A rodada de terça da Superliga feminina



Dois jogos “grandes” aconteceram na noite de ontem pela Superliga feminina.

No Rio, o Rexona-Ades se isolou na liderança da competição ao derrotar, sem dó e piedade, o Dentil/Praia Clube por 3 a 0 (25-11, 25-16 e 25-21). O atropelamento fez com que a equipe carioca abrisse três pontos do principal perseguidor (21 a 18), encaminhando a conquista simbólica do primeiro turno.

Paredão do Rexona (Fernando Maia/MPIX)

Paredão do Rexona (Fernando Maia/MPIX)

Para quem não viu o jogo as parciais explicam bem a superioridade do Rexona. O Praia foi completamente dominado, não encontrando qualquer brecha durante o confronto para tentar equilibrar as ações. Fabi foi eleita a melhor em quadra, mas é o típico prêmio que poderia ser dividido com todo o time: Natália e Monique marcaram 12 pontos cada, um a mais do que Gabi e Juciely. Por fim, Carol fez nove, seis deles no bloqueio.

Uma vitória incontestável que mostra a evolução do Rexona neste momento da competição, enquanto vários rivais ainda oscilam.

A frase acima pode ser usada para o Vôlei Nestlé, que em Osasco foi derrotado pelo Camponesa/Minas (25-20, 25-22, 21-25 e 25-16). O resultado fez o time de Paulo Coco assumir o terceiro lugar com 17 pontos, deixando o próprio rival em quarto, com 16, mesma pontuação do Rio do Sul/Equibrasil. Rosamaria foi a maior pontuadora do jogo (19), seguida por Carla (16) e Thaisa (15).

A próxima rodada reserva o interessante Camponesa/Minas x Rexona-Ades, dois times em franca evolução, além do confronto dos instáveis: Sesi x Vôlei Nestlé.

Apostas?



  • Edu

    Pode se fazer uma correlação entre as duas partidas abordadas na rodada.Na primeira, a do Rexona, demonstra como o Bernardo,com as peças de elenco que tem a disposição, algumas até desconhecidas,, consegue fazer uma engrenagem eficiente e monta um estilo de jogo que casa com seu time.No Nestlé, o Luizomar com fartos recursos nessa temporada, faz contratações de jogadoras conhecidas e espera que elas se harmonizem num passe de mágica do destino em quadra.Sem buscar a estratégia e o estilo de jogo em que todos os seus talentos contribuam com o seu time.
    No Rexona , o Bernardo coloca praticamente todas as jogadoras para rodar sabendo que cada qual terá seu quinhão de participação numa eventual vitória.No Nestlé, o Luizomar engessou um sistema de jogar que depende essencialmente num bom dia da Thaisa, uma das duas melhores centrais do mundo, e da Gabirú quando ela garante o passe e pode atacar mais livre.No Rexona, Gabi vem jogando melhor a cada temporada, na comparação de uma Carcazes que tem jogado bem pior em sua segunda temporada.Gabi tem jogado com uma velocidade próxima da assustadora, esbanjando uma forma fisica próxima da irreal como a adaptação rápida da Thompson em servir o time.Mesmo a levantadora hoje sendo, a quarta opção nas levantadoras do selecionado estadunidense.Desse jeito não resta dúvidas que Gabi provavelmente sera uma das titulares da seleção na Olimpiada num provável lugar da Jaqueline com seus recorrentes problemas físicos e que tem feito uma temporada continua apagadíssima há mais de um ano..No Nestlé, a Dani não consegue imprimir o jogo de velocidade que a Gabiru necessita para fazer o time andar e o elenco tem sentido a pressão da prejudicada crônica má recepção .Para finalizar não queria de deixar de mencionar a justificada enquadrada recebida pela Ramires pelo Picinin e seu estilo ególatra de jogar.Quando faz uma boa partida manifesta desprezo pelas adversárias.Atitude que nem jogadoras muito superiores tecnicamente a ela não o fazem.Depois quando faz uma partida ruim, como contra o Rexona, tenta fazer lances mirabolantes, que saem desastrados para se redimir.Outra coisa e para aproveitar , mesmo não tendo a chance de ver o jogo,de destacar que nenhuma jogadora brasileira evoluiu tanto tecnicamente no ultimo ano como a líbero do Minas Leia.Mais forte e atleticamente melhor preparada,Leia já tinha se destacado na fase final de Grand Prix onde se recuperava de uma lesão nas costas.Hoje,pela sua velocidade de reação e capacidade de recepção como de cobertura na quadra tem reais condições de disputar a titularidade, ombro a ombro, com a Brait.Sendo, na atual fase, uma jogadora em melhor fase que a atual titular do selecionado.

    • Billy

      concordo em tudo…

  • Jairo(RJ)

    Acho que foi um dia para o Dentil/Praia Clube esquecer. Nada funcionou para o time mineiro. Sem passe não tem jogo. Espirrando o levantamento facilita o bloqueio e com isso o Rexona soube aproveitar as deficiências. Numa passagem de Thompson pelo saque fez um estrago enorme. E as mineiras foram trocando de passadoras e levantadoras; e nesse capítulo do levantamento fico me perguntando como estará a menina Ju Carrijo com as entradas desastrosas no jogo de ontem.
    O Rexona aproveitou e massacrou, mas também ainda dependem do entrosamento entre atacantes e levantadora, que ajudou na defesa em vários momentos, mas também mandou algumas jacas para Natália e Gabi. Mas com o Bernardo e sua comissão o refino da ação de jogo virá rapidamente.
    Daniel, quanto ao Nestlé, é problema físico ou técnico esse momento que a equipe está vivendo. Pode me infomar?

  • AfonsoRJ

    Honestamente, fiquei surpreso com o resultado de Rexona x Praia. Esperava um jogo mais parelho. Mas, o que vi em quadra foi um time do Praia completamente diferente daquele que derrotou por 3 sets a 1 o time do Osasco. Pareciam dois times completamente distintos. Tinha horas que a Ramirez estava irreconhecível, cometendo erros bisonhos. Não acredito nessas histórias que o Praia “tremeu”. Acho que as atletas do time mineiro são experientes o bastante para não se intimidadem com quem quer que seja. Fico com a explicação de “nó tático” com uma marcação implacável sobre suas principais armas, assim como a maior efetividade do saque carioca. Sem desmerecer as atletas, mas méritos para a comissão técnica, méritos para o Bernardinho.
    E o Pinheiros segue ladeira abaixo. É uma pena. Torço para que se mantenha na série A, mas me parece que a sombra do rebaixamento já começa a rondar. Sorte que ainda há um São Bernardo e um Valinhos, mas se não abrir o olho…

  • Leonardo

    Eu não vou nem fazer apostas kkkkkkk…apostei num jogo acirrado entre Rio x Praia e o jogo foi aquele massacre carioca nas mineiras. Esperarei pra ver o que acontece.

  • R. Chris

    Realmente eu tbm acho que o Praia não tremeu, porém levou um banho tático imposto pelo Rexona, o time não soube sair das armadilhas lançadas pelo Bernardo. Que resultou na anulação da Ramirez e da Alix.

  • Fernando Marcelo

    O Rio fez o correto, minou a area de passe do PRaia, sendo assim não tinha como acionar as centrais e porcamente a Oposta. Sendo assim ficava o jogo todo nas maos da Michele, que praticamente não ataca e não é nenhuma ameaça para nenhum time, Ju Costa instável no passe e horrível no ataque, só largadinha. Assim ficou super fácil pro Rio.

    O Praia terá obrigatoriamente que habilitar a Pri Daroit no passe, pois, é a única que pode dar conta do passe e ataque ao lado da Klineman, para assim o elenco ficar mais ofensivo.
    O Rio por exemplo tem a Gabi e Natália que ambas são passadoras (regular, medianas) e ótimas atacantes.

    Contra o Minas com Mari Paraíba e Léia no passe e a Carla e Rosamaria voando no ataque, o Rio deverá enfrentar uma resistência bem maior.

    Osasco e SESI, não me surpreendo se o jogo for para o tie break, visto que ambas as equipes estão penando nos últimos jogos.

  • Wellington Barbosa

    Daniel, adoro as suas publicações e acompanho o seu trabalho diariamente. Parabéns pelo Blog.

    Quanto aos próximos jogos, espero e acredito muito em um jogo equilibrado entre Rexona x Minas, como você mesmo disse, são dois times em constante evolução. Ainda acho que o Minas pode melhorar mais quando a Tandara estiver 100%, mas o trabalho do Paulo está sendo excelente, o time está criando sua identidade. Para ganhar bem, o Rexona precisa forçar o saque porque vai encontrar uma boa linha de passe do outro lado.

    Quanto a Osasco x Sesi (esse que é uma das “decepções” da competição) será um jogo para lavar a alma de quem vencer porque ambos não se encontraram ainda. Rodizio muito grande de jogadoras e não criam sua identidade.

    Aguardo ansioso pela 9ª rodada, rs.

    Grande abraço.

    • Fernando Marcelo

      Idem, concordo com você.

      Sesi e Osasco vão pro jogo do desespero, ambos estão com os elencos bagunçados e desorganizados. Esse jogo vai ser interessante de assistir.

      Na sequencia teremos Rexona X Minas, ambos com esquema tático bom, duas excelentes levantadoras. As opostas Monique e Rosamaria estão fazendo uma ótima superliga.

      Mari Paraíba tem dominado o fundamento passe muito melhor que a Jaqueline e Cia este ano, além de estar evoluindo no ataque e saque, fundo de quadra. A Carla esta temporada tem sido uma das melhores atacantes. Em tese as duas ponteiras podem bater de frente com Gabi e Natália.
      O Rio tem a vantagem das centrais Jucy e Carol, porém, o Minas tem a Carol Gattaz que está bem entrosada com a Naiane.

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