser descoberto. Foram feitas duas perícias para afastar a possibilidade de a estrutura estar condenada, algo que não se confirmou. A construtura Concrejato assumiu as obras, que terminaram há 15 dias.

– Pintaram um problema maior do que realmente era, quando disseram que a estrutura estava em risco, com o teto condenado. Mas no fim era um problema de impermeabilização, com o peso que isso gerava, somado ao peso do placar eletrônico e impactava na estrutura. Mas agora o palco está pronto, apenas aguardando o pessoal chegar – disse Giovane, que ontem visitou o local com Ary Graça, presidente da Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

Apesar de hoje o problema estar resolvido e ser minimizado por Giovane, a condição do Maracanãzinho no início do ano era sofrível. Um pedaço da cobertura cedeu poucos minutos depois do término visita de dirigentes internacionais ao local. Nos bastidores, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e da Rio-2016, precisou se movimentar para tranquilizar COI e garantir o cumprimento dos prazos da obra. Liga Mundial e Grand Prix, que teriam etapas disputadas no local, precisaram ser realocadas para uma das Arenas Cariocas, dentro do Parque Olímpico, na Zona Oeste.

A parte externa do teto meses atrás (Reprodução)

A parte externa do teto meses atrás (Reprodução)

O blog teve acesso a algumas fotos da reforma. Pode-se notar na imagem acima que o principal trabalho foi na parte externa da cúpula do ginásio, com a aplicação de um novo forro. Abaixo é possível notar a diferença.

A cobertura dias atrás (Reprodução)

A cobertura dias atrás (Reprodução)

Internamente, o placar foi retirado e substituído por um novo, comprado pelo Comitê. Ele ainda ganhou novos equipamentos de iluminação da FIVB, responsável pela parte de cenografia durante os Jogos.

– Tirando a arena de vôlei de praia, que permite uma visão magnífico de Copacabana, o Maracanãzinho será o equipamento esportivo que vai brilhar. Tirando arenas modernas construídas mundo afora recentemente, ele está entre os melhores, ainda mais pelo significado histórico da representação dele para o vôlei – comentou Giovane, que confirmou ainda que o antigo placar será recolocado no ginásio após os Jogos.

O ex-jogador não soube falar em número, mas a previsão era gastar R$ 35 milhões com a reforma do ginásio. Um custo alto ao levar em conta que o Maracanãzinho foi reformulado em 2007 para os Jogos Pan-Americanos. Inicialmente eram previstas apenas obras para construção das quadras auxiliares para aquecimento. Mas o então governador Sergio Cabral mudou várias partes da licitação, impedindo, por exemplo, a demolição da Escola Municipal Friedenreich, que fica ao lado do complexo. Tais alterações, somadas ao seguidos prejuízos anuais, fizeram a Odebrecht devolver, em fevereiro, todo o equipamento esportivo. Poder público e construtora ainda discutem o que será feito após os Jogos. Uma nova licitação não está descartada.

 



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