Abatido, Brasil fica fora do pódio. Americanas viram e são campeãs



A primeira edição da Liga das Nações feminina terminou neste domingo, em Nanjing, na China, com o Brasil sem medalha e os Estados Unidos campeões.

O bronze escapou da Seleção Brasileira já na véspera. O time não se recuperou do abatimento após a derrota para a Turquia, na semifinal, e foi uma presa fácil para a China, caindo em sets diretos: 25-18, 25-22 e 25-22. E pensar que 48h antes o Brasil vencia a mesma rival por 3 a 0…

Na escalação de José Roberto Guimarães, uma única mudança forçada: Gabiru no lugar de Suelen, com uma fratura na mão. Mas não parecia o mesmo time. O passe como um todo deixou a desejar, Bia, tão eficiente no bloqueio na fase de classificação, só ficou em quadra um set e foi substituída, um saque sem pressionar Ting Zhu & Cia. Fora o astral nitidamente afetado pelo revés da véspera.

Nem de perto foi o Brasil das duas primeiras partidas da fase final. Mais parecia o Brasil do início da Liga das Nações. Foram 19 pontos de graça dado para as chinesas, por exemplo.

Tandara, como sempre, acabou como a maior pontuador do time com 15 pontos, seguida por Gabi, com 11. Ting Zhu terminou o jogo com 20.

Para não minimizar a ausência de Suelen, destaque do jogo anterior contra a China, ela acabou eleita a melhor líbero da competição. Tandara faturou o troféu de melhor oposto.

Gabi no duelo contra o bloqueio chinês (FIVB Divulgação)

– Jogamos muito bem nas duas primeiras partidas. Hoje não tivemos uma boa atuação. Sentimos um pouco a derrota para a Turquia. Derrotas servem para o aprendizado. Temos que trabalhar ainda mais para o Mundial que é o nosso principal objetivo na temporada – comentou Tandara.

Na decisão, a surpreendente Turquia chegou a ter 2 sets a 1 diante dos Estados Unidos. Mas sofreu a virada, encerrando o conto de fadas na Liga com a medalha de prata: 17-25, 25-22, 26-28, 25-17 e 15-7.

Time mais consistente do mundo na atualidade, os EUA tiveram a oposto Bartsch eleita a melhor jogadora da Liga. Contra as turcas, ela anotou 18 pontos, dois a menos do que Hill.

O que tirar desta competição por base para o Mundial do Japão?

– O Brasil com passe e volume de jogo pode encarar qualquer rival, mesmo não tendo mais um elenco com 12 “titulares”. Mas sofre com peças de reposição para mudar jogos mais enroscados. O planejamento físico com Gabi começou a aparecer no fim da reta final, mas creio que houve um forçada aceleração no processo após a lesão de Drussyla.

– Com Natália, Dani Lins e Thaisa, Zé Roberto ganhará ótimas opções. Trio “cascudo” para encorpar e dar maturidade para um elenco que hoje sentiu demais o resultado da véspera. Atualmente, para a formação do grupo das 14, Rosamaria, Macris e Mara correm risco de substituição.

Comemoração americana na China (FIVB Divulgação)

– A presença da Turquia no pódio mostra como o nível está equilibrado no cenário feminino, sem um grande “bicho-papão”. Mas é louvável mais um grande trabalho de Giovanni Guidetti. Eu esperava mais da China e não me surpreendi com a consistência americana, time com melhor elenco do planeta da atualidade. A lista de quem entra sempre brigando por vaga no pódio inclui Sérvia e Rússia, com Itália e Holanda sempre tentando beliscar algo mais. Dificilmente um pódio não será formado pelos países citados neste texto.

– Um pouco mais sobre as americanas. A experiência de Karch Kiraly com a ponta Kelsey Robinson como líbero mostrou interessante. O abraço dela no treinador após a final me pareceu um sinal de agradecimento pela confiança, com o resultado final como retribuição.

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