Aniversariante Natália desequilibra e coloca cariocas em vantagem



13, 7, 4, 2. Não são os números de Lost, mas sim a quantidade de erros, set a set, que o Rexona-Ades cedeu para o Camponesa/Minas na abertura do playoff semifinal da Superliga feminina, em Belo Horizonte. O placar final de 3 a 1 (25-23, 22-25, 25-22 e 25-15) tem muita relação com eles.

Na primeira parcial, a quantidade absurda de pontos dados de graça só não teve consequência pior pois o Minas foi praticamente um time de duas jogadoras no ataque: Carla (cinco pontos) e Jaqueline (quatro). O outro pontinho no fundamento foi de Mari Paraíba. Nada de pontuar no bloqueio, no saque e com as centrais Walewska e Carol Gattaz… Como não foi um time coeso, o Minas perdeu uma chance rara de sair em vantagem diante da favorita equipe carioca, que, apesar dos erros, conseguia pontuar com todas as suas jogadoras. Natália, a aniversariante do dia, liderava as ações, voltando a atuar na ponta após algumas rodadas.

Ataque de Natália (Marcio Rodrigues/MPIX)

Ataque de Natália (Marcio Rodrigues/MPIX)

À frente no placar, o Rexona conseguiu diminuir quase em 50% os erros no segundo set. Mas isso não foi suficiente para evitar que Bernardinho quase rasgasse a camisa algumas vezes. A raiva do treinador respingava em Regiane, que não foi bem na saída de rede, nos erros de marcação de Juciely no meio de rede e em momentos de perturbação do passe. O Minas, impulsionado pela torcida e por várias defesas de Jaqueline, teve volume de jogo para empatar o confronto.

Mas Natália voltou a roubar a cena, desequilibrando um set que foi parelho em quase todo o tempo. Foram nove pontos no total, mesma quantidade da soma de Jaqueline, Mari Paraíba e Carla, esta última já limitada por dores nas panturrilhas. E o triunfo na parcial praticamente selou o destino do primeiro duelo, já que o quarto set foi um passeio. Times mudados (Bruna e Mayhara titulares no Rio e todas as reservas terminando em quadra pelo Minas) e total domínio do Rexona, que terá duas chances, em casa, para fechar a série e se garantir na decisão.

Antes de dormir, um registro importante. Não ter o desafio eletrônico neste jogo é, no mínimo, injusto com os dois times que estiveram em quadra. A desculpa de que o equipamento foi usado de manhã, em São Paulo, no jogo Sesi x Molico, e não tinha como estar em Belo Horizonte não parece suficiente. Penalty, a criadora da tecnologia, e CBV deveriam ter uma contingência para eventualidades como esta, já que o duelo estava marcado anteriormente para sexta-feira. O mínimo para dar direitos iguais a todos os semifinalistas. E o que não faltou foi erro de arbitragem nesta noite de sábado, algo que o sistema poderia ter ajudado a minimizar.



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