Acho o Sada/Cruzeiro mais favorito do que a Unilever no Mundial. Entenda o motivo



Fui visitar, no site da FIVB, a lista de inscritos dos participantes do Mundial de Clubes antes de escrever sobre uma suposição que virou constatação: o Sada/Cruzeiro, em tese (repito, EM TESE), tem chances bem maiores de conquistar o título do que a Unilever.

Como os times ainda estão em início de temporada, não posso levar em conta o momento de cada um. Os mineiros anteciparam alguns jogos da Superliga, a Unilever jogou apenas o inexpressivo Carioca e um joguinho do Nacional. E não é diferente com os principais rivais internacional. Por isso, a força do elenco é um fator importante para analisar o Mundial que vem por aí.

No papel, o Trentino seria o time para tirar o sono dos mineiros. Seria se fosse o mesmo das últimas temporadas, com Juantorena, Rapha, Kazyiski. O que sobrou do time italiano após um profundo corte de investimento é um time bom, mas nada excepcional. O central Birarelli é um dos remanescentes. Os levantadores são os experientes Suxho (EUA) e Sintini. Mas o grande perigo é o búlgaro Sokolov, 2,06m, e muita porrada na virada de bola.

Além do enfraquecido time italiano, o Sada/Cruzeiro possui alguns “inimigos” bem conhecidos no Mundial. O Lokomotiv Novosibirsk, da Rússia, tem como uma das referências ofensivas o cubano Camejo, ex-Vôlei Futuro. Já o Panasonic Panthers, do Japão, aposta em Dante para surpreender em Betim. Os argentinos da UPCN importaram o oposto Theo, que se juntou ao compatriota Júnior. Fora essas figurinhas bem conhecidas do público nacional, olho em Kozlov, gigante russo de 2,08m do Novosibirsk, em Olteanu, bom ponta romeno que defende a UPCN e também em Shimizu, um dos “heróis da FIVB”.

Já entre as mulheres, os elencos de Guangdong Evergrande (CHN), Vakifbank (TUR) e Volero Zurich (SUI) são bem mais qualificados. Por isso prevejo mais dificuldades para a Unilever.

No time da casa, uma incrível torre de babel. O Volero possui brasileira (Karine), cubana (Carcaces), japonesa (Sano), croata (Natasa Osmokrovic) e ainda três sérvias (Golubovic, Ninkovic e Gogic), uma romena (Onyejekwe) e duas ucranianas (Rykhliuk e Nyukhalova). Ah, e duas suíças completam o elenco. Essa mistureba tem ingredientes interessantes, apesar da cara de time de aluguel, e pode dar trabalho.

O Vakifbank também possui suas gringas, mas “moderadamente”. A alemão Furst, a ítalo-argentina Costagrande, as sérvias Brakocevic e Nikolic, que se juntam a jogadoras da seleção turca, casos de Toksoy e Aydemir. No papel, está acima da seleção internacional do Volero Zurich e é minha candidata para fazer a final com as brasileiras. Vão se encontrar na primeira fase e talvez na decisão.

Por fim, todo cuidado é pouco o Guangdong Evergrande. Time treinado por Lang Ping, comandante da seleção local, que conheça como poucas essa nova geração chinesa, além de contar com duas americanas Hodge e Faucette, além da boa central italiana Guiggi.  Para quem perguntava, Zhu Ting está sim inscrita. 1,95m, salta como poucas e tem muito potencial aos 19 anos de idade.

No masculino, vejo o Sada/Cruzeiro acima de todos os outros, com russos e italianos logo abaixo, com os argentinos com potencial para surpreender e japoneses bem dependentes de Dante. No feminino, quatro times mais equilibrados, com bons elencos e uma tendência maior ao equilíbrio.



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