A pedidos, a matéria sobre o calendário



Para quem não comprou o LANCE! de ontem e me pediu a matéria sobre as novidades do calendário, publicada na sexta-feira.

Um calendário montado até 2016 para o vôlei nacional será colocado em discussão na próxima segunda-feira, no Rio de Janeiro, em um encontro entre dirigentes da CBV, representantes dos clubes, atletas e treinadores, além da Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da Superliga até o fim deste ciclo olímpico.

Segundo o LANCE! apurou, o técnico Bernardinho foi o principal responsável pela elaboração. Os lados envolvidos já analisam o documento desde o início da semana e a repercussão inicial foi positiva.

Em linhas gerais, o calendário prevê a temporada dividida em sete meses para os clubes e cinco para a Seleção. Está prevista a criação da Copa Brasil, do Jogo das Estrelas e da Copa Sul-Americana, que substituiria o atual Campeonato Sul-Americano. A intenção é de que o Jogo das Estrelas abra a temporada de clubes, em meados de outubro, uma semana antes do início da Superliga, que assim passará a ser mais longa, com término previsto para a última semana de abril. A competição com duração maior é um dos principais pedidos dos clubes, que acreditam aumentar o poder de barganha com os patrocinadores, já que a exposição das marcas crescerá em quase dois meses.

Para evitar uma maratona de jogos, algo que já acontecia no calendário atual, as rodadas da principal competição nacional aconteceriam, em sua maioria, nos fins de semana. O meio da semana ficaria disponível para regionais, novas competições e eventos internacionais. Ou livre para treinos.

O calendário já contempla também o Mundial de Clubes mudando de outubro para maio, um projeto que chegou a ser oficializado este ano por Ary Graça, mas abortado por pressão dos europeus. A FIVB, então, adiou a implantação para 2014. O esboço prevê mudanças pontuais em 2016, ano da Olimpíada. As competições de clubes precisariam acabar mais cedo para beneficiar a preparação das Seleções.

As principais novidades

Copa Brasil
Seria disputada em duas fases. A decisiva contaria com oito times, sendo que dois ou quatro times estariam
garantidos pela campanha na Superliga do ano anterior. Sempre jogada em partidas eliminatórias. Vencedor teria
vaga na Copa Sul-Americana. Primeira edição prevista para acontecer entre 7 e 11 de janeiro de 2014.

Sul-Americana
Dois torneios pré-classificatórios: um para países do Norte do continente – Colômbia, Venezuela e Equador – e outro para os do Sul – Chile, Uruguai e Paraguai -, com três ou quatro times em cada, garantindo um ou dois classificados. Início previsto para novembro de 2013. Brasil e Argentina, forças da região, teriam vaga automática, entrando na disputa em dezembro. A decisão, em jogo único, teve 19 de fevereiro de 2014 como data sugerida. O campeão garantiria vaga no Mundial.

Jogo das Estrelas
Festa de lançamento da Superliga, reunindo atletas de todos os times em um jogo festivo.

Estaduais
Não seriam extintos, mas usariam menos datas a cada ano.

 



  • Cleverton

    E nada de transmissão na TV aberta e ficara o mesmo pois somente um jogo da semifinal e final será transmitido num total de 6 jogos.

  • Bia Ferraz

    O Peru vai ficar de fora do Sul Americano? Tirando as edições que foram no Brasil as outras sempre foram lá.

    • Daniel Bortoletto

      não. são apenas alguns exemplos de países daquela região que participariam. não citei todos

  • Olá, fiquei sem compreender muito bem a questão da vaga do Brasil no Sul- Americano. Então agora não mais seria o campeão da superliga a participar deste torneio e sim o campeão da Copa do Brasil?

  • MUDANÇAS

    Daniel, faltou a questão da final em jogo único. A final tem que ser jogada pelo menos em melhor de 3 jogos. Essa fórmula de final em jogo único não é atrativa para patrocinadores e público. Só o Brasil que continua com essa fórmula.

    • Daniel Bortoletto

      é o que defendi no texto publicado no L! no dia da divulgação do calendário

  • Ana Laura

    Espero e torço para que seja implementado,concordo com quase tudo,apenas faço uma ressalva quanto aos estaduais. Deveriam incentivar os estaduais para que até os times com menos investimentos participassem,digo isso referente ao Rio de Janeiro. São Paulo já possui um estadual bem disputado,embora quase ninguém tome conhecimento do campeonato fora de SP.
    Vamos torcer para que não fique só no campo da idéia e se torne fato.

  • Para evitar uma maratona de jogos, algo que já acontecia no calendário atual, as rodadas da principal competição nacional aconteceriam, em sua maioria, nos fins de semana. O meio da semana ficaria disponível para regionais, novas competições e eventos internacionais. Ou livre para treinos.

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