Após aprovação do calendário, clubes marcam reunião sem a CBV



Os clubes que participarão da próxima Superliga estão organizando em encontro, na próxima semana, em São Bernardo do Campo. Em pauta, a tentativa de unificar um discurso sobre um pedido de repasse de verbas da CBV.

Nas últimas reuniões que sacramentaram mudanças importantes no calendário (http://blogs.lancenet.com.br/volei/2013/06/06/o-novo-calendario-do-volei-brasileiro-vai-sair-do-forno/), os clubes  chegaram a tocar no assunto com a entidade. Mas não houve avanço.

O montante recebido pela entidade com patrocínios em 2012 passou da casa dos R$ 77 milhões. Já a venda de direitos de TV, outra discussão antiga com os clubes, que pleiteam receber um percentual deste montante, superou os R$ 5 milhões.

Inicialmente, os clubes querem ter acesso aos valores que o Banco do Brasil, maior apoiador do vôlei nacional, investe na Superliga. Ao analisar o último balanço divulgado pela CBV, não está detalhado quanto do patrocínio está vinculado às Seleções e quanto vem de outros “produtos”. É público e notório que o apoio do BB, que já dura duas décadas, foi decisivo para o crescimento sustentável das Seleções em todas as categorias. É um case de sucesso internacional e os resultados em quadra facilitam qualquer entendimento. Não vejo uma estratégia inteligente dos dirigentes dos clubes a contestação desse apoio e não creio que eles façam isso. Mas acho justo que a CBV compartilhe com os clubes os valores da cota de patrocínio para discussões futuras.

Como tudo nessa vida, unir esforços facilita na resolução dos problemas. E o mundo do vôlei teve uma exemplo prático nas várias rodadas de discussão que resultaram nas mudanças do calendário, com representantes dos técnicos e dos jogadores chegando a um denominador comum com a CBV para melhorias na Superliga. Eles não tiveram todos os desejos atendidos pela Rede Globo, por exemplo, mas saíram satisfeitos com os avanços. Vejo que algo semelhante possa acontecer neste pleito de uma divisão dos direitos de TV ou uma flexibilização da CBV para que clubes possam vender mais placas publicitárias nos jogos, por exemplo.



  • Acho que é merecido compartilhar parte dos lucros com os clubes.

  • Felipe Ap

    É incrível como a rede globo interfere no esporte.. Onde já se viu, ter que aguardar aceitação da globo.. Tudo bem é necessário pra aumentar a fama do vôlei, mas já chegou a um nível incrivelmente péssimo! Bom, esse é Brasil

  • Eduardo

    que nao seja do patrocínio , mas o repasse da tv aos clubes tinha que acontecer. Isso seria, inclusive, uma ajuda enorme pra manutenção das equipes que estão sempre na corda bamba. Os clubes pagem pra jogar a superliga e não recebem nada de volta nunca.

  • luiz

    Em poucos dias o vôlei de Osasco anuncia novo patrocinador

    No ano passado não faltaram especulações sobre a saída do Sollys como marca do vôlei de Osasco, patrocinado pela Nestlé. Mas a temporada seguiu e nenhuma mexida aconteceu. No entanto, o que foi estudado pela empresa em 2012, agora entra em quadra mesmo.

    Nos próximos dias o anúncio será feito, e o Sollys deve dar lugar ao Molico, produto que a Nestlé escolhe para dar sequência ao projeto com Osasco. Quando perguntado sobre a mudança, a resposta justifica-se sobre estratégia de mercado, etc. Em resumo, é uma decisão especificamente de prateleira, que tem a ver com o impacto publicitário.

    O que se tem ouvido é que a marca Sollys alcança um nível extremo de publicidade, quase que ameaçando a suprema grife da Nestlé. No entanto, essa área é um assunto que exige um olhar que entenda dos bastidores publicitários. A empresa tem um leque importante de produtos, e isso a deixa à vontade para trabalhar conforme os índices apresentados pelos profissionais do setor. Assim, pode ser que o Sollys já atingiu a nota máxima de exposição. Para o torcedor, já muito bem acostumado à camisa laranja, a mudança pode ou não levantar críticas. Afinal, mudança de marca pode dar aquela idéia de recomeço – novas cores, e o ginásio que é reduto do Sollys, necessariamente também precisará de roupa nova.

    No entanto, isso não é novidade alguma na história do vôlei osasquense, que começou em meados da década de 90 com o BCN, que foi uma explosão. Então aconteceu a primeira mudança, quando ninguém pensava nisso: fim do patrocínio para a chegada do Finasa. Mas para surpresa, a torcida se adaptou rapidamente ao novo visual, mas porque a mudança ficou na imagem mesmo – dentro de quadra e com as atletas, tudo pela ordem.

    O bicho pegou, de fato, em 2009 quando o Bradesco saiu de cena, definitivamente, acabando com o Finasa. Então, não se tratou de mudança de patrocinador, mas de final de contrato, e a torcida viu-se órfã. Por fim, chegaria a Nestlé para tapar o rombo e recuperar a auto-estima do torcedor.

  • Emanuella

    boa sorte aos clubes, que mordam um pouquinho desse dinheiro, quanto que essa gente não embolsa né??

  • bsb

    Os direitos de TV deveriam ser repassados normalmente para os clubes como acontece no futebol, a CBV se deseja ajudar o voleibol brasileiro e os clubes precisa dividir esta e outras quantias e que só ficam com a confederação.

  • Antonio

    Daniel, como ficou a questão dos nomes dos patrocinadores masters dos times, que a Globo omite durante as transmissões? Acho este ponto tão crucial quanto repasses e maior duração da SL, pois inibe as empresas de investirem mais no esporte.

    • Daniel Bortoletto

      que eu saiba isso não está em discussão

  • Polaco

    Daniel , seria justo que os direitos de TV serem repassados para os clubes , pois sem os clubes não tem Superliga os clubes tem que se unirem para reivindicar os seus direitos e a CBV na minha opinião tenha a “Obrigação” de repassarem essas verbas para os clubes .

  • vê como anda o futebol e o vôlei? o vôlei tá dando certo… não sei pq o pessoal reclama tanto de final em jogo único também, a maioria das competições internacionais, aliás todas… são em finais de jogo único, eu até prefiro, acho mais emocionante e dexia o jogo mais imprevisível.

    • Fernando Lopes

      Não é o melhor, mas se continuar, seria mais justo ser na cidade do time de melhor campanha e não por imposição da globo como obviamente continuará sendo.

    • Renato Dias

      em esporte especializado , em competições longas estilo superliga, nenhuma é final única. A Italia no masc viu que nao é o ideal e já voltou atras nisso

      muito facil pegar competições curtas e falar que final é unica. mas é muito diferente de superliga, sao 6 meses jogando pra se decidir em 1 jogo, nao é certo. Não é certo pra jogadores, clubes, patrocinadores e torcedores. E não sei onde está a emoção a mais nisso, creio que há umas 4 temporadas que todas as finais da superliga masculina foram totalmente sem graça, indo contra ao que foi a superliga toda. No feminino esse ano foi emocionante, mas os 2 anos anteriores foram dois 3X0 sem graça. Muitos apagam da memória, mas temos historicos de melhor de 5 muito emocionantes na historia da superliga.

      • Rodrigo Costa

        Disse tudo!

        Assino embaixo!

    • Speed Volleyball

      Na Rússia, o campeonato é decidido na série melhor de 3 que eu saiba.

  • Luiz

    Time de Theo está fora do Italiano 2013/14

    A organização do Italiano masculino de vôlei divulgou a lista dos times inscritos para a edição 2013/14. A surpresa ficou pela ausência do Castellana Grotte, equipe que contratou recentemente o oposto Theo, campeão da Superliga pelo RJX.

    Ao todo, 12 equipes apresentaram o pedido de inscrição para disputar a taça. São elas: Cuneo, Latina, Macerata, Modena, Molfetta, Perugia, Piacenza, Ravenna, San Giustino, Trentino, Verona e Vibo Valentia.

  • Marcello Souza

    O colunista de esta férias???? Rsrsrsrsr

    • Daniel Bortoletto

      não. só estava ajudando a fazer guia da Copa das Confederações, entre outras coisas. Infelizmente fiquei sem tempo para o blog

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