Análise das quartas de final da Superliga masculina



Neste fim de semana começarão os playoffs da Superliga Cimed masculina, com os quatro duelos das quartas de final. É para se esperar mais equilíbrio do que não foi visto no feminino, com alguma série sendo decidida no terceiro jogo? Eu creio que sim.

SADA/CRUZEIRO X LEBES/CANOAS

Você comemora a classificação para os playoffs. Minutos depois cai a ficha: o adversário será o Sada/Cruzeiro.

A vida do oitavo colocado na fase de classificação costuma ser a mesma nos últimos anos. A euforia pela vaga conquistada, muitas vezes cumprindo a meta estipulada no início da temporada, logo dá lugar a uma realidade cruel: o que fazer contra a melhor equipe do país nos últimos anos?

Uma pergunta bem difícil de responder. Talvez o melhor seja jogar sem qualquer responsabilidade e desfrutar os jogos. O Sada/Cruzeiro entrará com total favoritismo, tem um timaço titular, um treinador campeoníssimo. Pior: quando o saque resolve entrar a situação torna-se ainda mais complicada para qualquer adversário mundo afora. Vide o que aconteceu com o Taubaté no fim de semana, ao levar nove aces apenas do cubano Simon.

Sada/Cruzeiro jogará pelo penta

Sada/Cruzeiro sempre será apontado como favorito (Divulgação)

Na fase de classificação, Canoas conseguiu roubar um set dos mineiros na partida disputada no Rio Grande do Sul.

Outra possibilidade é olhar exemplos mundo afora e ver que zebras acontecem de vez em quando. Neste fim de semana, o Ravenna, oitavo colocado na temporada regular do Campeonato Italiano, derrotou o Perugia, de Zaytsev, Atanasijevic e De Cecco, forçando o terceiro jogo.

SESC X VÔLEI RENATA

Tudo igual no retrospecto entre Sesc e Vôlei Renata na fase de classificação. No Rio, vitória dos donos da casa por 3 a 1. Em Campinas, os mandantes levaram a melhor pelo mesmo placar.

Como a vitória do Vôlei Renata aconteceu duas semanas atrás, a sensação de equilíbrio entre os dois times aparenta estar mais nítida do que na teoria se apresenta o duelo do segundo contra o sétimo colocado. O Sesc brigou com o Sada/Cruzeiro pela liderança, ponto a ponto, até a antepenúltima rodada. Aí perdeu três jogos seguidos e por um mísero set não caiu para o terceiro lugar. O momento ruim dos cariocas deixa a série mais aberta do que poderia se esperar semanas atrás.

João Rafael encara o bloqueio do Vôlei Renata (Luciano Belford/Divulgação)

O favoritismo ainda é do Sesc, visto a diferença entre orçamentos e a presença de tantos selecionáveis no elenco. Mas o momento, em um playoff, muitas vezes é muito mais relevante. E neste caso sobra confiança do lado campineiro.

SESI X CORINTHIANS/GUARULHOS

O duelo paulista tem se caracterizado pelo equilíbrio na atual temporada. Apesar de o Sesi ter vencido os dois jogos contra o Corinthians na fase de classificação, foi necessário jogar o tie-break em ambos.

Em Guarulhos, no turno, a partida acabou com um incrível 22 a 20 no set decisivo. Na volta, na Vila Leopoldina, outro 3 a 2 em uma partida repleta de alternâncias. No papel, o Sesi tem mais time titular, mais opções no banco e até uma obrigação teórica de avançar para as semifinais. Na prática, o jogo do Corinthians “encaixa” contra o do rival.

Sesi

Sesi cresceu no returno da Superliga (Divulgação)

Mesmo com uma infinidade de jogadores experientes e campeões dos dois lados (William, Lipe, Murilo, Serginho Escadinha, Sidão), um jogador nem tão badalado assim fez a diferença nos confrontos anteriores: o oposto Alan, do Sesi, fez 27 pontos no turno e 25 no returno. O diferencial das quartas de final pode estar aí.

EMS/TAUBATÉ X MINAS

O clichê é sempre esperar mais equilíbrio no duelo entre quarto e quinto colocados. Na fase de classificação, a diferença entre eles foi de apenas três pontos (47 a 44). E sabe o que fez a diferença? O confronto direto.

O EMS/Taubaté somou seis pontos nos duelos com o Minas. Fez 3 a 0 em casa e depois 3 a 1 em Belo Horizonte. Encontrou mais facilidade diante dos mineiros do que os demais candidatos ao título até aqui.

Marlon comanda o Minas e busca surpreender (Divulgação)

Nos playoffs não acredito em tanta facilidade para superar o Minas. O time de Nery Tambeiro pode ser considerado como a surpresa mais agradável da Superliga. A formação titular foi sendo moldada no decorrer da competição, existem boas peças no banco de reservas e deve existir uma sensação no grupo de querer mostrar bem mais do que nos confrontos anteriores contra Taubaté.

VEJA TAMBÉM

+ A tabelas das quartas de final da Superliga masculina

+ Jogo das Estrelas do basquete dá mais um exemplo ao vôlei



MaisRecentes

Dinheiro chinês desequilibra a VNL



Continue Lendo

Coluna: O nível europeu está altíssimo



Continue Lendo

Coluna: Sinal de alerta com a base



Continue Lendo