A Superliga começou e as gringas brilharam



Galera, bom dia!

Animada a primeira parte da rodada de abertura da Superliga feminina, hein?

O Sollys/Nestlé, mesmo sem Sheilla e Adenízia, ainda era favorito contra o Vôlei Amil. Acho que quase todos vocês concordam com isso.  E o resultado de 3 a 1 para as campineiras, dentro do José Liberatti, pode ser tratado como uma pequena zebra, sim.

Quando cheguei em casa após o dia “95% Mano Menezes”, como tratei no Twitter, liguei a TV e o quarto set estava prestes a começar. Ao ver a vantagem do Amil no placar, imaginei que o efeito Vasileva tivesse influenciado. Me enganei, já que ela foi reserva. A mesma formação que havia sido atropelada pelo Sollys nas finais do Paulista estava em quadra.

Um jogo marcado por parciais estranhas, né: 25-11 para o time de Osasco no segundo set. Logo na sequência Amil devolve com 25-14. Quando isso acontece, o grande culpado são os erros,  já que não existe este desnível técnico monstruoso entre as equipes.

Pri Daroit e Ramirez, com 15 pontos cada, lideraram a equipe de Zé Roberto.  Já as atuais campeãs mundiais do Sollys admitiram um apagão geral e reclamaram de falta de paciência. Acho mais honesto do que simplesmente jogar a culpa nas ausência (importantes demais, diga-se de passagem) de Sheilla e Adenízia.

Dando uma olhada nos demais jogos na rodada, uma coincidência “assustadora”. Assim como Ramirez no jogo descrito acima, as estrangeiras se destacaram na vitória da Unilever sobre o São Cristovão/São Caetano (25-13, 25-20 e 25-18) e do Banana Boat/Praia Clube sobre o São Bernardo  (21-25, 25-17, 25-14 e 29-27).

No Rio, a canadense Sarah Pavan fez 15 pontos (11 no ataque, três no bloqueio e um no saque) e liderou o time de Bernardinho ao esperado e tranquilo triunfo. Logan Tom atuou apenas no terceiro set, mas com ótima atuação ofensiva: sete pontos.  Já em Uberlândia, a cubana Herrera teve uma atuação acima da média, anotando 33 pontos na vitória do Banana Boat/Praia Clube sobre o São Bernardo. Olho neste time mineiro, muito bem montado e que vai dar trabalho para os grandes. A caribenha atacou 52 bolas, colocando 30 delas no chão.  Como comparação, Renatinha, oposto do time do ABC, atacou 50 vezes, com 17 pontos no fundamento.

Por fim, queria entender como o Sesi perdeu um set por 25 a 8 para o Pinheiros, na vitória por 3 a 1? Espero que alguém que viu o jogo me explique, por favor. Ingrid, com 17 pontos, liderou o Sesi, seguida por Fabiana (14). A maior pontuadora do jogo e, que desta vez não é gringa, foi Andreia, com 22 acertos.



  • Afonso RJ

    Infelizmente não dá para falar dos outros jogos, porque não assisti. Em relação à zebra Sollys x Amil queria comentar umas coisas:

    1 – E ainda tem um monte de gente que teima em falar mal do Zé Roberto. Tem uma aqui no blog, que não vou citar o nome mas o mesmo começa com “gra” e acaba com “ça”, que nutre um ódio doentio que quase beira a insanidade, pelo Zé Roberto Guimarães. Mesmo que o cara ganhe praticamente tudo que dispute e tire leite de pedra, o ódio permanece. É gritante a evolução do time da Amil, e tudo obviamente dedo da comissão técnica. A tática de atacar evitando o block da Thaísa, e a marcação do ataque do Sollys pelo bloqueio campineiro foi uma aula de estratégia. No meu entender, o Zé deu “um banho” no Luizomar. Tá certo, concordo que o Zé pode não ser nenhum santo, mas a capacidade técnica dele é simplesmente indiscutível. Os resultados estão aí para provar.

    2 – Essa partida mostra também claramente porque o Zé optou pela Fernandinha em detrimento da Fabíola como segunda levantadora da seleção. Era nítida a superioridade da levantadora campineira durante todo o jogo. Cometeu erros? Claro, porque ninguém é perfeita, ainda mais abusando das bolas de velocidade até com passe B. Mas tanto em variação de jogadas, passes em velocidade, agressividade e até no bloqueio e defesa, a Fernandinha foi muito superior.

    3 – Mesmo antes da contusão da Sheilla e da Adenísia, eu tinha lido em algum lugar que não lembro onde, um comentário sobre a “falta de banco” do time do Sollys. Na época não dei muito crédito, mas depois do jogo de ontem tive que concordar. Claro que geralmente reservas estão um nível abaixo das titulares, mas no caso do Sollys a diferença é um verdadeiro abismo.

    4 – Não se iludam. Com a volta das titulares o time de Osasco vai ser outro. Não imbatível como muitos apregoam, mas muitíssimo mais forte.

    5- Esse resultado faz com que cresça enormemente a expectativa pelo embate Zé Roberto x Bernardinho que acontece na próxima terça feira. O jogo promete ser imperdível.

    • Paula

      Afonso, concordo com tudo o que você escreveu. Sempre achei injustas as críticas pesadas ao Zé Roberto pelos cortes da Mari, Fabíola e Camila Brait. Os que criticam não se deram ao trabalho de refletir que a seleção com sua formação do ciclo olímpico nunca conseguia chegar ao lugar mais alto do pódio, vide os dois últimos Gran Prix e a Copa do Mundo. Só depois dessa mexida, o time mudou de postura e garantiu o ouro.
      Em relação a Fabíola, gosto muito dela, mas ontem ficou patente que ela só trabalha bem com passe A. Se o passe cai, ela fica previsível. Acho que é “culpa” da excelente linha de passe do Osasco que a acostumou mal. Quando o passe não funcionou, a levantadora ficou perdida.
      Já a Fernandinha não tem como contar com um passe sempre de qualidade e aprendeu a se virar com o que recebe, conseguindo inclusive colocar as centrais no jogo mesmo com passes B e C. Além disso, a disputa na rede que a baixinha ganhou da gigante Thaísa foi memorável.
      O Osasco continua sendo o time mais forte da Superliga, na minha opinião, mas a receita para vencê-lo foi dada ontem: forçar o saque e quebrar o passe.
      Estou louca para ver dois embates: Campinas x Unilever e Unilever x Osasco. Que começo emocionante de Superliga.

  • robert rj cidade de deus

    Bom dia Daniel, a rodada de ontem na super liga mostrou bem a evolução das equipes em relação a última temporada,o nível técnico aumentou muito e muito disso pelas jogadoras da seleção que hoje por maioria jogam no brasil e algumas estrangeiras,umas já consagradas no vôlei brasileiro como Ramirez e Herrera e outras como Logan Ton ,Sara Pavan e Vasileva que ainda tem muito o que brilhar nessa super liga!

    • leandro

      Robert não sei dizer se o nível aumentou, o que eu sei é que caíu foi a quantidade de times e que o calendário desse ano está medonho. Imagine a Superliga 2012/2013 com aquele time do Mackenzie e do Vôlei Futuro da temporada passada? Aí eu diria que o nível técnico aumentou.
      Com relação ao calendário, esse sim piorou e muito. Jogos as terças e sexta? A Superliga vai acabar rápido desse jeito. Com menos times, os jogos tinham que ser apenas aos finais de semana. O pinheiros vai jogar terça as 15:00, escroto. Não vai ninguém assistir ao jogo. Brincadeira. Estou tomando raiva dessa CBV.

  • Jairo (RJ)

    Bom Dia

    O fator banco influenciará o Sollys? Creio que sim, pois as meninas ainda precisarão rodar um pouco mais. Tudo bem que lá tem a Samara e a Gabi que são da seleção, mas encarar um Amil solto em quadra já foi difícil, e acho que o Luizomar deve estar coçando a cabeça até agora.

    Só complementando o que o Afonso citou, percebido mais três fatores no jogo de ontem que levaram o Amil à vitória: a obediência tática do saque entre duas jogadoras, o que dificultou bastante o trabalho da Camila Brait; a cobertura defensiva do grupo em torno da Ju Nogueira, que ainda deixa a desejar nesse aspecto; e as fintas feita pela Fernandinha que inevitavelmente levaram o bloqueio do Sollys a loucura, foram várias bolas chutadas na ponta.

  • Thamyres

    Sesi x Pinheiros 25-19, 8-25, 25-19 e 25-20
    Jogo interessante , Pinheiros colocou muita pressão e soube fazer bonito em quadra,
    a Andreia foi a jogadora que mais pontuou, mas gostaria de destacar a participação da levantadora Macris, que levantou bem e soube até salvar algumas bolas.
    A defesa do Pinheiros foi um destaque também , teve um bom volume de jogo e soube abrir quando foi preciso, se aproveitando dos erros do Sesi.
    Sesi, jogou abaixo do que pode, quase como um time novo. A segunda parcial do jogo demonstrou isso 08×25. Pinheiros soube aproveitar a baixada no volume de jogo do Sesi e rodou muitas bolas.
    Sacou bem, teve bons bloqueios , as jovens jogadoras tem muita ainda nessa superliga pra crescer.
    O Sesi tem muito que acertar para o próximo jogo contra o Rio do Sul.
    Gostei especialmente da participação da Ingrid, que foi a ganhadora do Troféu Viva Vôlei, destaque da partida, soube aproveitar bem os ataques . Outro destaque, pra mim, foi a levantadora Dani Lins, sem falar dos bons levantamentos, a jogadora foi muito importante nas defesas, na cobertura de bloqueio ela foi perfeita.
    Sinto falta da boa qualidade da líbero Vere, mas nada que futuramente não se resolva. Espero.
    O set ganho pelo Pinheiros foi a soma de uma baixa no ritmo do Sesi, e de uma concentração e vontade de ganhar do Pinheiros que jogou muito bem o set, e o jogo todo, pois nos outros sets colocou pressão e não deixou o placar abrir demais.

    • Afonso RJ

      Comentários como esse, de alguém que viu o jogo e nos passa sua percepção das coisas e sua opinião pessoal são extremamente bem vindos e valiosos para quem gosta de acompanhar o campeonato mais de perto. Obrigado, Thamyres. Valeu.

  • bsb

    Eu acho que a vitoria do Campinas é pura ilusão logo logo vão perder jogos e pontos para times inferiores, já o sollys sentiu muito os desfalques principalmente psicologicamente, a unica que foi o que sempre é foi a jaque. garay e thaisa eram irreconheciveis e o saque foi um problema para osasco, pois em nenhum momento colocou pressão no campinas, assim as centrais principalmente a waleska jogaram faceis. a dani suco é muito fraca no bloqueio.

    • Euri

      Concordo que a vitória do Campinas foi ilusão, o time só ganhou porque o Osasco foi muito mal. O segundo set mostrou isso. O Osasco só precisou jogar um pouquinho mais para ganhar de 25 a 11, mesmo sem a Sheila e a Adenízia. Além disso, o Zé Roberto conseguiu realmente organizar o esquema do time para aproveitar a ausência da Adenízia. Mas acho que a Dani Suco pode melhorar com mais entrosamento com o resto do time.

  • Leo

    Tbm não vi os demais jogos, só o de Sollys e Amil. Claro que a falta de Sheilla e Adenízia, duas grandes atletas, mexeram com o time, mas nada que justifique a má atuação! Fabíola não jogou bem, Garay tbm não e nem Thaisa, a única que escapou no Sollys foi Jaqueline! Do Amil destaco a atuação de Pri Daroit, gosto muito dessa menina! Fernandinha pode até ter jogado bem, mas não a acho boa levantadora, fica repetindo várias jogadas seguuidas, usou pouco a bola meio fundo…Enfim, torci para o Amil!

  • TEREZA

    Mesmo com o Sollys sem Sheilla e Adenizia fiquei surpresa com a vitória do Amil ainda mais por 3×1 concordo com o Afonso essa vitória teve o dedo do talento inegável do Zé Roberto que em poucos meses de trabalho conseguiu montar e tornar competitivo o vólei Amil ansiosa para o jogo de terça Amil x Unilever

  • debygoiania

    A Garay e a Brait estavam irreconhecíveis.
    O passe do Sollys, simplesmente medonho.
    Não confio no banco do time de Osasco, e a Adê só volta em dois meses!

  • Felipe (BA)

    O Volei Amil/Campinas, começou bem a superliga e a má atuação não deve mesmo ser creditada à falta de Adenizia e Sheilla. O time em diversos momentos esteve irreconhecível, a unica jogadora esteve presente na quadra foi a Jaqueline, o resto das jogadoras ficaram no vestiário.
    Todas jogadoras de campinas estiveram muito bem no jogo, O Troféu Viva Vôlei foi merecido para Fernandinha, que literalmente colocou Fabíola no bolso, assim como seria se tivesse sido entregue a Pri Daroit, a Walewska ou a Ramirez.
    O Time tá mesmo com uma postura muito diferente, tá jogando solto, com uma alegria de jogar muito grande, agora só falta Vasileva estrear de verdade.

  • Ana

    Pq a Logan Tom ficou no banco? Obrigada.

  • leandro

    Essa Dani Suco é um lixo de central. Ela não conseguiu nem sei titular da péssima Natasha na temporada passada no Minas. Não sabe bloquear, não sabe atacar, só ataca china e ainda mal. A Ivna não tá jogando nada, só jogou bem na estréia dela no lugar da Sheila, depois sumiu. A ponteira Gabi joga bem em campeonatos juvenil e infanto, agora no adulto ela não consegue atacar, infelizmente muito baixa.

  • Mauricio

    Quem torce pro Osasco usa como desculpa os desfalques de Sheilla e Adenízia, mas esquece que o Amil ainda não utilizou sua formação completa. Soninha ainda pode contribuir muito pra recepção do time, além de ser mais experiente que a Daroit. E a Vasileva é a típica atacante européia de bolas altas. Ataca muito. O Osasco é o time com mais destaques individuais, mas o Zé sabe trabalhar o conjunto e tem jogadoras (Vasileva, Ramirez, Walewska) que podem desequilibrar.

    • Thamyres

      Mauricio, No jogo Sollys x Amil eu torci para o Sollys.
      E não culpo nenhum pouco a ausência da Sheilla ou Adê.
      O time teve um apagão, simples assim. Não jogou em equipe e os talentos individuais não apareceram também. Apenas a Jaqueline jogou alguma coisa.
      O Amil vem crescendo, ainda tem muito pela frente. Principalmente o crescimentos e desenvolvimentos da Pri Daroit e Ju Nogueira. A Suellen também tem muito o qu acrescentar no Fundo de quadra.
      Entendo que vocês esteja falando da torcida “Loucos”e sim eles são loucos e procuram desculpas para qualquer coisa.
      Mas acho injusto você falar que o Zé usa trabalho em conjunto e o Sollys não.
      Vôlei tem sim seus destaques individuais mas não tem como um grande time chegar onde está sem ter o trabalho em equipe. Ou seja, todas as equipes jogam sim com a força do conjunto.
      No ultimo jogo Sollys não teve nem conjunto, nem o individualismo.

MaisRecentes

Vaivém: Jaqueline no Hinode/Barueri



Continue Lendo

Cai o primeiro técnico após UMA rodada da Superliga



Continue Lendo

Luizomar e Rizola não conseguem vaga no Mundial



Continue Lendo