A vitória da integridade



O 3 a 2 do RJ Vôlei sobre o Sesi, em São Paulo, na noite deste sábado, já é meu candidato para o resultado mais surpreendente da Superliga masculina nesta temporada.

O esfacelado time de Marcelo Fronckowiak teria todos os motivos do mundo para aceitar qualquer derrota como normal neste duelo desigual. Quase não tinha jogadores no banco de reservas, vinha de uma sequência de cinco derrotas seguidas, enfrentava fora de casa o time que assumiria a liderança com vitória, não tinha o treinador no banco de reservas… Ou seja: a derrota seria um resultado mais do que normal.

Mas nada disso impediu que o RJ Vôlei fosse valente, não desistisse em nenhum momento do jogo e acreditasse na vitória. Você vai me dizer que Lucão e Lucarelli também não estavam em quadra pelo Sesi. Verdade, dois desfalques importantíssimos para qualquer time do mundo. Mas ainda assim o resultado dos cariocas é espetacular.

Foi emblemática a cena pós-jogo dos jogadores abraçando Fronckowiak. Riad, Vinícius, Bob… Gestos sinceros de quem convive com salários atrasados, debandada de jogadores e incerteza sobre o futuro.

Quem gostou demais do resultado foi o Sada/Cruzeiro, que se manteve na liderança e agora depende das próprias forças para assegurar o título da fase de classificação, que não tem mais aquela história de simbólico. Segundo a CBV, o melhor desta fase teria direito de jogar em seu estado a final. E ela está bem próxima de acontecer em Minas Gerais. Basta vencer o agora embalado RJ Vôlei na última rodada.

 

 

 



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