A-F-U-N-D-O-U!!!!!!!



A derrota de virada do Brasil para a Sérvia por 3 sets a 2 deveria ser o principal assunto deste post. Mas o Datena me obrigará a rasgar as velhas apostilas do curso de jornalismo feito lá no século passado na PUC-Campinas.

O narrador roubou a cena na transmissão do jogo pela Band (a TV aberta que tanta gente pede, e com razão, no esporte). Vamos aos melhores e aos piores momentos das mais de duas horas no ar:

– Em várias passagens ele relembrou expressões consagradas décadas atrás também na Band, mas na voz de outros narradores, como Marco Antônio.  Lucão “Mão de Pilão” foi o substituto de Gilsão “Mão de Pilão”. E cada cravada era festejada com o “A-F-U-N-D-O-U!”, cheio de entonação. Ponto para Datena, caso a intenção tenha sido homenagear o antigo companheiro de profissão.

– O estilo Datena de narrar também rasga cartilhas e possibilita algumas risadas do telespectador, surpreso, como eu fiquei, admito. Quando o jogo já se arrastava para o tie-break, atrasando a entrada do Brasil Urgente, programa policial/informativo também apresentado por ele, sobrou uma dica para a produção. Datena pediu para que diretor ou editor, sei lá, colocasse um giro de repórteres na abertura do programa para que ele tivesse tempo de trocar de roupa e entrar no ar.

– A torcida incessante (e até ufanista em alguns momentos) pelo Brasil também fez com que o narrador chama-se o árbitro de “manezão”, em um ponto decisivo do jogo. A marcação era favorável à Seleção, mas a Sérvia pediu o desafio. A tecnologia acabou mostrando bola dentro, mudando a decisão dos juízes.

– Em alguns momentos ele escorregou na falta de prática de narrar um jogo de vôlei, algo que amigos narradores já me disseram ser realmente um problema que apenas a prática resolve. Eu não me recordo do último jogo narrado por Datena que eu havia acompanhado antes desse. Talvez tenha sido na Olimpíada de Londres, em 2012. Um ataque do meio de rede de Isac virou uma “bola de fundo meio”. Perdoado por isso, Datena! Ficou claro também que ele não tem acompanhado muito o vôlei atualmente, recebendo algumas aulas de Marcelo Negrão, o comentarista, antes e durante o confronto. Atanasijevic, apontado como o destaque sérvio, virou o alvo principal de Datena, que a cada erro reforçava que o oposto decepcionava. Ele deve ter ouvido tanto sobre ele no aquecimento que aguardava um “monstro” na quadra.

– Por fim, sobrou até comemoração pela saída de Kovacevic, que vinha sendo um dos destaques do time sérvio. Datena, sem ter certeza do motivo da substituição, disse que não custava torcer por uma “lesão leve, uma torcidinha de pé do rival”! Aí exagerou muito, “Datenão!”.

Ah, o Brasil perdeu a invencibilidade na Liga. Fez os dois primeiros sets bem consistentes, principalmente na virada de bola, com Wallace e Lucarelli, alvos principais de Bruninho, que fez a estreia em 2015. Destaco também o volume de jogo dado por Escadinha (ponto para Datena que chamou pelo apelido várias vezes) e por Murilo (ou Murilão, como o narrador prefere). Tudo isso fazia com que o bloqueio (que não viu a cor da bola) e os erros de saque fossem minimizados. Quando o nível de ataque baixou, o Brasil sofreu a virada. Achei que Rubinho demorou  para mexer nos centrais, que não conseguiam parar Podrascanin e Lisinac.

 

 

 



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