Análise da estreia do Brasil no GP



Um bom teste. Assim resumo a estreia brasileira com vitória sobre a Itália pelo Grand Prix, nesta quinta-feira, na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro.

O 3 a 1 (23-25, 25-15, 25-15 e 27-25) serve para tirar algumas conclusões sobre o estágio atual das bicampeãs olímpicas a menos de dois meses para a Rio-2016.

Comemoração brasileira na Arena Carioca 1 (Divulgação FIVB)

Comemoração brasileira na Arena Carioca 1 com Fernanda Garay, Sheilla e Camila Brait (Divulgação FIVB)

  1. O bom desempenho de Sheilla é um alívio. A oposto, que vem de duas temporadas sem atuar com constância pelo Vakifbank (TUR), demonstrou bom aproveitamento no ataque. Foi a jogadora mais confiável no fundamento em grande parte da partida. Terminou o duelo com 15 pontos. É inegável o talento da camisa 13. É inegável também que ela em forma muda o status do Brasil.
  2. Camila Brait começou o Grand Prix muito insegura no passe. E o estilo de jogo do Brasil depende muito da qualidade deste fundamento. Dá para dizer que a atuação da líbero serve como termômetro do time. Quando ela se estabilizou a performance da equipe como um tudo melhorou.
  3. Juciely, uma das jogadoras que ainda briga para permanecer entre as 12 para a Rio-2016, ganhou um voto de confiança ao começar como titular, na vaga que, em tese, seria de Thaisa. Apareceu bem no ataque após a estabilização do passe brasileiro, fez algumas defesas, mas não se destacou no bloqueio, pontuando pela primeira vez na metade do terceiro set.
  4. Zé Roberto optou por dar ritmo para o time titular, fazendo apenas inversões de 5-1 em algumas passagens de rede, com Roberta e Tandara, além de uma entrada de Gabi no saque. Para mim é uma principais utilidades do Grand Prix em ano olímpico.
  5. A queda de concentração do Brasil no quarto set foi nítida. Vencer duas parciais por 25-15, em sequência, fez a equipe achar que o jogo tinha acabado. Algo que não pode acontecer numa Olimpíada. O ponto positivo foi a reação, que evitou a ida da partida para o tie-break, após tirar três sets points das italianas e levantar o ginásio com o triunfo.
  6. O desempenho do Brasil, em grande parte do confronto, foi muito facilitado pelos erros da Itália. Foram 29 pontos de graça dados em falhas no ataque, saque, passe… É verdade que a Azzurra tem uma base muito jovem. Mas é erro demais para um jogo deste nível. Egonu foi a jogadora mais acionada e maior pontuadora do time (15 acertos).

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