A final dos sonhos



Está definida a final do Mundial: Brasil x Polônia.

O jogo que a FIVB, organizadora do Campeonato Mundial, queria. O jogo que a fanática torcida polonesa também queria. O jogo que o fã de quase todas as nacionalidades (e que gosta de uma partida de vôlei bem jogada) queria ver numa decisão. Dizer que o Brasil também queria, tendo a opção de enfrentar a Alemanha, já seria um pouco de exagero. Mas é um jogo em que a Seleção terá a oportunidade de vingar a derrota na terceira fase (a única nesta maratona insana) e conquistar o tetra em grande estilo. Ou seja: também teria um motivo para desejar, lá no fundinho da alma, mesmo sem admitir.

Talvez esta final aconteça com dois anos de atraso. Brasil x Polônia era o jogo que se esperava na final olímpica em Londres.  Os poloneses vinham do título da Liga Mundial de 2012 jogando demais. Kurek, MVP daquela competição, voando. A rivalidade com o time de Bernardinho só aumentando, transformando partidas de primeira fase em pequenas batalhas, repletas de provocações. Foram quatro derrotas verde-amarelas em cinco confrontos diante da Polônia na Liga e um sentimento que a melhor seleção do planeta era aquela vermelha e branca.

Londres chegou, a Polônia “voltou ao normal” e, se achando demais, decepcionou. O Brasil ainda foi à final, mas sucumbiu diante do central Muserskiy que se transformou em oposto e virou a decisão do ouro. Passados dois anos, os dois times mudaram bastante. Kurek e Bartman, as almas daquele time polonês, não estão no Mundial. Wlazly voltou após aposentadoria. O italiano Andrea Anastasi deu lugar ao francês Stephane Antiga. Na Seleção, fim da era de Giba, Dante e Ricardinho, que voltou apenas para a Olimpíada. A vez de Lucarelli! A transição de uma geração para outra não foi das mais fáceis e dúvidas surgiram, ainda mais quando a situação física de Murilo virou um ponto de interrogação. E qual foi a solução encontrada por Bernardinho? Quase implantar um sistema com três líberos: Mário Júnior, Felipe e o próprio Murilo, claramente limitado no ataque após a cirurgia no ombro direito, mas ainda com função tática importantíssima.

Para ser histórico, o jogo que quase todos queriam deveria acontecer no Estádio Nacional de Varsóvia, para mais de 60 mil pessoas, repetindo a abertura do Mundial. Ainda assim, tem tudo para ser inesquecível. Que vença o melhor!

 

 



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