A final do Paulista feminino



O Vôlei Nestlé saiu na frente do Sesi na final do Paulista feminino.

Na noite de ontem, no Ginásio da Vila Leopoldina, na capital, vitória do time de Osasco por 3 sets a 1, parciais de 25-12 (?!?), 20-25, 25-21 e 25-20.

Me chamou demais a atenção de os sets não refletirem o equilíbrio que se esperava de uma decisão. A primeira parcial, inclusive, é um daqueles pontos fora da curva. Acontecem até em clássicos como este, mas devem ser tratados como totalmente atípicos.

O bloqueio foi o grande fundamento do Vôlei Nestlé. 21 pontos é muita coisa! Também importante destacar como várias atletas apareceram com pontuação elevada na equipe comandada por Luizomar de Moura: Ivna (19), Carcaces (17), Gabi e Adenízia (15). Tal distribuição de pontuação, em parte graças ao block, fez muita diferença.

Block desequilibrou na abertura da final (João Pires/Divulgação)

Block de Osasco desequilibrou na abertura da final (João Pires/Divulgação)

– Mérito da Dani Lins e do passe. Estamos trabalhando duro neste fundamento e as meninas estão colocando a bola na mão da Dani. Com isso, ela está escolhendo a melhor opção com tranquilidade. Ainda pecamos em alguns momentos no ataque, quando arriscamos demais. Somos fortes neste fundamento, mas o bloqueio também mostrou que pode ser decisivo e, às vezes, podemos atacar evitando os erros e apostar no nosso bloqueio. A Dani está de parabéns pela partida que fez e por sempre passar segurança para suas atacantes – analisou Adenízia.

A boa atuação de Ivna, inclusive, deve deixar a belga Lise Van Hecke, principal contratação de Osasco na temporada, mais um tempinho no banco de reservas. Sendo justo com a gringa, ela desembarcou há pouco tempo no Brasil e ainda precisa ganhar entrosamento com Dani Lins.

Pelo Sesi, Jaqueline não brilhou, terminando com nove pontos, atrás de Elen (17), Fabiana e Sabrina (11).

– Nós temos que acertar muita coisa, mas eu acho que só jogando mesmo e passando por essas dificuldades que algumas jogadoras que estão vivenciando isso pela primeira vez vão suportar esse tipo de pressão e saber como sair delas – disse Talmo.

Agora, no José Liberatti, em Osasco, no domingo, às 10h, o Vôlei Nestlé será campeão caso vença o jogo ou o golden set.



  • carlos alexandre

    Daniel, respeito muito sua opinião. Mas o vôlei feminino nos últimos anos só existe equilíbrio entre Rexona e Nestle. O restante são meros participantes, o jogo de ontem demonstrou que se Nestle conseguisse jogar ao menos 70% do seu potencial, ganharia com folga.
    O vôlei feminino está chato, sem graça e esse monopólio não faz bem ao esporte. Por outro lado, as empresas que investem não tem culpa se isso acontece…é uma pena.

  • A lI

    Tá com cara de GOLDEN SET!!!

    É pessoal, a decisão do CAMPEONATO PAULISTA 2015 está caminhando para ir para o GOLDEN SET!!!

    Contrariando todos os seus críticos, e olha que não são poucos, IVNA foi o grande nome desse primeiro jogo da final.

    Parece que a chegada da BELGA LISE VAN HECKE deu um ânimo a mais para IVNA jogar, a fim de não perder a sua vaga de titular.

    E com a belga na sua cola, IVNA foi o ponto de desequilíbrio do jogo tanto no ataque quanto no bloqueio.

    Carcaces é um horror passando!!! Brait e Gabiru tiveram que cobrir a cubana, mas tinha hora que não dava.

    Pelo SESI esperava uma atuação mais contundente de Jacqueline, mas creio na finalíssima Jac vai dar tudo de si.

    Gostei muito da atuação da líbero Suelen e das centrais do SESI.

    Enfim, está tudo em aberto ainda… E pelo jeito, vai dar GOLDEN SET…

  • Logan Tom

    Parabéns ao Osasco pela vitória. Permita-me fazer algumas observações:
    1. Osasco cresce demais no bloqueio quando joga com o SESI, talvez por aquela semifinal perdida na Superliga 2013/14, quando o time estava invencível;
    2. Carcaces melhorou um pouco no passe. Na partida de ontem ela entregou vários passes nas mãos de Dani;
    3. Como a Gabi tá jogando hein! Sei não, mas sinto cheiro de Suelle bancando;
    4. Ivna é outra que tá sempre calando minha boca. Fez ótima partida contra o SESI e vem sendo a melhor jogadora de Osasco no Paulista;
    5. Pelos jogos que assisti do SESI ficou claro uma coisa: o time depende demais do desempenho individual da Jaque. O dia que ela não tá muito inspirada o time sente o jogo;
    6. SESI deu um tiro no pé ao dispensar a Carol Albuquerque. Isso porque ela já tinha um entrosamento muito bom com as centrais. Quando o passe sai da mão é só correr pra entrada de rede e armar o bloqueio, já que nem a oposta é muito acionada;
    7. A Suellen, líbero do SESI, parece ter emagrecido. Achei ela mais fininha e até com mais mobilidade pra chegar em algumas bolas;
    8. Jaqueline parece ignorar o Talmo nos tempos técnicos. No início do 4° set do jogo de ontem, quando Osasco abriu uma larga vantagem (9×1, eu acho) e ela tomou um bloqueio, Talmo pediu tempo e foi chamar atenção dela e ela respondeu. Logo em seguida foi substituída.

  • Raffy

    Confesso que esperava mais deste jogo, principalmente do Osasco que mantem essa base há alguns anos. Apesar de maior pontuadora da partida, Ivna continua sendo irregular, levando tocos e soltando balões. Pelo SESI Jaqueline voltou a ser a “velha” Jaqueline, com excelente fundo de quadra mas deixando a desejar no ataque. Acho que o SESI se equivocou não renovando com a Carol Albuquerque, levantadora experiente, já entrosada com a equipe e que poderia ajudar muito a atual titular Carol Leite, que parecia insegura. Mas é início de temporada, as jogadoras que estavam com a Seleção acabaram de voltar aos clubes e o entrosamento ainda não está completo.

  • Deck

    CBV – confederação Brasileira da Vergonha (ou da falta de)

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