A recuperação de Stacy Sykora: “Me sinto maravilhosa”



Um jornal do Texas (EUA) publicou uma extensa reportagem sobre a líbero Stacy Sykora, nesta semana.

Além de relembrar todo o drama sofrido pela jogadora no dia 12 de abril, quando o time do Vôlei Futuro sofreu um acidente a caminho do Ginásio José Liberatti, em Osasco, a publicação revela alguns detalhes da recuperação física dela.

Foto de Renato Cordeiro

– Minha memória volta até o dia 23 de abril. Eu não me lembro de nada acontecido na semana anterior (ao acidente) – disse Sykora, que ficou três dias em coma, permaneceu internada até o início de maio e depois iniciou tratamento numa clínica especializada na Califórnia.

A líbero já trabalha com a seleção americana há pelo menos um mês. Apesar do apoio recebido de companheiras e da comissão técnica, não existe uma resposta precisa sobre o retorno dela aos jogos e às competições. Perguntado sobre a presença dela em Londres-2012, o técnico da seleção dos EUA saiu pela tangente.

– É fenomenal. Ela é uma inspiração para todos nós. É uma excelente companheira e trabalha duro. Elas está tendo progressos, uma consequência de sua determinação – comentou o técnico Hugh McCutcheon.

Já Chris Koutures, médico da seleção americana, elogia a recuperação, mas é prudente sobre a volta ao alto nível.

– Nós podemos chamar a recuperação da Stacy, em geral, de impressionante. Mas ela estar de volta como uma líbero de elite seria ainda mais espetacular.

O principal problema da atleta, no momento, é a visão, com um pequeno derrame na parte inferior direita do olho esquerdo, que resulta em perda de contato com a bola em uma fração de segundo. Para Sykora, a melhor resposta sobre isso é o otimismo.

– Deus, eu sofri uma lesão cerebral e não consigo ver bem. Mas eu também posso dizer que estou viva. Não vou deixar um acidente me impedir. Se você me perguntar como estou, vou dizer: “Me sinto maravilhosa”. E vou continuar lutando.

Sherian Richards, mãe de Stacy, ficou ao lado da filha desde o terceiro dia de internação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ela relembrou a conversa com um dos médicos, que citou casos parecidos para dimensionar a gravidade das lesões cerebrais. Normalmente, pacientes demoram até oito semanas para conseguir andar novamente. A líbero emocionou médicos e enfermeiras ao caminhar ainda durante o período de internação.

– Quando Stacy coloca na cabeça que vai fazer alguma coisa, ela acaba fazendo.



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