A volta de Mari



O ano terminou para mim na redação na quinta-feira, mas volto ao blog hoje para escrever sobre um tema que vários de vocês pediram recentemente: Mari.

A atacante voltou a disputar, nesta sexta, uma partida oficial. Na abertura do Top Volley 2013, na Suíça, Mari deixou para trás a cirurgia no joelho e os longos meses de afastamento. Começou na reserva, mas fez passagens importantes em todos os sets e ajudou o Banana Boat/Praia Clube a vencer, de virada, o Cannes, da França, por 3 a 1 (23-25, 27-25, 26-24 e 25-20).

Mari atacou, bloqueou, mostrou mobilidade e recebeu apoio das companheiras de time. E isso é muito importante. O primeiro jogo após uma lesão tão grave é sempre difícil de ser analisado. É impossível saber com precisão o tamanho da influência dos fantasmas psicológicos. Existe o temor dos primeiros saltos, a ansiedade pelo retorno, mesmo para uma atleta experiente, além da falta de jogo mesmo, tanto técnica como fisicamente falando.

Vejo com bons olhos a reestreia ter acontecido em um torneio amistoso e não na Superliga. Spencer Lee terá tempo na Suíça para quebrar o gelo de Mari. Ele tirou bastante o peso da responsabilidade e vai, aos poucos, puder usar uma arma tão importante na competição nacional. Tinha Herrera, Kim Glass, Michele e Monique à disposição, e agora ganha Mari. Poucos técnicos no Brasil (me arrisco a dizer nenhum) podem se dar ao luxo de ter tantas boas opções para saída de rede e pontas.

Aos fãs ardorosos da loura, o post está aberto para comentários.



  • Lukas Wolosz

    Um vazamento de gás levou à explosão do complexo onde treina Lokomotiv Baku Ieso os jogadores, mas a partir da primeira notícia é de 1 morto e 1 ferido.

  • RafaelCasta

    Feliz demais a MARI voltou! Volei voltou a ter sabor! #GoMARI!! #ObrigadoDEUS!!!

  • Eduardo Saverin

    Simplesmente MARAVILHOSA. O Vôlei volta a ter graça, volta a valer a pena.

  • Samuel Moura

    Minha ansiedade foi tanta, que quando vi a MARI em quadra pontuando, comemorei como se tivesse ganho a Superliga. Sou fã demais daquela loira. Agora vamos torcer por uma recuperação psicológica, ganhar confiança.

  • Felipe

    Como é bom ver Marianne voltando, que orgulho de ver ela em quadra novamente e jogando bem. O vôlei sem ela não é a mesma coisa.

  • Rodrigo

    Depois de tanto tempo parada, Mari mostrou tranquilidade ao entrar nas inversões, principalmente no ataque e no bloqueio, tb me surpreendi com a mobilidade dela em quadra para os demais fundamentos. Estréia promissora.

  • Afonso RJ

    Muito feliz com a volta da Mari. Sempre fui fã da loura. Assisti a boa parte do jogo, e o Spencer Lee (que a TV suiça apresentou como holandês), a usou como oposta, entrando principalmente na inversão do 5/1. E houve momentos em que ela parecia estar melhor que a titular Monique.

    Mas que torneio é esse? O time francês já tinha jogado 4 sets contra o combinado suíço a apenas algumas horas antes. E se o Praia vencer o mesmo combinado suiço amanhã, jogará a semifinal poucas horas depois. E a final será no dia seguinte. Ou seja: 4 jogos em menos de 3 dias. E isso depois de um voo intercontinental com fuso horário diferente e no meio dos feriados de fim de ano quando todos estão focados principalmente na família. Será que vale mesmo a pena? Sinceramente, se eu fosse treinador ou dirigente pensaria duas vezes em submeter minhas atletas a essa maratona. E provavelmente recusaria.

    • Almir

      Afonso, todos os times que vão para esse campeonato sabem que jogarão duas vezes no dia. Não é novidade pra ninguém.

      • Afonso RJ

        O fato de todos os clubes saberem o regulamento não invalida as críticas à maratona desumana que é esse torneio que – diga-se de passagem – a cada ano que passa se torna mais e mais chimfrim.

    • Sempre foi assim…é cansativo pra todos os clubes,mas nenhum deixou de participar por causa disto.

  • Diana

    Muito feliz com a volta da loira! Que venham mais e mais partidas para retomar a confiança e ritmo de jogo.

  • CCCP

    A luz que essa mulher irradia, seu encanto e talento, não se vê em outras jogadoras. É uma jogadora fora de série, que deixa um vazio enorme quando está ausente. Graças a Deus ela está de volta. O vôlei passa a ter sabor novamente, volta ater graça. Torço pela sua completa recuperação e que ela possa provar novamente, não pra mim, nem para seus milhares de fãs espalhados pelo mundo, mas para aqueles poucos que ainda duvidam, que ela é uma das maiores jogadoras de todos os tempos. Essa sim merece uma vinheta no canal Sportv, como atleta exemplo de superação, garra, a verdadeira CAMPEÃ. Porém resolveram homenagear a atleta errada, e criaram a vinheta mais constrangedora da história da televisão brasileira.

    • Paulo

      O post é sobre a Mari, qual a necessidade de denegrir nossa bicampeã olímpica e maior pontuadora da final em Londres? Constrangedor seria falar sobre a atleta que mesmo lesionada vive pela noite, é pega em blitz da PF é coisas do tipo…

      • Bom mas se você entender um pouco de volei verá que tudo isso que citou não tira o brilho e talento da Mari,mesmo com tudo isso se tiver duas jogadoras no nível técnico dela nesta seleção é muito.Também é muito chato as pessoas ficarem exercendo patrulha na vida alheia….as pessoas não são só jogadores são seres humanos e se vc não sabe EXISTE VIDA PÓS-VOLEI.

        • ubirajara

          Nada contra a atleta da vinheta… Mas, que ela joga menos do que o status que ostenta, isso joga. Aliás, no Brasil o talento de um atleta é proporcional ao raio de circulação de seu agente nos corredores das organizações Globo. Quanto à Mari, sofreu a mesma injustiça que foi feita ao Romário em 2002. um verdadeiro atestado de incompetência de um técnico que confirmou não saber mesclar atletas consagradas com jogadoras novas e promissoras. “Ah, mas, ele ganhou!” É verdade, ganhou, Felipão também, o esporte tem as suas peculiaridades, dias de azar e dias de sorte, como no jogo contra a Rússia, de forma alguma isso tira o mérito da equipe, mas ninguém vai me convencer nem na Terra, nem em Marte, em nenhuma parte do universo, ninguém nunca vai me convencer de que Mari era menos importante para o grupo do que a ThunderCat… rz

    • Perikito

      Também sou fã da Mari, mas achei justa a homenagem a Jaqueline. Depois de anos de carreira tendo que suportar as lesões e a desconfiança da torcida, protagonizou a final de Londres em seu pior fundamento, o ataque. É digna de elogios sim.

      O que mais me deixa satisfeito é que no vôlei feminino não há a eleição de uma atleta para representar a modalidade, como foi feito com o Giba, o que é injusto. Temos Mari, Paula, Sheila, Jaque, Fabiana, Thaísa, Fabi… cada uma delas assumindo o protagonismo num campeonato diferente.

    • fernando

      Em que momento naquela vinheta foi constragedora?? A tal vinheta citada por vc em q a atleta foi homenageada.. tbm nao passou por superaçãoes???tbm nao é exemplo de garra??? Uma homenagem daquela é pra quem pode.. e não pra quem quer ou por alguem que vc acha q merece!! #mariloiramaraaaaaaaaa..#gomari….Amei A volta tbm como a maioria gostou!!

    • Luiz

      é mesmo, é uma jogadora tão polêmica – no bom sentido – que quando está afastada deixa o vôlei menos interessante. Por exemplo, não vejo a o povo falando da Jaqueline, nem do bebê que acabou de ter. A Mari parece fazer mais falta, até mesmo pra os que não gostam dela, porque não tem quem perseguir… hahahaha ao menos, ninguém interessante como ela. A Super liga volta a ter graça agora. Quem não gostaria de ver um jogo Sheilla vs Mari? Sim, porque esqueçam Osasco x Praia. As redes sociais vão explodir com os nomes das duas. Sorte, Mari! Que agora seja só luz até o fim da carreira.

  • Na mão de um tecnico competente e equilibrado como o Spencer Lee , a Mari com certeza voltara a brilhar . Não inventara posição e a mantera como oposta. Ali , confiante e preparada fisicamente , a Mari sera a grande jogadora que tanto admiramos.

  • Lilika

    Estou na torcida que a mulher de gelo volte a atuar bem; ela em boa forma, como nas atuações em 2008, mesmo falhando em alguns passes, dá trabalho para qualquer time. Só acho uma pena ela não ter lidado tão bem quanto ao corte da seleção em Londres-2012…mas isso é passado né rs.

  • Luiz

    Mari voltou gostosa; toda parruda. Já quero… ah! não! Esqueci que sou gay.

    • Vitor

      kkkkk.. Boa!
      Às vezes tb esqueço.

  • carlos antonio pereira

    Feliz demais pelo retorno da Mari. O rendimento dela foi até surpreendente depois de tanto tempo parada. Só não pontuou mais no ataque porque as bolas que recebeu da Torquette estavam horríveis. Gostei muito do desempenho da Glass ; alternava pancadas e largadinhas matadoras. O Praia tem tudo para melhorar no returno. O que preocupou foi as condições físicas da Herrara. Ela está enorme ,sem impulsão e potência nenhuma.

  • As poucas vezes que Mari esteve em quadra ontem foi decisiva em todos os momentos,o Spencer fez tudo de forma correta deixou pra colocá-la em quadra longe da superliga assim ele poderia avalia-la sem a pressão comum que ocorre na superliga.Achei que Herrera foi pouco acionada ontem,as duas levantadoras estiveram bem ,a Glass jogou muito é muito inteligente e técnica.Monique ta jogando bem e com confiança,mas a Michelle não e acho que que deveria
    estar na reserva.Tássia..mais ou menos,vejo a posição de líbero hoje a mais carente no Brasil(de boas líberos),ainda estãomuito abaixo da Fabi e da Brait.As centrais do praia são excelentes,claro que Angélica era titular absoluta,mas o “gênio” zé roberto como sempre adora ficar de olho em jogadoras já prontas e moldadas pelos times e colocar no seu time,diferentemente de bernadinho,este sim é Técnico de verdade!

    • Paulo

      Quanto rancor, quem senão o Zé Roberto que “descobriu” a Mari no época do Finasa/Osasco? E quem o Bernardo revelou? Régis e Amanda?

    • Ismael

      Mediocridade tem nome !

  • klaus

    Esse foi o presente de natal para todos aqueles que amam a Mari e torcem muito por ela.Todo pensamento positivo para que ela arrebente na superliga e que esteja de volta à seleção.

  • Felipph

    – Torquette levantando bolas horríveis para a Mari na inversão. A Mari surpreendeu, não esperava que ela voltasse tão bem logo na primeira partida, mas ainda confio mais na regularidade da Monique.
    – Comentaristas horríveis os da Bandsport. Conseguem ser pior que o Nalbert […]
    – Esse ritmo extremamente puxado da competição favorece os times suíços (Team Suisse e o Volero), mas nem assim acho que eles pegam pódio.

    • Rafael Pais Fernandes

      Minha análise:

      1) Camila Torquette – a pior de todas, sem dúvida.

      2) Glass – gostei do ataque, bem consciente, seu passe é irregular.

      3) Tássia – precisa melhorar muito, prefiro Arlene.

      4) Michelle – no geral melhor que Monique.

      5) Herrera – nitidamente fora de forma, vai melhorar ainda.

      6) Mari – fez mais que imaginava, ainda mais com aqueles caroços levantados pra ela.

      7) Juliana e Mayhara – muito eficientes.

      8) Natália – peca no block, boa no ataque.

      É nítido que o time ganha em ataque com Herrera-Glass-Mari, mas a custo de um passe extremamente irregular. Nenhuma das três dá segurança nesse fundamento, e a Tássia não tem condições de cobrir ninguém. Assim, não se dá pra acionar muito a Mayhara. Com a Michelle em quadra, já se tem um passe mais regular.

  • Carlos Monteiro

    Também comemorei o retorno da Mari como um titulo. Gosto muito dela e assim como os outros, acho que a graça do volei esta de volta. Fugindo um pouco do assunto, como esta jogando Kim Glass :). Jogadora muito inteligente e tecnica.

  • Mauricio

    Mari em quadra é um espetáculo à parte. Como joga fácil. Estava há mais de 2 anos alternando lesões, recuperações, e volta jogando bonito, mesmo ainda longe de 100%. Aquele movimento de ataque lindo de se ver. Torcendo pra vê-la jogar em alto nível de novo.

  • GERSON

    NÃO PODERIA DEIXAR DE ESTAR TÃO FELIZ, PELA VOLTA DA MARI. UMA ATLETA EXEMPLAR. JOGA COM MUITA GARRA. AGORA SIM, O VOLEI TEM GRAÇA, VALE APENA ASSISTIR AOS JOGOS.

  • Gustavo

    A limitada Mari, responsável pelo histórico 24 x 19, enfim está num time à sua altura e no banco de reservas. Fraca no ataque, limitada no bloqueio e péssima na recepção, Mari não deixou saudades. A sorte do Praia é que o time, mesmo sendo pequeno, conta com Glass, Herrera, Monique e Michelle.

    • werllem

      Ridículo seu comentário e totalmente fora de contexto. sua inveja me dar nojo.

  • Luciano

    Sem dúvidas tanto Mari quanto as outras jogadoras do ciclo José Roberto Guimarães são guerreiras e boas de bola, claro salvo exceções pífias de jogadas bizarras. Mais enfim, falo aqui com propriedade: busquem, assistam aos jogos de Volei antigos, década de 80, 90, tanto seleção quanto clubes. A história do Volei nacional (aqui no caso feminino) é digna de uma série de livros, vídeos, debates incríveis. Dos sets de 15 pontos com vantagem, da recepção ser somente de manchete, dos vários 2 toques que não eram considerados por razão de jogo mesmo, dos raros ataques da linha dos 3 metros, das jogadoras de meio atacando nas pontas, das jogadoras de meio participando do passe pois não existia líbero, das jogadoras com 1,74 que voavam e tinham potências incríveis, das levantadoras baixinhas, do saque alto para não tocar na rede, em uma meio de rede com 1,78 titular.
    Então, muita história para contar, e rever, muitos não lembrarão de várias jogadoras, mais mesmo assim assistir e ver como mudou e digamos evoluiu o nosso Volei. Acredito que o Brasil foi a nação que mais evoluiu no Volei Mundial tanto masculino quanto feminino, haja visto que tanto Japão, Holanda, Itália, Cuba, Peru, Polônia, que foram protagonistas no passado evoluíram tanto quanto nós.

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