Adivinha quem está em mais uma final de Superliga?



Time de Bernardinho = final de Superliga feminina. Pela 14ª vez consecutiva, o projeto liderado pelo treinador, nesta temporada patrocinado pelo Sesc, está na decisão da principal competição nacional do país.

Neste sábado, o Sesc fechou a série semifinal em melhor de cinco contra o Camponesa/Minas em 3 a 0, após a vitória por 3 sets a 1, parciais de 25-11, 21-25, 25-18 e 25-18, na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro.

Uma marca extraordinária, que merece os aplausos pela competência em se reinventar ano após ano. E talvez a atual reinvenção, após lesões de Gabizinha, Gabiru, Juciely, Monique, entre outras, durante a campanha, transforma a vaga garantida na final em algo ainda mais especial.

A central Juciely, uma das jogadoras que mais representam a longevidade do projeto, ficou com o Troféu VivaVôlei Cimed.

– Sabemos o que passamos para chegar a essa 14ª final consecutiva. Foi um ano bem diferente, marcado por muitas lesões em toda a equipe. No momento que mais precisamos, todas as jogadoras se ajudaram e conseguimos chegar em mais uma final. Do outro lado, enfrentaremos uma grande equipe seja qual for o time que se classificar para a decisão. Fico feliz em estar em mais uma final – disse Juciely, que vai para sua oitava decisão de Superliga.

O terceiro jogo da semifinal da Superliga Cimed Feminina começou com um verdadeiro massacre. O Sesc fez 25 a 11 no primeiro set e abriu 10 a 3 no segundo. O Minas estava irreconhecível, ainda com o semblante abatido desde a virada sofrida ao abrir 24 a 20 no quarto set do jogo inicial, em BH. E ainda sem Carol Gattaz, a capitã, lesionada. A fatura parecia estar liquidada.

Comemoração do Sesc após a vaga na decisão (Marcos de Paula/Divulgação)

Stefano Lavarini, que havia iniciado o jogo com Rosamaria e Pri Daroit no passe, arriscou tudo ao tirar Hooker, colocar Newcombe no passe e deslocar Rosamaria para a saída de rede. Durante uns 20 minutos, o Minas de boas atuações na temporada, de título sul-americano conquistado sobre o Sesc, apareceu. O passe passou a chegar às mãos de Macris, a virada de bola foi estabilizada e até sorrisos apareceram. E permaneceram até o 3 a 1 do início do terceiro set.

Daí em diante aquele Minas sumiu mais uma vez e as donas da casa tomaram conta do jogo. Delírio total para a torcida carioca, que pegou no pé de Rosamaria e Hooker, principalmente, durante os dois jogos na Jeunesse Arena.

– Essas três derrotas na série não apagam uma temporada histórica. O foco final era a Superliga, mas essa equipe soube se superar em diversos momentos. A Carol (central) é um exemplo e jogou no sacrifício esses últimos jogos. No geral, o saldo é positivo e a imagem que fica é do nosso time guerreiro e saímos da temporada com a cabeça erguida – analisou Rosamaria.

O Sesc aguarda agora o vencedor da série entre Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé para conhecer o adversário na decisão. O time de Uberlândia vence por 2 a 1 e joga o primeiro match point nesta segunda-feira, no Ginásio José Liberatti, em Osasco.

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