A noite do recorde



20 vitórias consecutivas e uma nova marca histórica de invencibilidade na Superliga feminina.

O Molico/Osasco bateu o recorde que pertencia à Unilever, ao vencer na noite de sexta-feira o Banana Boat/Praia Clube, no José Liberatti. Um 3 a 0 com cara de 3 a 2, como bem definiu Mari após o duelo.

Apesar do excesso de erros (alguns juvenis), a partida foi boa. Dois sets com parciais de regra antiga, alternância de sobra e alguns belos lances. E venceu quem deixou de cometer falhas na hora H.

Só para situar quem não viu a partida, dois momentos-chave do jogo. Com set point no segundo set, Spencer Lee fez uma troca simples na rede para aumentar um pouquinho o bloqueio. Saiu a levantadora titular Juliana Carrijo, entrou a reserva Camila Torquete. O saque funcionou, o Praia conseguiu o contra-ataque para fechar, mas Camila cometeu dois toques em uma bola fácil. Já no terceiro set, foi a vez de Juliana cometer dois erros (um dois toques e um levantamento muito ruim) já na reta final do set. Erros que poderiam ter mudado a história do jogo. Vale citar ainda de erros de saque de Mari e Mayhara também no fim dos dois últimos sets, os vários passes espirrados de Tássia, Mari, Monique e Herrera, além de um toque na rede numa bola de cheque de Natália que fecharia uma parcial…

Para não parecer um crítico que não enxerga virtudes, dois pontos:

– Mari está com fome de jogo. Foi bem no ataque em alguns momentos, chamou a responsabilidade em outros, demonstrou irritação com erros, questionou arbitragem. Nitidamente está querendo provar que pode jogar mais. Foram dez pontos, segunda melhor marca do Praia. Pode ajudar muito nos playoffs.

– A central Natália fez seis pontos no block e 13 no total. Talvez seja a jogadora com a bola mais entrosada com Juliana Carrijo. Foi muito bem no jogo.

Ah, e o Molico/Osasco, novo recordista?

O time sofreu no início com a instabilidade no passe de Sanja, que se recuperava de uma virose. Caterina Bosetti também pecou no fundamento em alguns momentos, mas foi mais regular e virou bolas importantes no ataque. Sheilla foi outra que alternou altos e baixos. E quando um trio tão importante não está brilhando, bola para Thaisa. E Fabíola fez isso, ajudando a central a chegar a 18 pontos (5 no bloqueio).

Agora com oito pontos a mais do que o Vôlei Amil e nove à frente da Unilever, o Molico/Nestlé não perderá a liderança, mesmo que baixe a guarda em alguns momentos da reta final do returno. Já a briga pela segunda posição vai ser intensa até o fim, assim como nas posições logo abaixo. Sesi (38), Banana Boat/Praia Clube e Brasília (34), Pinheiros (32), São Cristovão/São Caetano (28), Barueri (26) e São Bernardo (24). Briga intensa pelos playoffs.



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