Após conquistar a Argentina, Júnior quer fama no Brasil



Em 2008, José Santos Júnior resolveu arriscar. Como a carreira no Brasil não havia decolado, ele partiu para a vizinha Argentina, a segunda força do continente no vôlei. Tinha 20 anos, muita vontade de vencer na vida e sonhos. Seis anos depois, ele terá a oportunidade de realizar um deles hoje, no Mineirinho.

Júnior, central de 2,07m, é um dos titulares da UPCN, equipe de San Juan, que ontem quase aprontou para cima dos russos do Belogorie Belgorod, na semifinal do Campeonato Mundial de clubes, perdendo de virada, por 3 a 1, parciais de 19-25, 25-14, 25-21 e 25-20. Hoje, ele disputa um lugar no pódio, contra o Sada/Cruzeiro.

Na temporada passada, também em BH, Júnior viu o sonho virar pesadelo no fim, quando os hermanos perderam o bronze para o Trentino, da Itália. E ele não está disposto a voltar para a Argentina com o gosto amargo na boca:

– Aquele jogo estava ganho e escapou das nossas mãos. Quando começamos a temporada, estabelecemos duas metas: a vaga no Mundial e um lugar no pódio. Falta a última.

Além da medalha, Júnior está na disputa por um troféu individual, que talvez nem nos melhores sonhos fosse viável: o de melhor bloqueador do Mundial. Ele ocupava ontem o terceiro lugar nas estatísticas, à frente de Muserskiy e Simon, os dois melhores centrais do planeta.

– Sério que estou na frente dos caras? Então o fenômeno sou eu. Um tem 2,80m, o outro 2,30m e estou na frente deles – brincou o brasileiro sobre os 2,18m de Muserskiy e os 2,06m de Simon.

Júnior tem a companhia hoje do compatriota Theo. E o oposto revela o que o central representa em San Juan:

– Quando um cara grande sai na rua, as pessoas perguntam se ele é amigo do Júnior. Ele é muito conhecido lá, se firmou, se sente bem. As pessoas gostam muito dele.

Sobre o futuro, Júnior revela que a passagem pela Argentina está no fim:

– Estou querendo voltar. Já fiz meu nome por lá e agora quero fazer o meu aqui no Brasil. Estou com saudades daqui. Estou em negociação e até a próxima semana deve definir minha vida.



  • ana maria

    Olha aí! O Minas bem que poderia contratá-lo.

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