Ainda existem elogios possíveis para o Sada/Cruzeiro?



Eu admito que minha criatividade para escrever sobre títulos do Sada/Cruzeiro já acabou faz tempo.

Neste sábado, em Montes Claros, o time de Marcelo Mendez conquistou pela quinta vez o Campeonato Sul-Americano, após bater o Lomas, da Argentina, por 3 sets a 0, parciais de 25-19, 25-18 e 25-20.

O pentacampeonato (2012, 2014, 2016, 2017 e 2018) faz o time igualar o recorde de conquistas brasileiras, agora ao lado de Paulistano e Banespa, com resultados obtidos nas décadas de 1970 e no início da de 1990, respectivamente.

De quebra, mais uma vez a vaga do continente no Campeonato Mundial de Clubes será cruzeirense.

Mais uma conquista do Sada/Cruzeiro no continente (Andréia Santos/Divulgação)

Já são 30 títulos conquistados pelo projeto mineiro desde 2010. Foram 38 competições disputadas, com presença em 34 finais. Talvez esse três números expliquem melhor do que qualquer outra palavra escrita por mim a grandeza e a competência do Sada/Cruzeiro.

A seleção do Sul-Americano também contou com presença maciça dos jogadores celestes. Cinco foram premiados individualmente: Simon foi o melhor jogador do torneio, enquanto Leal, Serginho, Nico Uriarte e Isac foram escolhidos como melhores em suas posições.

Festa cruzeirense no pódio (Uarlen Valério/Divulgação)

– Essa nossa família Sada Cruzeiro está de parabéns, mais um título de Sul-Americano e mais uma oportunidade de disputar o Mundial de Clubes. É mais um ano em que estamos firmes, ganhando títulos e mostrando a nossa força. Esta equipe está toda de parabéns, atletas, comissão técnica, que segue fazendo um trabalho maravilhoso – comentou o capitão Filipe.

Vai soar repetitivo, mas é impressionante o trabalho de Marcelo Mendez à frente do projeto. É o estrangeiro mais vitorioso do vôlei brasileiro e há tempos mostra competência de sobra para assumir uma seleção de ponta no cenário mundial.

Por fim, apenas um recado aos fãs cruzeirenses e do vôlei em geral. Somos privilegiados pelo acompanhamento da história sendo feita diante dos nossos olhos. O que o Sada/Cruzeiro faz nesta década será tratado, nos livros, como algo histórico.

PÓDIO

Na disputa pelo terceiro lugar, Montes Claros fez a festa da torcida local ao superar o Bolívar, outro representante argentino, por 3 sets a 1.

O triunfo foi construído de virada: 28-30, 25-23, 25-23 e 25-15.

 

 



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