A nova realidade do Italiano



Como prometido, a coluna Saque, publicada todo domingo no LANCE!, estará agora sempre neste blog. No artigo deste dia 24/10, uma análise sobre o Campeonato Italiano masculino. Pra vocês, a nossa Superliga já tem um nível melhor? Abaixo, o texto principal.

O Campeonato Italiano masculino começa sem o mesmo glamour de anos anteriores e esvaziado pelos jogadores top do Brasil.

Principal competição de clubes do planeta por cerca de 20 anos, o Italiano ainda tenta se recuperar da crise que fechou times, diminuiu patrocínios e viu outras ligas ganharem espaço, como a russa, a turca e também a Superliga brasileira. O êxodo de craques de outros países da Comunidade Europeia também aumentou consideravelmente e o resultado final é a diminuição do nível técnico. Para os dirigentes do país, a única notícia boa é a possibilidade de jovens talentos italianos ganharem espaço, para que a renovação na Azzurra finalmente saia do papel.

Na temporada 2010/2011, nenhum brasileiro que esteve na recente conquista do Mundial disputa o campeonato. Até a Olimpíada de Pequim, em 2008, quase 100% do time verde-amarelo defendia clubes italianos. Os últimos a deixar o país foram o oposto Leandro Vissotto (Vôlei Futuro) e o ponta João Paulo Bravo (Izmir, da Turquia), que defendiam Trentino e Piacenza, respectivamente.

Restaram apenas cinco jogadores brasileiros na Liga: o oposto Evandro e o ponta Robinson no Castellana Grotte; o oposto Lorena no Perugia; o levantador Rapha e o central Riad no Trentino; além do técnico Radamés Lattari, também no Castellana. Destes, apenas Rapha teve chances na Seleção recentemente.
Sem os craques brasileiros que desequilibram, a disputa pelo scudetto vai ficar com Trentino e Cuneo, com Macerata  na cola e Treviso um degrau abaixo.

O Trentino conta com o craque búlgaro Kazyiski, o oposto tcheco Stokr, o dissidente cubano Juantorena e os centrais Sala e Birarelli, da seleção italiana. Rapha será titular no levantamento, enquanto Riad opção no banco. Já o Cuneo, atual campeão, manteve a base vencedora, com jogadores acima da casa dos 30 anos: o levantador sérvio Grbic, o oposto búlgaro Nikolov, o central italiano Mastrangelo, o ponta belga Wijsmans e o líbero francês Henno. O ponta Parodi, titular da Azzurra no Mundial, é o único mais jovem.

O Macerata aposta numa mistura sérvia-italiana, com os centrais Stankovic e Podrascanin, medalhistas de bronze no Mundial, municiados pelo polêmico Vermiglio e com o regular Savani na ponta, dupla de destaque da Itália de Andrea Anastasi. Já o Treviso ainda confia no oposto Fei, no irregular levantador francês Pujol e no jovem ponta Maruotti, cortado da Azzurra pouco antes do Mundial.

No demais times, olho no ponta Zaytsev, da Roma, dirigida por Andrea Giani, no ponta russo Berezhko, principal reforço do Modena, no oposto sérvio Starovic, do Latina, apontado como sucessor de Miljkovic. Para o visto há alguns anos, muito pouco para manter o rótulo de melhor campeonato de clubes do planeta.



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