A surpreendente Copa do Mundo termina de forma surpreendente



A Copa do Mundo feminina de 2011, definitivamente, não seguiu os padrões de normalidade e derrubou 99,9% dos palpiteiros de plantão.

Sobre a campanha irregular da Seleção Brasileira vocês já se cansaram de ler e comentar.  O último suspiro, hoje, contra a República Dominicana, não deixou de ser surpreendente também. Quase todos os comentários neste blog eram: vai ser dureza, pedreira, o time corre o risco de perder outra, De La Cruz vai deitar e rolar… E deu 3 a 0 para o Brasil, com direito a 25 a 10 no segundo set. Se a última impressão é a que fica, podemos pensar num 2012 melhor para as atuais campeãs olímpicas. Mas a lista de tarefas para recuperar técnica, tática e emocionalmente a equipe é extensa.

Quem deve estar lamentando muito é a Argentina. Ela mesmo. Sem a vaga olímpica via Copa do Mundo, o Brasil terá de disputar a seletiva da América do Sul. Vai se garantir em Londres-2012 com um pé nas costas, tirando a única chance real que as hermanas tinham de jogar a Olimpíada de Londres. E nosso continente não terá dois representantes na terra da rainha.

Surpresa daquelas também é a conquista do bicampeonato pela Itália. Um time que chegou desacreditado por recentes resultados ruins e pelas baixas por contusão/opção. Vou publicar depois uma análise do jornalista Luca Muzzioli, do site Volleyball. it, sobre a incrível campanha da Azzurra. Campanha que tinha tudo, ao menos em tese, para ser finalizada com o vice-campeonato. Após a derrota para os Estados Unidos, na penúltima rodada, a Itália caiu para o segundo lugar e ficou nas mãos do Japão. E não é que o eliminado time da casa, na partida que fechou a Copa do Mundo, faz um implacável 3 a 0 no ótimo time americano e dá o título para as italianas? Zebra daquelas, acreditem.

Já a Sérvia, então queridinha da crítica antes da Copa, mostrou que possui um time titular forte, mas vira comum sem algumas de suas estrelas. De candidata a um lugar no pódio (eu acreditava!!!), fez figuração. Se conseguir recuperar fisicamente as principais atletas, voltará a dar trabalho.

Por fim, é bom citar a classificação da China para a Olimpíada. Depois da decepcionante campanha em Pequim-2008, a seleção, que foi top durante o ciclo olímpico anterior, passou por uma metamorfose, deixou de frequentar pódios e virou incógnita. Na Copa do Mundo, voltou a se colocar entre as melhores. Olho aberto com elas!

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