Ah, o calendário!



Gostaria muito de estar aqui escrevendo sobre bons jogos, atuações individuais e a classificação da Superliga. Mas admito que algumas notícias tiram o meu humor.

Na quarta-feira passada, lá no Seminário sobre Gestão do Esporte, em Belo Horizonte, um dos assuntos que levantei na mesa-redonda foi calendário. Os esportes brasileiros conseguem confundir o público que não é tão especializado (diferentemente de vocês, tarados pelo esporte) graças ao confuso calendário. E o vôlei é um deles. Hoje é jogo do Estadual, amanhã da Superliga, na sexta dos Jogos Abertos…

Será que alguém acha normal permitir que os Estaduais e a Superliga sejam disputados simultaneamente? É bom para quem que um compita com o outro?

Assim foi na reta final do Paulista, repetiu-se dias atrás com a disputa dos Jogos Abertos do Interior em SP e SC e agora se repete outra vez com as semifinais do Gaúcho masculino.

Vejam só a situação do Voleisul/Paquetá Esportes. Nesta quinta-feira, confronto contra o Ziober/Maringá pela competição nacional, às 21h. No sábado, às 20h, semifinal estadual contra o time de Passo Fundo. Domingo, às 16h, o segundo duelo valendo vaga na final do Gaúcho, às 16h. Estou maluco ou alguma coisa está muito errada no calendário nacional? Isso não ajuda a tirar o prestígio do principal produto da temporada de clubes, a Superliga? Também não esvazia o Estadual?

Até entendo que 2014 foi um ano atípico com os Mundiais de seleções. Mas parece não haver conversa entre os envolvidos (confederação, federações, dirigentes dos times…). Parece não haver também mais indignação de clubes e jogadores durante uma maratona de jogos por torneios distintos. Tudo já virou “normal”. Infelizmente.



  • Afonso RJ

    Na verdade concordo, mas em parte. Vale lembrar que no futebol, por exemplo, é comum essa superposição de competições. A cada ano temos os estaduais, o brasileirão, libertadores, copa do brasil. E não é só aqui. Na Europa há competições nacionais e continentais que se superpoem. E isso sem falar nas cada vez mais frequentes “datas FIFA”.
    O que se tem que fazer é um melhor equacionamento das datas e um melhor esclarecimento do público. Exemplo: até agora a própria página da superliga no site da CBV está “out”. Assim, fica difícil…

    • “Doidinha por vôlei”

      Prezado Afonso RJ! Os Campeonatos de Futebol na Europa não são superpostos como os do vôlei brasileiro, é muito diferente meu caro. Veja que as rodadas dos campeonatos nacionais da Inglaterra, França, Alemanha, Itália etc. são jogados integralmente e cronologicamente. Além disto os jogos que você se refere de Copas são em dias de semana 3ª e 4ª feira (jogados somente por alguns clubes), não fazendo superposições sobre as competições nacionais. Além disto a Superliga é jogada 2ª, 3ª, 4ª,5ª, 6ª (22:00 horas) ,sábado (22:00 horas) e domingo, tendo inclusive jogos aos domingos as 12:00 horas, é ao MEIO DIA! UM TREMENDO ABSURDO! Apesar do grande nº de jogos, incluindo-se as datas FIFA que você cita (mas quando se joga as datas FIFA, os campeonatos nacionais são paralisados). Lá também os jogadores tem férias de 30 dias e no vôlei te pergunto quando é que são as férias dos jogadores? Pergunta para o Anderson dos USA? Portanto não faça este tipo de comparação porque ela não existe. O futebol pelo menos o dos grandes países da Europa é superorganizado. Não é esta BAGUNÇA que se vê na Superliga, onde um jogo da 10ª rodada é jogado junto com os jogos da 2ª e portanto antes dos jogos da 3ª,4ª,5ª,6ª,7ª e 8ª. E os campeonatos Regionais são jogados concomitantemente com a Superliga.

      • Afonso RJ

        Quer dizer então que não há superposição de campeonatos de futebol? Por favor. Claro que há. E não importa se um campeonato é jogado nos fins de semana enquanto o outro em 4as e 5as. A superposição continua configurada. Aqui no Brasil, hoje teremos Atlético x Cruzeiro pela Copa do Brasil, e no fim de semana ambos os times jogam pelo campeonato brasileiro. Isso não é superposição de campeonatos? E quando há datas FIFA eu vejo um monte de clubes, inclusive europeus esperneando para não ceder jogadores de forma a não serem prejudicados em campeonatos que estão disputando. Só como exemplo, na última data FIFA o goleiro do Vasco pediu dispensa da seleção uruguaia para não desfalcar o time na reta final da série B. E a que horas são os jogos de futebol aqui no Brasil? Boa parte também é às 22hs para não coincidir com o horário das novelas! Se o poderoso futebol se curva ante a TV, que dirá o vôlei. Acho que tem mais é muito mimimi nessa história de atletas não terem férias, superposição de jogos, calendário, etc… Coitadinhos. A grande maioria dos trabalhadores não só no Brasil mas na maioria dos países do mundo enfrentam condições muito piores (e não vale citar excessões como a Noruega ou Suécia). E o Anderson que você citou, na minha opinião é um choramingão que ficou com saudades da mamãe. O que eu concordo é que uma melhor organização e principalmente uma melhor divulgação são na verdade o X do problema.

        • VOLLEY WORLD

          Afonso meu caro,
          Acho que você não leu direito o meu comentário sobre o que o amigo escreveu. Afonso eu escrevi bem claro: Os campeonatos de futebol na Europa, eu disse EUROPA, Afonso. Eu não falei de campeonatinhos brasileiros, nem de jogos de Seleção Paraguaia. Quando das datas FIFA, os campeonatos da Inglaterra, da Itália, da França, da Espanha etc. São todos paralisados. E os clubes europeus reclamam é do desgaste que seus jogadores sofrem para ter de jogarem pelas Seleções de seus Países e não por jogarem desfalcados deles, isto não acontece, REPITO: Não há superposição de jogos nestes Países. Jogam os campeonatos Nacionais, Copas da Europa, Copa das Ligas etc. Mas, tudo isto em datas diferentes e quando vem a data FIFA, não há jogos de nenhuma destas competições. Portanto não existe porque comparar o a organização do futebol na Europa com a organização do vôlei da Superliga. Eu não falei em momento algum de Campeonato Brasileiro, de Copa do Brasil ou de outras competições chinfrins que têm neste também bagunçado futebol do Brasil que em termos de BAGUNÇA é igualzinho ao vôlei brasileiro.

          • “Doidinha por vôlei”

            Favor colocar CORRETAMENTE o meu nome: “Doidinha por vôlei” e não VOLLEY WORLD!
            Ass. “Doidinha por vôlei”. Obrigado!

          • “Doidinha por vôlei”

            O erro está na resposta enviada hoje para o Afonso no Comentário. “Ah, o calendário!”.
            Obrigado,
            “Doidinha por vôlei”.

        • “Doidinha por vôlei

          Prezado Afonso, creio que o amigo não leu corretamente os meus comentários. Eu disse claramente que os campeonatos de futebol na Europa, não são superpostos como os do vôlei brasileiro. Eu jamais falei de campeonato brasileiro de futebol, nem muito menos de Copa do Brasil e outros campeonatos “chinfrins” de futebol do Brasil, que são realmente idênticos aos do vôlei, uma BAGUNÇA. Mas, eu falei e REPITO: Os campeonatos nacionais da Europa, campeonatos da Inglaterra, França, Itália, Espanha etc., nestes meu caro Afonso quando das datas FIFA, eles são paralisados, não há jogos do campeonato inglês quando a Seleção inglesa joga nas datas FIFA. E os clubes europeus RECLAMAM SIM, DO DESGASTE QUE OS JOGADORES DESTES CLUBES EUROPEUS SOFREM, QUANDO JOGAM POR SEUS PAÍSES NAS DATAS FIFA.

  • Felipe

    Se diretoria, Co. Técnica, jogadores não protestam o que podemos fazer.

  • Murilo

    Daniel, porque nao tem comentado nada sobre os jogos em andamento? Estamos sentindo falta do espaço.

    • Daniel Bortoletto

      vou retomar aos poucos, assim que uma tempestade passar por aqui

      • Murilo

        Uma sugestão: abre um tópico “livre” para comentarmos sobre as rodadas, ect.. Tem btt gente aqui que pode contribuir com boas avaliações

        • Daniel Bortoletto

          podem comentar à vontade, Murilo. O que mais gosto aqui no blog é ver tanta gente que entenda muito de vôlei.

  • Eduardo

    Vocês estão querendo muito de um campeonato que tem jogo da 2ª rodada que ainda não foi disputado. Essa semana temos jogos da 6ª, 7ª e 8ª rodadas, ou seja, não conseguem nem montar uma tabela cronologicamente organizada, quanto mais respeitar a divisão de espaço para os campeonatos nacional e estadual.
    Abraços

    • JR

      Infelizmente e bem isso. Nao consigo entender uma tabela tao baguncada, cheia de “encaixes”….A SL masculina tem doze times, mas nao ha uma rodada sequer em q todos tenham um numero igual de jogos. Sempre tem um capenga com jogo a mais, outros com ate dois jogos a menos…

  • Arthur

    O time feminino de SJC disputou duas partidas no mesmo dia, Jogos Abertos e SL.

  • Cleverton

    Daniel acredito que não é tudo “virar normal” mas sim desistência mesmo de lutar por algo melhor e mais justo. Te pergunto: do que adianta lutar se no fim tudo continua na mesma? Final em melhor de três é exemplo claro disso. Sem contar que esse mundo do vôlei não há união, cada equipe brigando pelos seus interesses próprios, não deixa de estar errado, mas acaba em conflito com interesse dos outros. No meu ponto de vista faria uma copa do BR para substituir esses regionais, visibilidade pra todos. Primeira semana quem perde está fora. Na segunda e terceira semana melhor de dois jogos com golden set, e a final em três jogos.

  • Edu

    Somente a título de registro e pelo que sei foi inédito em nível de Superliga essa semana o Sportv fez jogos todos os dias da semana e fará até sábado.Acho que esta tentando se redimir das mancadas de ter excluído a transmissão de alguns clássicos tanto do feminino como no masculino.Os horários e que são uma beleza de imprevisíveis.Tanto na parte da manhã, tarde e noite.

  • Billy

    Como esse blog esta parado.Nada de novidades…

  • Aline

    Os cartolas da Confederação Brasileira de Vôlei não pouparam nem sequer os atletas campeões com a seleção brasileira nos anos de 2012 e 2013. Os relatórios divulgados pela CGU (Controladoria Geral da União) apontaram que até a premiação em dinheiro que deveria ser distribuída a jogadores e comissão técnica foi desviada e não contemplou os atletas.

    A CBV deveria distribuir, a seus critérios, R$ 4.6 milhões aos atletas que atingissem os objetivos da temporada 2012, que eram basicamente a Liga Mundial, o Grand Prix e os Jogos Olímpicos de Londres. O recurso também deveria ser compartilhado às seleções de base em competições internacionais.

    Em Londres-12, as meninas ficaram com o ouro, enquanto que os homens terminaram com a prata.

    Assim, a CBV deveria ratear esse total de R$ 4.6 milhões entre jogadores e comissão técnica a partir do desempenho em 2012.

    Enquanto os brasileiros que batalharam pelo país nas quadras tiveram de dividir R$ 1.8 milhão, os cartolas desviaram R$ 2.8 milhões. Ou seja, 61% do que deveria ser dos atletas teve destino diferente.

    O destino da premiação de 2013 também não foi a conta bancária dos atletas. Dos R$ 6 milhões que a CBV tinha, por contrato, que utilizar como bonificação por performance, R$ 4.7 milhões foram usados com essa finalidade. Ou seja, 77% do total.

    A equipe da Controladoria identificou que, ao mesmo tempo em que o bônus passou a não ser inteiramente distribuído, houve um aumento de despesas administrativas e operacionais entre 2010 e 2013 em percentuais muito maiores que os índices inflacionários do período. E foi justamente nesse contexto que a CBV contratou empresas de dirigentes, ex-dirigentes e de seus parentes.

    “Os atletas estão se manifestando [nas redes sociais] de forma prejudicial ao voleibol, mas nunca falaram do bônus. A CBV sempre ultrapassou o valor oferecido como bônus. Sempre pagamos a mais. Temos outros patrocinadores que também contribuem com esse pagamento”, disse o atual superintendente da confederação, Neuri Barbieri, ao programa Redação Sportv, na manhã desta sexta-feira (12).

    O Banco do Brasil anunciou na quinta-feira (11) que interrompeu o repasse de verbas à Confederação Brasileira de Vôlei, de quem é patrocinador desde 1991. A decisão ocorreu no dia da divulgação do relatório da Controladoria Geral da União.

    O órgão do governo federal apontou irregularidades em contratos que, juntos, somam R$ 30 milhões em pagamentos feitos entre 2010 e 2013 pela CBV com verba advinda do patrocínio do banco estatal. Ao verificar a gestão da confederação e o destino dado aos recursos federais obtidos, os auditores da CGU detectaram treze contratos com irregularidades. O contrato de patrocínio era no valor de R$ 70 milhões.
    Nota da CBV na íntegra:

    Em meio as notícias que envolvem o voleibol brasileiro, posterior ao relatório da Controladoria Geral da União e, principalmente, depois do posicionamento da CBV em acionar judicialmente os responsáveis pelos contratos e pagamentos suspeitos na gestão do ex-presidente Ary Graça, a modalidade mais vitoriosa do esporte do nosso país foi mais uma vez surpreendida com um duro golpe.

    Nesta sexta-feira (12.12), a CBV recebeu a decisão da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), presidida por Ary Graça, sobre fatos ocorridos no Mundial Masculino, na Polônia, em setembro. O técnico Bernardo Rezende foi punido com 10 jogos de suspensão e multa de 2 mil dólares. O líbero Mário Junior recebeu seis jogos como punição, Murilo Endres está suspenso por um jogo e o capitão da seleção brasileira, Bruno Rezende, foi multado em 1.000 dólares.

    A CBV repudia a atitude da FIVB um dia depois do seu presidente Ary Graça virar alvo novamente das manchetes dos principais veículos de comunicação do Brasil, numa clara demonstração de retaliação ao posicionamento da CBV frente aos indícios de irregularidades apresentados pela CGU.

    A CBV está prestando suporte jurídico aos ídolos brasileiros e vai apresentar recurso em instância superior. Mais do que isso, em solidariedade aos nossos jogadores, ao nosso técnico multicampeão e em respeito ao torcedor brasileiro, a CBV, por decisão do presidente Walter Pitombo Larangeiras, comunica que não realizará em solo brasileiro a fase final da Liga Mundial, prevista para acontecer no Brasil em julho de 2015.

    Entendemos que o torcedor brasileiro ficará frustrado por não ter a oportunidade de ver aqui as melhores equipes do voleibol mundial, mas a CBV não compactua com as práticas desenvolvidas pela FIVB e toma essa atitude para resgatar o respeito que o Brasil tem e merece no cenário esportivo internacional.

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