Alerta: ginásios brasileiros precisam melhorar. E muito!



A notícia principal do único jogo de quinta-feira da Superliga masculina era para ser: BMG/Montes Claros impõe segunda derrota ao RJX.

Mas vamos voltar a um assunto levantado na véspera por William, do Sada/Cruzeiro: chuva e a situação dos ginásios http://wp.me/p1b2tr-Jr

Pela segunda vez, goteiras forçaram que uma partida fosse interrompida pela arbitragem. Na quarta-feira, o jogo do Sada/Cruzeiro, em Contagem, sofreu com o mesmo problema e durou mais de 2h20 para finalizar três sets. Ontem foram 2h40 para serem disputados 4h.

Durante a parada, entre o terceiro e quarto sets, o campeão olímpico Dante até tratou com bom humor o acontecido, mas sem esconder a insatisfação. Como já se passava das 23h e o regulamento dá um limite de quatro horas para que o jogo continuasse, ele questionou até que horas da madrugada ficaria em quadra. O SporTV transmitiu o jogo. Será que ficaria esperando se demorasse tanto tempo assim? Duvido!

Tenho sensibilidade suficiente para admitir que Minas Gerais está sendo muito castigada pelas chuvas. É só ver os noticiários de TV e sites.  Mas o acontecido merece atenção especial da CBV.

A Superliga, a cada ano, vê os clubes se reforçando, repatriando craques da Seleção e buscando estrangeiros. O nível só aumenta e virou o lema da competição. Mas o torcedor, também ano a ano, reclama das condições de vários ginásios. Os internautas das mais diversas cidades do país e que frequentam os jogos da Superliga vão listar uma longa lista após publicação do post. Felizmente, jogadores começam a levantar a voz sobre isso.

É preciso que a entidade cobre mais firmemente os clubes para que os ginásios ganhem um melhor tratamento. Se o ginásio é da prefeitura, que os clubes cobrem dos prefeitos. Se é do estado, que a secretária de esporte seja acionada. Se é particular, que os clubes se virem. Torcedores merecem mais conforto. Não dá para ficar com guarda-chuva aberto dentro do ginásio, né?

Jogadores precisam de condições dignas para jogar. Vestiários decentes, quadra que não escorregue… Fica o alerta.

PS: Vamos falar do jogo. O BMG/Montes Claros fez o sinal de alerta do RJX acender. O time mineiro comprovou que o supertime montado por Eike Batista sofre muito com a falta de entrosamento, já que o quarteto da Seleção (Dante, Marlon, Lucão e Théo) pouco treinou com o restante do grupo. Já são duas derrotas seguidas e apenas um set vencido.  Vai dar tempo de se encontrar ainda neste turno? Os mineiros, que não têm nada a ver com isso, provaram que a escolha de Jorge Schmidt foi correta. Reffatti e o argentino Pereyra estão fazendo a diferença.



  • Concordo com você. O mais engraçado é que no regulamento a CBV faz um monte de especificação sobre o piso da quadra, o posicionamento dos times na execução do hino e tal, mas não tem nada referente a ginásio e suas condições, Dúvido que haja uma vistória da confederação aos mesmos.
    Ano passado aconteceu no jogo Macaé e Volei Futuro que o Sportv estava transmitindo. Eu já fui no José Liberati e vi ao vivo as goteiras. Um esporte com a reputação vôlei não pode dar umas mancadas dessas. Depois reclamam que só tem competições na Ásia. É lá que estão os melhores ginásios do mundo. A FIVB não quer vir jogar nos que tem aqui.

    Aliás, não sei se já te apresentei o guia da Superliga que fiz. Tá muito completo. Todos que viram elogiaram. São 80 páginas que produzi sozinho. Segue o link. Obrigado

    http://t.co/4mvnvcuS

    • emanuella

      Luis, já vi antes, mas queria parabeniza-lo mais uma vez, você merecia um patrocínio para colocar isso literalmente no papel.

    • Bia Ferraz

      Eu já tinha visto, parabéns pela iniciativa, está demais!

  • Paula

    Me corrijam se seu estiver errada. Como atuam juntos na seleção, o entrosamento entre Marlon, Lucão, Dante e Théo não deveria ser maior? No jogo de ontem vi uma atuação do Marlon, com o perdão da palavra, sofrível. Os ataques eram sem potência e foram muitos erros de saque. O RJX foi criado como uma nova potência, mas até agora não mostrou a que veio.

    • Marcelo Almeida

      Com certeza deveria estar com melhor entrosamento entre o quarteto, mas imagino que o maior problema esteja no passe e saque. Muitos erros!!

      O Chupita por exemplo, um dos destaques da Seleção do PAN, estava tão mal no 1º set, foi substituído e nem se quer voltou para o jogo mais. E outro o Alan, por estar treinando a mais tempo com a equipe deveria estar bem melhor, o que não acontece!

      • Bethania

        Não entendo como são feitas as estísticas da Superliga, pois se o Marlon jogou tão mal, assim como todo o time, como ee pode estar liderando como melhor levantador? Daniel, vc pode fazer um post explicando como são feitas essas estatísticas?

  • Mauricio

    pereyra jogou muito. será a superliga (masculina e feminina) dos estrangeiros pereyra e hooker?

    ginásio com goteira é o fim dos tempos para quem vai sediar jogos olímpicos em 4 anos.

    • Geraldo

      Eu incluiria o Camejo nesta lista sua amigo!

  • emanuella

    Não foi o Willian que levantou o problema, o problema já existe a muito tempo, e duvido que exista um ginásio no Brasil que não tenha esse problema, talvez o maracanazinho. é um loucura que isso aconteça com tanta frequência, vale lembrar que a Cimed teve que cancelar um jogo aqui em Floripa porque chovia no ginásio.
    agora na época de chuvas no Brasil difícil vai ser uma rodada que não tenha pelo menos um jogo interrompido por chuvas.

    • Daniel Bortoletto

      William teve coragem de falar. Se for olhar os textos dos releases, o assunto goteira é ignorado, como se não existisse.

    • torcedora de volei

      O Placido Rocha em Araçatuba foi todo reformado. E graças ao trabalho do Volei Futuro o ginásio é de primeira. Não tem goteiras, arquibancada confortável, banheiro (acredite) super limpo e cheiroso. Com papel higiênico branco e papel toalha de primeira qualidade. Parabéns Marcela e Basilio.

      • Gabriel

        É verdade. Mesmo na época em que o Vôlei Futuro tinha equipes modestas, o ginásio Plácido Rocha já possuía teto impermeável. A reforma de 2010 foi um marco: instalaram-se cadeiras numeradas, banheiros foram melhorados, inauguraram a lojinha. É realmente muito bom torcer por lá.

        • Iceman

          Aqui em Juiz de Fora também choveu muito. Mas na hora do jogo UFJF x SESI não havia uma gota de chva no piso (mas bastante de suor…). Mas infelizmente os banheiros deixam muito a desejar: são poucos e não possuem coisas básicas como papel higiênico e papel toalha. Parece que isso é cultural no Brasil… será que é tão difícil ter e manter banheiros decentes? Até na empresa em que trabalho (uma gigante siderúrgica multinacional) os banheiros são vergonhosos… aliás é difícil de ver no Brasil alguma coisa de uso público que se possa orgulhar…

  • Marcelo Almeida

    Infeliz o problema das goteiras é recorrente em vários ginásios. Estava ontem no Tancredo Neves e ele até suportou bem as primeiras pancadas de chuva, mas após um verdadeiro dilúvio não resistiu. O que também não justifica a falta ou melhoria das estruturas.

    Sobre o jogo, Montes Claros entrou muito focado, destaque para Pereyra que tem muito recurso. Vamos ver se o Montes Claros continua nessa crescente, o que espero!!

    Abraços

  • emanuella

    quem não lembra do mundial feminino de basquete em São Paulo que chovia no Ibirapuera e uma jogadora Australiana levou um tombo feio. não dá para entender porque isso é tão comum no Brasil.

  • Jailson

    O Brasil (país) e o vôlei podem chegar ao topo mas com uma base tão deteriorada não consegue se firmar por muito tempo.Avante Brasil.Planejamento,respeito e educação é a base de um país mais forte.

  • Simone Gomes

    Pessoal, o Marcela Constantino e Basílio transformaram o Plácido Rocha em um ginásio de primeiro mundo, com Tribuna de Honra para os chiques, rs, local especial para cadeirantes, cadeiras especiais para obesos, tudo numerado, vc pode chegar a hora que for, seu lugar está lá garantido.
    Lá tem uma super lanchonete que é tudo descartável para o pessoa poder comer pipoca e tomar refrigerante enquanto assiste o jogo, cabines todas reformuladas para a imprensa, uma loja linda que vende somente acessórios e roupas da grife do VFuturo, quadra de primeira, som de primeira com direito a um DJ Ricardo Oliveira que é top, é climatizado, vários seguranças para orientar a torcida, local seguro para levar crianças é nosso Ginásio em Araçatuba.
    Os banheiros são limpos, com papel toalhas, cabine especial para cadeirante, etc…
    Não dá para inúmerar a organização do Ginásio, cada jogo que tem aqui é um espetáculo onde compensa pagar cada centavo pelo conforto e segurança.
    Ir a um jogo de voleibol em Araçatuba é como ir no cinema, no teatro, o pessoal aqui se apronta e se prepara dias antes para o evento.
    Apesar de caber apenas 2.500 pessoas, é realmente um modelo a ser seguido por outras cidades que deveriam fazer o mesmo.
    Investir nesse esporte que é maravilhoso e fazer a alegria de muitas famílias
    O Plácido Rocha serve de exemplo, quem não conhece deveria vir conhecer.

    • Leonardo

      Concordo plenamente!!!! Apesar do ginásio ser municipal, o Volei Futuro é que transformou aquele ginásio nesse local tão agradável como é hoje. Daniel, você já conhece o Plácido Rocha e a estrutura do Volei Futuro? se não, venha conhecer, entre em contato com a diretoria que com certeza terão o maior prazer em recebe-lo.
      Abraços

  • Rose

    Se é tudo tão perfeito como no jogo entre o volei futuro e solly no campeonato paulista ocorreu o tombo de Paula Pequeno e Jú Costa???

    • Gabriel

      Nesse dia houve falha na secagem da quadra pelos meninos. Não chovia, e o ginásio de Araçatuba não tem goteiras.

    • Leonardo

      Caso vc nao tenha reparado, da Paula foi durante uma jogada, o piso estava molhado de suor e da Ju Costa ela nao escorregou, simplismenteu errou o tempo da bola e caiu. E outra, aquele jogo nem chuva teve… Arruma outra coisa pra falar mal, essa nao deu certo…

    • Simone Gomes

      Não sei se você sabia Rose, mas atletas também caem no chão, pisam em falso, escorregam.
      Nunca ouviu falar?
      É só assistir um jogo de volei que vc aprende! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Felipe Lima

    Quem roubou a cena no jogo, na verdade foi o “Moleque Sirene”!!

  • GRACA

    Depois reclamam que a FIVB prefere o JAPAO para sediar a maioria dos campeonatos de volei. No JAPAO tem NEVE, TERREMOTO, MAREMOTO, TSUNAMI, VULCAO etc… No BRASIL nao tem nada disso so’ tem chuva!!! Se no JAPAO mesmo com todos aquelas contorversias da NATUREZA os GINASIOS sao excelentes e dao conta do recado, pq no BRASIL que so’ tem chuva os ginasios nao aguentam??? Imaginem se aqui NEVASSE e tivesse TERREMOTO, seria o FIM DO VOLEIBOL NACIONAL!!!

  • GRACA

    DANIEL, a desculpa de desentroasamento no RJX nao e’ suficiente… Afinal de contas MARLON, LUCAO, THEO e DANTE jogaram muito mais tempo juntos do que PEREYRA e o resto do time de MONTES CLAROS. PEREYRA foi um dos grandes destaques da partida, mesmo com pouco entrosamento e tendo estado na selecao argentina na COPA DO MUNDO. Acho que o MOC jogou melhor que o RJX e so’ isso, com boas atuacoes tambem dos ponteiros LEO CALDEIRA e REFATI. Entrosamento nao e’ a melhor desculpa para a derrota do RJX.

  • Rodrigo

    Exemplo a ser seguido também é o do Minas Tênis Clube: possui um padrão de instalações de 1º mundo, o ginásio é espetacular, climatizado, etc.; e o melhor é que o clube investe constantemente em inúmeras modalidades olímpicas, com visão de planejamento de futuro e crescimento sustentável. Quem conhece o clube sabe muito bem do que estou falando. Apesar de parecer que está na contramão dos demais times grandes do volei feminino (por exemplo), por não ter formado um “time de estrelas” e nem entrado na ciranda inflacionária dos sálarios pagos pelo Sollys, Unilever, Volei Futuro e Sesi, acredito sim que a postura do Minas é a de quem busca a perenidade e o futuro do esporte neste país. Os atletas tem acesso a melhor estrutura possível no país para treinarem e disputarem no alto nível, recebem salários justos (sem nenhum exagero) e devem se sentir orgulhosos de fazerem parte da história do clube. Vale a sugestão para os outros clubes: tomem o exemplo do Minas como paradigma e benchmarking do esporte nacional, e aí sim teremos chances maiores de nos tornarmos uma potência olímpica. 2016 já está batendo à porta!

    • Carlos Eduardo BH

      Comentário perfeito!!!

MaisRecentes

Definidos os grupos do Mundial masculino de clubes



Continue Lendo

As quartas de final do Paulista masculino



Continue Lendo

Bruninho e Renan analisam conquista



Continue Lendo