Aniversário do ouro da Seleção feminina. Dia inesquecível



Exatamente três anos atrás, eu estava sentado numa das cadeiras do Ginásio Capital, em Pequim, para acompanhar a final do torneio feminino de vôlei da Olimpíada.

Cobertura inesquecível, apesar da saudade da família no Brasil (Luca, meu filho mais novo completou dois meses um dia depois daquela final). Lembro de estar perto de vários amigos da imprensa (Mariana Lajolo – Folha de S. Paulo; Thiago Rocha – companheiro de LANCE!; Danielle Rocha – O Dia, atualmente no Globo Esporte.com; Bruno Doro – Uol; Luca Muzzioli – Volleyball.it). O cansaço pela longa estadia longe de casa (mais de um mês) já pesava, mas o 23 de agosto de 2008 foi especial.

Especial por ver José Roberto Guimarães, tão criticado após Atenas-2004, se transformar em bicampeão olímpico. Especial por Fofão, craque de bola e exemplo de caráter (achei até esta materinha feita lá na China – http://www.fofao7.com.br/pdf/pequin_2008.pdf). Especial por Mari, aniversariante, que carregou por quatro anos o injusto peso pela derrota para a Rússia. Especial por ser o auge da carreira de 12 atletas e de uma comissão técnica competente e estudiosa.

Lembro muito bem de já estar de pé antes do último ponto, para mandar para o LANCENET! a crônica do jogo e correr para a zona mista, local onde as atletas dão entrevista. Lembro da emoção de todos os brasileiros que estavam por perto. Os olhos marejaram. Lembro também de não ter ido à entrevista coletivo de Zé Roberto e Fofão, para procurar a família do técnico, que estava no ginásio. Valeu a pena pelas histórias que ouvi e depois escrevi.

Entrevistas feitas, eu e Thiago Rocha voltamos ao centro de imprensa para digitar as matérias. Foram oito longas e merecidas páginas para a conquista do vôlei. Paramos de trabalhar de manhã, depois de quase 24 horas de labuta.

Profissionalmente, um dia inesquecível. Imagine, então, para quem ganhou a medalha de ouro naquele 23 de agosto.



  • Ana

    Realmente aquele foi um dia inesquecível. Foi a glória de uma geração muito boa, mas que carecia de um grande título. Foi a consagração do vôlei fem brasileiro como um todo. E veio da maneira mais brilhante possível.

    Mais do que a vitória do vôlei, da CBV, do técnico, da Mari… acho que para gente, torcedor, foi o nosso “presente”. Torcer nas vitórias, para um time que sempre vence, é fácil, difícil é seguir acreditando em uma seleção depois de TRÊS semifinais fracassadas em olimpíadas. Mas nós, fãs da seleção feminina de vôlei, nunca desistimos. Sim, muitas vezes criticamos, chamamos fulana de burra, mas todo Grand prix de madrugada, mundial no Japão… estávamos a postos para torcer. Isso é ser fã. E os fãs da SFV mais do que ninguém demonstram esse espírito.

    E parabens para Mari, pelo aniversário dela hoje. Que o nosso vôlei siga sempre em alta. Nós, elas e o mundo merecem ver.

  • Fernando Adilio

    Tbm…
    especial por ver a PP4 sendo MVP.

    lembro até hoje, ela mega emocionada com o premio

  • Ismael

    Realmente ao ler a sua matéria a emoção daquele dia volta a cabeça e ao coração!

    Nervosismo e angustia era só o que eu sentia no momento que acordei para ver o jogo! Aposto que muita gente nem dormiu. Afinal era o jogo mais esperado em tempos por nós amantes do vôlei.

    Só lembro que quando perdemos o segundo set me perguntei…será que vamos deixar essa medalha escapar de novo ?

    No fim de tudo só me lembro de pular como se fosse a final de uma copa do mundo de futebol e chorar abraçado a minha mãe! Depois foram milhares de ligações para amigos apaixonados por esse esporte maravilhoso. Aliás esse título foi o mais importante de todos os nossos esportes coletivos pelo histórico para chegar até ele…pelo menos na minha opinião.

    Valeu as 12 jogadoras e a comissão técnica que formaram essa equipe maravilhosa. Valeu especialmente pela Fofão que acabou a sua saga na seleção de maneira fantástica e pela Mari tão massacrada em Atenas. Também destaco a Paula que depois de ter ficado fora de Atenas jogou esse campeonato de maneira especial… enfim foi tudo perfeito!

    • Leonardo

      Realmente Ismael, foi impossivel não chorar! Puleei feito um louco mais minha irmã abraçados e chorando… Foi um dia simplesmente emocionante! Confesso e não tenho vergonha…chorei quando perdemos aquela semifinal pra Russia(2004), chorei quando perdemos a final do mundial pra Russia(2006), chorei quando perdemos a final do pan pra Cuba(2007), mas o choro do dia 23 de agosto de 2008 foi prazeroso, pq enfim vimos essa geração ganhar um titulo a sua aaltura!

  • Mauricio

    Foi, realmente, a consagração do nosso vôlei feminino. Eu estava assistindo de casa, naquela manhã de sábado. Quase no final da partida, os olhos encheram de água ao ouvir a torcida brasileira que ali estava, cantando “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”. Daí veio um filme na minha cabeça, relembrava das outras jogadoras, outras gerações, outras madrugadas acordado vendo as meninas jogarem e lutarem pelo ouro que nunca vinha. Elas sempre lutaram pelo Brasil e pelo esporte. Certamente, ter visto o Zé Roberto, a Fofão e a Mari serem campeões olímpicos não teve preço. Os três representaram três importantes gerações do nosso vôlei, que estavam ali, unidos por um só objetivo. Uma manhã inesquecível! Acredito que todos os amantes do vôlei choraram naquele dia, a alma estava sendo lavada. Era impossível desgrudar da tv. Queríamos ver cada momento de alegria das jogadoras. Ainda bem que hoje temos o recurso do youtube para rever aqueles momentos.

  • Emerson Inacio

    Simplesmenete I-N-E-S-Q-U-E-S-I-V-E-L.
    Fofão, a TOP do voleibol. Quanta alegria senti naquele dia.
    Quando a Paula foi coroada a MVP fiquei ainda mais feliz, pois é um verdadeiro exemplo de amor a camisa da seleção, guerreira, raçuda e sempre persistente.
    Simplesmente, saudades da Fofão na seleção e na nossa superliga.
    Acho que ela tinha voleibol de sobra para essa Olimpiada, acho que ainda dá tempo, ela ta descansada, muito bem fisicamente.
    Dani Lins é péssima distribuidora e prévia demais, ela é um puro exemplo do Bruno na masculina.
    Só estamos figurando hj, 1 das 3 melhores seleções do mundo, porque estamos muito bem servidos de fortes atacantes brasileiras, assim que pararem Shari e Paula, já estão ai suas respectivas substitutas, Tandara, Garay e Natalia, lógico que lhes faltam muito voleibol, mas é uma realidade.
    No masculino é a mesma coisa, só estamos no topo, pq nossos atacante são habilidossissimos e seguram os abacaxis do Bruno.

    • Ismael

      Pensei que a idéia do tópico fosse lembrar de um momento especial e não criticar a Dani ou o Bruno !

  • Jailson

    Parabéns a todos que trabalham e torcem pelo voleibol brasileiro.

  • Jairo (RJ)

    Daniel,
    Lendo esse post, tô quase acreditando que vc gosta de vôlei!!! (hehehhe, brincadeira)
    Relembrando essa campanha, na sua visão, qual foi a melhor partida feita pela seleção brasileira antes da final?

    • Daniel Bortoletto

      Um dia convenço vocês
      A final, por tudo que envolve. Mas gostei muito do time na semi contra a China. Fechar o jogo, contra as donas da casa, com um 25-14, se não me engano, dei a certeza de que iriam faturar o ouro.

      • Ismael

        Mas o que foi aquele primeiro set ? Para mim o ouro foi nosso ali…

        O que era o time defendendo a China naquele ponto? E depois de uma bola amortecida por um triplo eis que a Sheilla com muita coragem enfia a bola quase na cara da libero chinesa ! Esse dia estava trabalhando e só lembro de quase não trabalhar naquela manhã porque fiquei vendo pelo Terra ao vivo na minha mesa…hauhauhauhau

      • Jairo(RJ)

        Concordo com a galera, mas como cada um tem uma opinião, destaco a vitória dsobre a Itália. Inclusive, queria saber de você onde conseguir baixar esses jogos da olímpiada, pois com certeza é um belo material de estudo para quem vive o vôlei.

  • Rafa

    Até me arrepiei ao ler esse post. É incrível como a paixão por um esporte pode mexer com nossos sentimentos. Eu sempre gostei de volei, mas desde as Olimpíadas de 2004 eu acompanho a todos os jogos das duas seleções de volei, vibro com as vitorias e lamento as derrotas. Eu sinto o comprometimento dos atletas e comissão técnica. Por isso no dia que a seleção feminina ganhou a medalha de ouro, depois de um ciclo olímpico tão conturbado e cheio de críticas e dúvidas por parte, principalmente, daqueles que não acompanham o esporte, eu me senti orgulhoso e me senti parte daquela conquista. É como se as horas de sono perdidas durante quatro anos tivessem sido recompensadas. Eu sei que não faço parte direta da conquista, mas ouso dizer que essa também foi uma conquista minha.

  • Afonso (RJ)

    Realmente emociona. Tem muita gente que não percebe a dimensão de um ouro olímpico. Significa muito mais que uma vitória em uma competição. É a equiparação no mesmo patamar, de lendas modernas e da antiguidade. É a vitória da excelência em um dos símbolos mais significativos da civilização ocidental.
    Me lembro que estava trabalhando enquanto volta e meia tinha notícia doas parciais daquela inacreditável semifinal em Atenas. Dois sets a zero e uma boa vantagem no terceiro. E nada do Brasil fechar. Deu tempo de chegar em casa, não sem antes me atualizar numa TV de um bar no caminho, e ver a inacreditável derrota das meninas do Brasil. Aquilo ficou entalado na garganta de todos nós. Muitos, injustamente rotularam as meninas de “amarelonas”. Quatro anos depois, de alma lavada, nossas meninas mostraram que realmente amarelavam. Sim, com o amarelo do ouro e o lugar mais alto do pódio. E com toda a justiça.
    Se a nossa emoção foi indescritível, imagine a delas! Foi realmente lindo!!!

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