Adeus honroso do instável Brasil no Mundial Juvenil



Na sua despedida do Mundial Juvenil masculino, a Seleção Brasileira repetiu a instabilidade mostrada em toda a competição, mas venceu o Irã, no tie-break, com parciais de 25-22, 20-25, 19-25, 25-22, 15-10, garantindo o quinto lugar, no Maracanãzinho.

O oposto Luan Weber, com 29 pontos, liderou o Brasil, seguido pelo ponta Lucarelli, com 17. O jogador do Vivo/Minas foi o atleta mais regular do time durante o torneio.  É bom prestar atenção nele na próxima Superliga. O central e capitão Otávio, que também defende os mineiros, e por pouco não perdeu o Mundial por lesão, é outro que merece ser visto de perto.

Logicamente, o quinto lugar não merece comemoração, já que a Seleção defendia o título e existia a expectativa de, ao menos, brigar por uma medalha em casa. Vale como alerta, mas não como caça às bruxas. Existem gerações melhores do que outras. Ponto final. Existem também países que durante um ciclo evoluem na categoria, caso específico da Argentina. E segue o jogo.



  • Fernando

    Lendo pela internet comentários de torcedores, algumas pessoas da mídia de volei , estou impressionado como estão massacrando esses meninos. É como você disse, existem geração mais talentosas que as outras, nem sempre vai dar pra ganhar, não é sempre (aliás, é quase nunca) que se aproveita todos os jogadores numa seleção adulta. E essa geração aí certamente não é a mais talentosa do Brasil. Mas vejo palavras como “vexame”, “vergonha” sendo usado por muitos pra falar dessa campanha. Uma pena estarem sendo tratados assim por algumas pessoas. Até porque apoiar que é bom ninguém quer. Ginásio vazio, pouco espaço na mídia, pouca divulgação, situações inadmissíveis pra um campeonato realizado no país, do esporte mais vitorioso do país. O fato é que o Brasil foi muito irregular toda competição juntando ao fato de não ser a melhor geração que apareceu, não tinha como o resultado ter sido outro. Mas os meninos passaram muito tempo lutando por isso, treinando por esse momento, acho que merecem o mínimo de respeito.
    No mais, concordo que Lucarelli e Otávio merecem ser vistos com carinho na Superliga. Lucarelli principalmente, ele tem o dom, já é um jogador quase pronto. Otávio menos, mas vejo muita chance de se desenvolver bem, principalmente quando estiver inteiro, ele já deu provas disso no adulto do Minas. E não dá pra esquecer outros também. Eles ainda tem uma carreira pela frente, ainda podem se desenvolver e surpreender. Quantos atletas são destaques no juvenil e não dão certo no adulto e quantos passam batido no juvenil, mas de repente arrebentam no profissional.
    Só espero que o Brasil continue com um bom trabalho na base, acho que temos que ter um cuidado maior com os técnicos ( achei o Brasil mal treinado), pois são importantíssimos nesse processo. O trabalho tem que continuar, geração melhores que as outras vão acontecer, mas o trabalho precisa continuar.

  • Jairo (RJ)

    Daniel,
    Você que pode acompanhar melhor essa competição pode me dizer:
    1) Quais seleções foram Argentina, citada por vc, apresentou bom padrão de jogo?
    2) Quanto a Argentina, a evolução apontada pela garotada pode ser o complemento que a seleção principal dirigida pelo Weber precisa, visando já Londre 2012?

    • Daniel Bortoletto

      1 – regularmente apenas a Rússia. Outros oscilaram muito.
      2 – não é visando Londres apenas. É um trabalho que já pensa em 2016, 2020.

  • Jairo (RJ)

    Ops!!! ……corrigindo
    1) Quais seleções fora a Argentina, citada por vc, apresentou bom padrão de jogo?

  • Afonso (RJ)

    Muito bom o comentário do Fernando. Concordo com tudo.
    Apenas gostaria de fazer uma observação: A evidente falta de vibração da equipe! Não sei se se deveu à falta de trocida, ao fato de estar disputando “apenas” o quinto lugar, mas o fato é que a Mari me parece mais vibrante do que qualquer jogador hoje em quadra. Depois de um jogo teoricamente emocionante duramente vencido no Tie Break, a comemoração foi pífia. Não vi ninguém pular, socar o ar, berrar, desabafar, enfim. Simplesmente fizeram aquele “bolinho” no centro de quadra, viraram as costas e partiram par formar fila para cumprimentar os adversários. Esse foi o fato que mais me chamou a atenção nesse time. Pode ser até que eu esteja sendo injusto, mas foi a sensação que tive.

  • Já vi times de base do Brasil, um pouco melhores do que esse.

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  • Luciano

    É eu já tinha cantado a bola aqui em outro comentário de que a Rússia seria a campeã, só não falei contra a Argentina mais era o que eu pensava realmente, pois foram as equipes de melhor performance na competição. Agora segura a Rússia de agora em diante. Campeã da Liga Mundial com uma geração beirando os 25 anos, essa geração pra 2016 e vem mais por aí. É só lembrar que o levantador da seleção principal e o meio de rede Volkov foram campeõs mundiais juvenil ganhando do Brasil com o Bruno de levantador..

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