Os acertos e os erros do Brasil na estreia no GP



O Brasil estreou com vitória no Grand Prix. Em Ankara, na Turquia, 3 sets a 0 sobre a Bélgica, parciais de 25-22, 25-23 e 25-18.

Gostei demais de um fundamento: a defesa. Destaque para a líbero Suelen, que assumiu a posição que era de Léia neste início de ciclo olímpico e vem dando conta do recado após o pedido de dispensa da atleta do Camponesa/Minas. Como escrevi no Twitter durante o jogo, potencial nunca faltou para Suelen. Mas a questão física sempre atrapalhou. Depois da realização de uma cirurgia bariátrica, Suelen perdeu mais de 30 quilos. E é nítido o ganho de agilidade mostrado no Torneio de Montreux e agora no GP. Outras jogadoras também apareceram em diferentes momentos do jogo com ações defensivas difíceis e bem sucedidas, com Rosamaria, Carol, Natália e Tandara. O senso de cobertura também esteve bem apurado nesta sexta-feira.

Menção honrosa para o bloqueio brasileiro. Foram seis pontos no primeiro set, cinco no segundo e mais quatro no terceiro. Carol marcou cinco deles, enquanto Roberta e Bia colaboraram com mais três cada.

Não gostei: a virada de bola. Uma formação com Tandara, Natália e Rosamaria não pode ter tanta dificuldade contra uma seleção como a belga. Desde a formação deste time, ficava claro que Zé Roberto assumiria um risco na linha de passe para ter um ataque mais pesado. E esse peso ofensivo não foi visto em vários momentos. Erros, por exemplo, que fizeram uma vantagem confortável de oito pontos ser diluída erro após erro no primeiro set. O mesmo se repetiu na segunda parcial, com as belgas empatando em 23 a 23. Contra um adversário melhor o resultado poderia ter se complicado.

O passe também demonstrou instabilidade. Porém, pela característica das jogadoras da base titular, é até esperado. Outro ponto a melhorar: a inversão de 5-1 com Naiane e Monique também não encaixou na estreia.

O Brasil terminou com uma divisão bem equilibrada dos pontos: Bia (11), Tandara (11), Carol (11), Rosamaria (11) e Natália (9).



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