Não dá pra achar normal jogar duas vezes em 13h



13 horas depois de sair da partida contra a Polônia, a Seleção Brasileira masculina voltou a jogar em Melbourne, no encerramento da fase classificatória da Liga das Nações contra a Argentina.  E os jogadores têm todo direito de reclamar de um calendário até certo ponto desumano.

O cenário acima fez o Brasil jogar duas vezes no mesmo dia pelo nosso fuso horário: às 7h e às 23h deste sábado. Talvez isso ajude a reforçar o ponto da crueldade de quem montou a tabela.

É preciso levar em consideração ainda que estes foram os dois últimos jogos após cinco semanas de disputas, um total de 15 partidas e quase 80 mil quilômetros viajados apenas pela Seleção Brasileira.

A nova Liga das Nações é tida como revolucionária pela Federação Internacional, mas precisará passar por uma criteriosa avaliação para 2019, para que verdadeiramente possa ser tratada assim por todos.

Bruninho em ação diante da Argentina (FIVB Divulgação)

Esse pouco tempo entre um jogo e outro não foi uma novidade da última etapa. Em Goiânia, por exemplo, o Brasil começou a jogar às 15h contra a Coreia em um dia e no seguinte, às 8h30, estava enfrentando a China.

Qualquer profissional da área física vai questionar o espaço de 13 horas entre um jogo e outro. Lembrando que existe trabalho de fisioterapia antes e depois das partidas, aquecimento e muitas vezes até treino.

A culpada aqui não é apenas a FIVB. Passa também pelas TV´s, que “ajudam” na montagem da tabela para adequar os jogos transmitidos em suas grades. Me parece que a palavra dos jogadores, os principais personagens do espetáculo, pouco importa. E não deveria ser assim, ainda mais após a criação de uma comissão de atletas pela Federação. Giba, o presidente, deveria ter voz ativa para validar uma tabela.

Os exemplos brasileiros não são únicos nesta Liga das Nações. Então, antes que alguém ache que este post é apenas “mimimi tupiniquim”, esqueça. O Brasil perdeu por 3 a 0 para a Argentina e recebi perguntas no Twitter sobre a “vergonha” brasileira. Difícil analisar uma derrota neste contexto como vexame.

É verdade que a atuação brasileira deixou a desejar e a Argentina teve seus méritos, um deles de dar pouquíssimo pontos de graça. Mas não dá para desvincular todo o cenário descrito acima e não ver influência nas questões físicas e técnicas dos jogadores.

O resultado deixa o Brasil certamente atrás da Rússia e da França na classificação. Os Estados Unidos também devem terminar à frente. Sérvia e Polônia, os outros classificados para a fase final, ficaram atrás. Desta forma, dá para supor um grupo com franceses, brasileiros e sérvios e o outro com russos, americanos e poloneses. A confirmar ao fim da rodada.

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