A melhor rodada da Superliga até agora



Os jogos deste meio de semana formaram, na minha opinião, a rodada mais interessante de uma Superliga que até agora ainda não esquentou. E espero que, daqui para frente, o nível se mantenha mais alto do que o já apresentado.

No masculino, nesta quarta, tivemos um jogão em BH, com vitória do Vivo/Minas, no tie-break, sobre o até então invicto RJ Vôlei. O time de Horacio Dileo abriu 1 a 0, levou a virada e teve forças para revirar. O equilíbrio não reflete, porém, a diferença entre os dois na classificação: dez pontos a mais para os cariocas (21 a 11), com um jogo a mais. Creio que este número será bem menor até a metade do segundo set.

Na véspera, o Sada/Cruzeiro não tomou conhecimento do Sesi, em um duelo de invictos. Mesmo jogando em SP, os campeões mundiais atropelaram com parciais de 21-14, 21-16 e 21-14. Talvez tenha sido uma atuação perfeita do time de Marcelo Mendez, que sacou demais, manteve quase sempre o passe na mão de William e mostrou uma absurda superioridade no ataque. E olha que estamos falando de equipes com níveis de elenco muito parecidos. Agora único invicto, o Sada está provando por A + B estar um degrau acima de todos os rivais atualmente.

No feminino, três jogos que merecem destaque: Pinheiros 1 x 3 Unilever, Banana Boat/Praia Clube 0 x 3 Molico/Nestlé e Sesi 2 x 3 Vôlei Amil. Na mesma rodada, os seis principais times do país fizeram “confrontos diretos” e talvez prévias de duelos que veremos nos playoffs.

Esperava mais resistência do time de Uberlândia contra o rival de Osasco, também esperava um pouco mais, neste momento da competição, do Vôlei Amil e não me surpreendo mais com o Pinheiros fazendo jogo duro contra “gente grande” e com orçamento muito maior.

Individualmente, vejo que as gringas de Osasco (Sanja Malagurski e Caterina Bosetti) ainda distante do ideal, o que não pode ser dito de Mihajlovic, que vem crescendo e promete uma parceria interessante com Pavan. Sintonia estrangeira que ainda falta com Glass e Herrera, em Uberlândia. Entre as brasileiras, Tandara vive ofensivamente um bom momento no Vôlei Amil, Andreia tem sido a referência do Pinheiros (que sentiu a pouca produtividade de Ellen, na terça), Carol segue se destacando no bloqueio pela Unilever, enquanto a linha de passe do Sesi está sofrendo horrores.

 



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