Aos trancos e barrancos, Brasil vence a Sérvia. Mas cai na classificação



Mais instabilidade, mais sustos, mais uma vez momentos angustiantes de apatia e falta de vibração e mais uma vitória conquistada aos trancos e barrancos.

Depois de perder os dois primeiros sets para o desfalcado time da Sérvia, o Brasil virou e ganhou por 3 sets a 2, parciais de 21/25, 21/25, 25/18, 25/19 e 15/12, pela quinta rodada da Copa do Mundo.

Com 24 pontos, Sheilla liderou o Brasil. Thaisa foi eleita a melhor em quadra, após anotar 20 pontos, seis deles no bloqueio. Para ter ideia de como o jogo foi tenso, Thaisa chorou em quadra após o triunfo.

Zé Roberto, desta vez, barrou Dani Lins e começou o jogo com Fabíola no levantamento. E ele precisou de mais ajuda das reservas para vencer as atuais campeãs europeias. Para resolver os crônicos problemas de passe, o técnico apostou em Sassá no lugar de Mari a partir do terceiro set, além de várias entradas de Camila Brait. E ele gostou do que viu.

– Estou orgulhoso do time. O banco foi determinante no resultado final. A Sassá e a Camila Brait entraram muito bem.

Mas a vitória não melhorou a posição do time na classificação. Com a surpreendente vitória da Alemanha por 3 a 0 sobre os Estados Unidos, o Brasil caiu para quinto lugar. As italianas somam 14, com Estados Unidos e China (próxima rival do Brasil) têm 12, a Alemanha subiu 11, um a mais do que Brasil e Japão. 

Uma situação nada confortável, que impede que a Seleção Brasileira tropece mais alguma vez e obriga que vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 sejam obtidas, já que elas valem três pontos. Ganhar da China é imprescindível para manter o sonho de terminar entre os três primeiros e garantir vaga direta em Londres-2012.

No momento, torço mais pela vaga olímpica, já que acho difícil o time passar a jogar bem, como todos nós já vimos nos últimos tempos, depois deste cinco primeiros jogos tão irregulares.



  • Valdir

    Se o Brasil tivesse vencido seus jogos com 3 pontos somados, teria muitas chances de ser campeão ainda, mas do jeito que tá, acho que nem a vaga vamos conseguir.

  • Joao Paulo

    Apesar do péssimo 1o e 2o sets, esse foi o jogo do Brasil que mais gostei.
    Vi a Paula jogando como antes, com garra e determeninação, conseguindo derrubar muitas bolas.
    A Fabíola consegue ter mais precisão do que a Dani quando o passe não sai, e isso fez toda diferença.
    Também achei a Sheila mais segura e jogando mais solta.
    Thaisa cresceu no momento decisivo e foi muito bem nos sets finais.
    Sassá foi determinante!!! Em alguns momentos ela era onipresente na quadra! Pegando tudo e ainda indo bem no ataque!! Apesar de todas as críticas, Sassà ainda tem muito a oferecer para a seleção. Principalmente nesse momento indescritível da Mari.
    Porém, o nosso GRANDE problema é o passe! Fabi nunca foi excelente no fundamento e está cada vez pior! O Zé urgente rever sua presença na seleção…
    Também acho que nosso bloqueio está meio perdido, marcando errado, e permitindo ataques que não deveria… Mas nada supera as falhas do passe…

    • Paula

      João Paulo

      Concordo com você. Também acho que poderíamos começar alguns jogos com a Sassá no lugar da Mari e, se for possível, a Camila Brait como líbero no lugar da Fabi. Gostaria muito de ver como a seleção atuaria com esta escalação. Ah! E Fabíola no lugar da Dani Lins. Gosto da Dani, mas a Fabíola tem mostrado mais coragem e garra nos levantamentos. Com ela, voltei a ver a Sheila pontuar. Isso tem que continuar.

  • Fernando Adilio

    Esquecemos de falar da Paula,

    que foi super equilibrada na Partida.

    Deu passe na mão o tempo todo e atacou com muita inteligência

  • Rafael B.

    Quem diria ver a Sassá atacando mais que a Mari???
    Fabi quase entregou o tie break errando três recepções seguidas!!!! Brait entrou muito bem e desempenhou um papel tático de maior responsabilidade q a líbero titular. Entrava com a responsabilidade do saque (fundamento que costuma não executar em jogos) e em algumas passagens (quando Sassá estava no fundo de quadra), o Brasil ficava só com a Brait no lugar da Fabiana…
    Que falta a Garay tá fazendo!!!
    Acho que estamos sendo um pouco duros com a SFV. O time está sem três jogadoras importantíssimas (Natália, Jaqueline e Garay).
    Só pra citar, imaginem os EUAS sem Larson e Logan Tom, ou a Alemanha sem a Grum e Brinker, ou a China sem a Yang…

    • Felipe Hiego

      Estão fazendo muitaa falta.Um exemplo real e a Italia, Apesar de terme ganhado todos os jogos até agora acho que que daqui pra frente, Piccinini e Ortolani Farão muita falta ja que essas rodadas a Azzurra pegrá as seleções mais fortes.
      .

  • Realidade

    Há algo de errado dentro da seleção brasileira; grupo dá sinais de estar dividido.

    Definitivamente não é normal.
    Tudo bem que a Sérvia evoluiu, tem uma seleção razoável, mas não pode, ainda, fazer jogo duro com o Brasil, especialmente desfalcada das principais jogadoras.
    Mas esse não é o X da questão.
    A seleção feminina não é a mesma e ponto. Existe algo interno muito sério acontecendo e é fácil perceber pelo semblante de algumas jogadoras. O clima é pesado.
    A derrota de cara para os Estados Unidos mostrou uma seleção pouco aguerrida, sem espírito de luta e que se entregou com uma facilidade assustadora.
    Não existe mais a alegria e a vibração de pouco tempo atrás.
    Thaísa, central da seleção, deixou escapar, sem intenção, que o grupo inteiro precisa estar junto. De fato não está. Quem viu a entrevista da atleta após os 3 a 2 diante da Coreia, chegou a essa óbvia conclusão. O choro da jogadora após a sofrida vitória contra a Sérvia, deixa claro a angústia de uma campeã olímpica.

    Mari está triste, Sheilla não sorri como antes e a insegurança domina Fabi, líbero até então intocável.

    A classificação pode não vir na Copa do Mundo e é bem provavél que não aconteça com a bola que estamos jogando. Mas estaremos na Olimpíada de Londres em 2012 de uma forma ou de outra, até porque teremos mais duas oportunidades com o Pré-Olímpico das Américas e o mundial, última chamada.

    Penso que ainda podemos nos classificar e vencer China e Itália, ficando até em segundo lugar, colocação honrosa. A seleção pode desencantar e jogar o fino da bola a partir de sexta-feira, mas essa não é a tendência e a ordem natural das coisas.

    Tomara que seja assim.

    José Roberto Guimarães sabe do respeito e da admiração que tenho pelo trabalho dele. Mas terá que ‘matar’ o problema o quanto antes e Zé sabe do que estou falando. O assunto é delicado demais e não serei eu o responsável por detonar a bomba. Jamais.

    De fora é fácil perceber que o grupo está quebrado ou rachado como se diz na gíria.

    A questão não é só técnica. Evidente que são gritantes os problemas de recepção da seleção, a decadência de Fabi e a volta da insegurança de Dani Lins.

    Mas como explicar o fraco desempenho de Mari, uma das maiores atacantes do vôlei mundial ?

    E a instabilidade de Sheilla ?

    Outras jogadoras alternam momentos de lucidez com total falta de concentração.

    A seleção não consegue se soltar, o jogo não flui naturalmente e o prazer de ver as meninas atuarem, virou tortura e sofrimento nas madrugadas.

    Agora, no auge da turbulência e no meio da competição, Zé Roberto não irá resolver o problema e contornar a possível crise. Na volta e com tempo, o treinador tem obrigação de arrumar a casa e deixar gente que joga só com o nome e passado, de fora da seleção.

    • Afonso (RJ)

      Ô tal de “Realidade”:
      Vê se toma vergonha na cara e deixe de plagiar os comentários alheios. Ou então assuma sua real identidade:

      Esse “comentário” postado aqui é simplesmente copiado e colado do post de hoje de manhã no Blog do Bruno Voloch.

      Daniel: Tenho por você o máximo respeito, e acato suas decisões, mas acho que deveria censurar esse tipo de coisa antes que lhe cause maiores problemas.

      • Daniel Bortoletto

        Fique tranquilo, Afonso. estou por dentro
        algumas pessoas esquecem que o IP aparece aqui pra mim quando publicam algo. E saiba que estou tentando descobrir, com ajuda da TI, se alguns que só entram pra xingar, ofender ou ameaçar (logicamente reprovadas por mim) são os mesmos de outras mensagens aprovadas

        • Mauricio

          pô, a pessoa nem paa colocara, ao menos, um “fulano disse”!!! vergonha.

  • Graca

    O BRASIL teve foi sorte de vencer esses 3 jogos contra a KOREA, SERVIA e ALEMANHA, na verdade o que pesou foi a camisa pois coreanas, alemas e servias quando viram que podiam vencer a atual campea olimpica travaram e comecaram a respeitar demais o Brasil. Principalmente as juvenis da Servia que se viram prestes a vencer jogadoras muito mais tarimbadas, experientes e com a estigma do OURO olimpico, quando caiu a ficha na cabeca das jovens SERVIAS elas passaram a respeitar de mais o Brasil. Mas o Brasil melhorou sim com a saida de DANI LINS e MARI, Ze’ foi teimoso, quase perdeu o jogo por querer manter MARI em quadra, so’ no terceiro set depois de uma sequencia de saques em cima da MARI que ela, descontrolada, nao conseguia passar que ele resolveu deixar SASSA’ de vez no jogo. E SASSA’, como sempre entra e resolve o problema, SASSA’ e FABIOLA so’ costumavam entrar no DESESPERO, o Ze’ simplesmente joga as duas na fogueira, ainda bem que estao dando conta do recado!

  • Graca

    O melhor jogo do campeonato foi ALEMANHA X EUA, as duas equipes muito guerreiras, buscando o resultado, jogo de muitos ralis, defesas espetaculares, exlporadas de bloqueio etc… Alemas e yankeess nao sao de aliviar a mao em bolas ruins levantadas de qualquer jeito no contra-ataque. Grun e’ uma atacante que nao ta’ nem aeh p/ como a bola vem p/ela, basta por pra cima que ela senta a mao sem do’ nem piedade. A experiencia no volei de praia fez da GRUN uma jogadora muito mais completa e que nao reclama de bola mal-levantada, GRUN e’ pau p/ toda obra! Realmente emocionante essa partida onde as EUA e ALEMANHA nao desestiram do jogo em nenhum momento e buscaram o resultado ate’ o fim, basta conferir as parciais: 32×30; 25×19 e 26×24. As duas equipes estao de parabens: altissimo nivel tecnico e poucos erros!

  • Paulo Dantas

    Desde o início sabíamos que essa história de Sheilla e Mari, quando chagasse ao fim, geraria problemas. Batata! Mas é claro que a briga delas não é o único problema. Tem insatisfação, desgaste… é uma somade fatores que levou a seleção a esse estado.

    Torçamos para que isso possa ser revertido. Por enquanto, Brasil não é bem a sexta favorita a Londres.

  • Adriano

    É bom lembrar que China e Itália tiveram adversários mais fáceis do que Brasil, Alemanha e Estados Unidos. Acho que o Brasil passa pela China, até mais fácil do que foram esses últimos jogos.

    Se o Brasil ganhar do Japão, mas principalmente da Itália, a vaga tá assegurada. E acho que tem uma chance boa de conseguir isso. A postura do time já pareceu diferente hoje, ao menos a partir do 3° set, em relação ao jogo horroroso com a Coréia. Em termos de classificação, a situação não está tão difícil assim. O que mais preocupa mesmo é o jogo da seleção.

    Quanto a ganhar o campeonato, aí o buraco é mais embaixo. Nesse caso, acho que o Brasil já desperdiçou suas chances, sim. Apesar da derrota de hoje, ainda vejo os Estados Unidos como favoritos.

  • Vitor

    O Brasil ganhou pela inexperiência da Sérvia, que teve medo de decidir. Principalmente a levantadora Antonijevic que vinha fazendo uma boa partida, mas depois se assustou com a possibilidade de ganhar do Brasil de 3×0 e passou a fazer o jogo mais previsível possível. As últimas 3 bolas do tie-break deixaram isso bem claro.

    Do Brasil podemos destacar o crescimento da Fabíola a partir do 3º set, e principalmente a entrada da já tão acostumada a salvar a pátria, Sassá. Fabíola começou mal assim como todo o time. Errava na distribuição, insistia com Mari que a cada ataque defendido ficava mais sem paciência e o que vimos depois foi a sequência de ataques pra fora. Estranho é definir o que acontece com a Mari nessa Copa do Mundo. Ela vem de um bom Pan, onde foi junto com a Paula o destaque do time e a bola de segurança da Dani até a final contra Cuba. Depois disso vemos aquela jogadora insegura de antes, com dificuldade pra botar uma bola no chão e bastante irritada com os próprios erros. Depois da entrada da Sassá, a Fabíola entendeu que não adiantava arriscar, ela tinha que ser objetiva. Fazer aquilo que todos esperavam mesmo, porque era assim que o Brasil iria superar as jovens sérvias já bastante pressionadas com a possibilidade de vencer. O passe saía era bola pro meio. O passe complicava impinava para as pontas. E assim foi feito. Sassá só recebia na boa.

    Sheilla, que fez sua melhor partida pela seleção em tempos, e Paula garantiram a Fabíola essa ‘tranquilidade’. Se viraram muito bem tanto com as bolas boas quanto com as bolas ruins. E Thaísa foi Thaísa. A jogadora mais regular da seleção da seleção desde o ano passado. Fez um péssimo Pan, mas virou a bola de segurança da levantadora titular. Seja ela Dani Lins ou Fabíola. Fez 6 pontos de bloqueio e seu saque foi fundamental para a virada. Mereceu o título de melhor em quadra.

    Ao Brasil resta agora pensar em ficar entre os 3 pra garantir a vaga olímpica. Serão duas batalhas seguidas contra China e Itália em menos de 24 horas. A hora de jogar bem já passou, agora é jogar com a vontade dos dois últimos sets de hoje pra vencer a qualquer custo.

  • Jazeel

    Oq aconteçe cm essas meninas?tem q trabalhar o emocional delas .pscologa urgent nao a primeira ves q perde por falta de controle emocional!!!!

  • Afonso (RJ)

    Há algo errado com o grupo. Os problemas parecem ser internos, de relacionamento entre as atletas e algo já transpirou mesmo que de forma indireta.

    Apenas pessoas com uma rede neuronal com um número insuficientes de sinapses para abarcar maiores complexidades ainda caem no simplismo de apontar bodes expiatórios (com”x”, porque com “s” é cruzamento de cabra com periscópio” 🙂 .

    De resto é esperar e torcer para que esses problemas sejam superados/resolvidos, e a seleção volte a jogar o vôlei que sabe. Para essa competição não dá mais, mas para a Olimpíada ainda há tempo.

  • Mauricio

    A única coisa que disse, após o jogo foi: UFA!

  • Márcio Tame

    Com a vitoria da Alemanha tudo ficou embolado, até a disputa pelo titulo ainda é possivel. Como já disse em outros comentarios, Até onde vale a pena manter a Fabi como libero como o passe horrivel, ela é fenomenal na defesa, mas o passe é lamentavel…Com a Fabi e Mari fica complicado para qualquer levantadora, pior com a Dani Lins e Fabíola. Já q só temos as duas como levantadoras, a Camila deveria ser titular.

  • Daniel_Sam

    Ué? Cadê o povo xingando a Jaque, ou a Paula…

    Minhas favoritas(AS DUAS MAIS GOSTOSAS DA SELEÇÃO)
    Falando de volei agora: Demorou a Fabiola ser titular hein? O Zé Roberto é mto teimoso, tomara que tenha aprendido…

  • Raimundo

    leio muitos comentários sobre o desempenho da Mari, a maioria negativo. A Mari é assim mesmo como jogadora, tecnicamente ela não vai melhorar.

  • @alcidesxavier

    Mais um vice para o Brasil e para esse grupo. Mas é nítido que as jogadoras estão pressionadas o choro de Thaisa e sua declaração após a partida da Coréia deixa sinais. Mas o grupo já esta com muito tempo de convivência, e consegue se superar. Não muito o que dizer, elas são mais do que experientes, jogam em alto nível, cabe a cada um buscar o melhor e trabalhar em grupo. Não tem mais essa de trabalhar o psicológico, já enfrentram tudo e todos! Bora buscar a classificação…

  • Diego Bastos

    cadê as criticas para Sassá.

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