A passagem de Giba pela Argentina



Caríssimos e caríssimas, o jornalista argentino Santiago Gabari, do site SomosVoley, escreveu um texto especial para o meu blog sobre Giba.

Como devem saber, o ponta não participou das semifinais da Liga local e viu, à distância, o Bolívar ser eliminado da competição. É fato que Giba enfrenta um momento pessoal complicado, já que vive o processo de separação.

A ideia aqui não é tocar em questões pessoais do atleta, mas fazer um balanço de como foi a passagem dele pela Argentina.

A eliminação do Bolívar nas semifinais da Liga Argentina ACLAV tem apenas um sabor: amargo.

O grupo, que era conduzido por Javier Weber, técnico da seleção argentina, foi eliminado com nomes de nível mundial: o cubano Angel Dennis, o levantador americano Donald Suxho, o líbero Alexis González, os jovens centrais do selecionado local Pablo Crer e Sebastián Solé (a Europa é o destino imediato), os também atacantes da seleção Guillermo García e Lucas Ocampo… Mas um nome deixou, no começo da temporada, os torcedores fanáticos ainda mais empolgados: Giba.

O orçamento da equipe, a despedida antecipada de Weber e a chegada de Giba, além de Dennis e Suxho, obrigavam o Bolívar a recuperar o título perdido nas duas últimas temporadas para o algoz UPCN Vóley de San Juan.

A obrigação de ganhar, levando em conta o orçamento, é comparável com a situação que o RJX tinha na Superliga. O que teria acontecido se a equipe de Eike Batista fosse eliminada pelo Vivo/Minas nas semifinais? Isso se sucedeu com a equipe argentinha mais vencedora na história da Liga (seis títulos), embora as diferenças econômicas entre o magnata brasileiro e Marcelo Tinelli (condutor/empresário que sustenta o Bolívar) sejam gigantescas...

Na liga em que a TV transmite um jogo por fim de semana (no verão foram dois) e mais alguns duelos nos playoffs (graças a Deus isso já é melhor do que em campeonatos anteriores), as estatísticas são muito importantes para avaliação do rendimento dos jogadores:

Giba jogou 22 partidas do campeonato e em 69 sets teve uma média de 47.7% de eficiência no ataque, ficando em décimo lugar entre os melhores atacantes e sendo o segundo melhor do Bolívar, atrás de Dennis (veja as estatísticas aqui ( http://www.aclav.com/website/?page_id=6744 )

Sem dúvida os números não são ruins, inclusive demonstram sua condição quando alguns (entre eles quem escreve) tinham dúvidas de seu estado físico. Contudo, não estar presente em treinamentos, viagens-relâmpago para o Brasil para tratar de questões pessoais, alguns rendimentos abaixo da média e sua ausência em vários jogos são motivos suficientes para que sempre haja uma motivação nos bastidores.

Não é oficial, mas parte dos motivos pessoais que o obrigaram a viajar para o Brasil seria uma importante dívida por parte do Bolívar, algo que em frente aos microfones ninguém confirma.

Seja qual forem os motivos de seu afastamento e sua ausência no momento mais importante do Bolívar, os números em quadra estão ao seu lado, como aconteceu durante toda a sua carreira. Carreira que poderia aumentar se tivesse jogados as últimas partidas.

Seu último jogo foi em 11 de março, diante do Sarmiento de Chaco e logo depois desapareceu. Durante todo o último mês, as pessoas acreditavam que ele voltaria “nos próximos dias”, mas ele nunca retornou. Assim, a passagem histórica de Giba pelo Bolívar e pelo vôlei argentino parece ter chegado ao fim. Foi surpreendente sua chegada e mais surpreendente ainda é a forma como saiu.



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