A final mais “estranha” da década



Uma final de competição nacional sem Rexona-Ades e Molico/Osasco. Os dois times que sustentam a hegemonia do vôlei nacional há mais de uma década sucumbiram nas semifinais diante de Pinheiros e Sesi, respectivamente, fazendo com que a decisão ganhasse uma importância inesperada.

Quem fizesse tal previsão para a Copa Brasil talvez fosse chamado de louco. Quando escrevi a coluna Saque falando sobre as zebras que a Copa poderia provocar – principalmente pelo formato (http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/01/11/coluna-de-domingo-a-formula-que-da-mais-chance-aos-menores/)  – não esperava tamanha surpresa.

Se na preliminar o Pinheiros precisou de quatro sets para desbancar o time carioca (http://blogs.lancenet.com.br/volei/2015/01/16/ja-merece-o-titulo/), no jogo de fundo a vitória do Sesi foi ainda mais contundente. 3 a 0 para não deixar dúvidas sobre quem mandou no jogo.

O Molico, sem Thaisa e Dani Lins, se transformou em um time normal. Possui selecionáveis (Brait e Adenízia), ex-selecionáveis (Mari), uma estrangeira (Carcaces), mas falta poder de decisão. Alguém que chame o jogo quando a bola levantada está ruim, alguém que decida um ponto importante. Algo que o Sesi conseguiu fazer com uma recente mudança promovida por Talmo no time, fazendo com que a central reserva Barbara se transformasse em oposto para  substituir Monique.

Psicologicamente, a classificação do Sesi foi garantida após a virada no primeiro set. Perdi por cinco pontos de diferença na segunda parada técnica, mas virou graças principalmente ao bloqueio. Bia a Fabiana foram muito superiores a Adenízia e Lara Nobre, ontem. Depois do 26 a 24, o jogo ficou mais fácil, sem o Molico oferecer resistência e demonstrar que tinha poder para virar.

Hoje, às 19h, a grande final merece ser acompanhada com atenção in loco, pelo SporTV ou pela Rede Brasil (uma novidade desta Copa). Estaria o vôlei feminino brasileiro entrando em uma nova era? Veremos.

 



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